09 janeiro 2008

Minhas previsões para as aprendizagens em 2008

What are your Predictions for Learning in 2008?

ou

Quais as suas previsões para a Aprendizagem em 2008?



A pergunta original foi feita no Learning Circuits e Suzana Gutierrez abre o questionamento aqui no Brasil.


Em relação ao trabalho com alunos, a tendência é incorporar cada vez mais o uso de tecnologias na prática pedagógica. Estamos educando agora uma geração que se comunica como nunca seja pelos telemóveis, seja pela internet e a escola não pode ignorar essa realidade.O uso dos celulares, mp3, mp4, ipods, câmeras digitais que está invadindo as salas de aula, apesar da nova lei de proibição, forçará o professor a propor seu uso, canalizado para fins educativos, visto que a cobrança dos alunos será grande. Dessa forma a aprendizagem tende a ser menos linear, menos presa a conteúdos pré-determinados, com mais leitura de imagens, criação e edição de vídeos, podcastings, uso de ferramentas colaborativas como blogs, wikis, fóruns, chats, videoconferências. Deverão ocorrer mais projetos cooperativos entre instituições escolares diferentes, abrindo uma flexibilidade maior nos espaços e tempos pedagógicos.

Do meu ponto de vista, recém formada como multiplicadora em Tecnologias em Educação, vejo , no entanto, que para efetivarem-se essas tendências, a questão chave é a formação dos educadores, dando-lhes condições de integrar as tecnologias em sua prática. Analisando mais especificamente a situação do Rio Grande do Sul, não se pode falar em aprendizagem sem deixar de citar alguns nós que precisam ser desfeitos para que ela ocorra num contexto mais geral. Com as bibliotecas e laboratórios de informática quase inativos por falta de elementos que os coordenem e pouco ou nenhum espaço para formação dos educadores para que estejam capacitados a utilizá-los nas escolas, não será ainda fácil falar de novas tendências. Prevejo que nesse ano deva haver uma luta para que seja reconhecida, por parte dos gestores, a necessidade de dispor de recursos humanos habilitados a desenvolver esse trabalho nos NTES e nas escolas. Mas isso dependerá também da persistência, coragem e dedicação de alguns "heróis" que vestem a camisa, mesmo com um salário indigno da função que exercem.. Considerando uma perspectiva bem otimista para a disponibilidade de formação continuada dos educadores nas escolas, ainda assim levaremos um tempo para que resistências sejam quebradas, novos paradigmas aceitos, com mais abertura para aprendizagem cooperativa, menos centrada na figura do professor. Quando isso ocorrer, a aceitação de novas metodologias e ferramentas acontecerá naturalmente.

Andaremos, muitos, a passos de formiguinha, alguns com passos de elefante. E a esses é necessária a tal paciência histórica, capaz de ver mais além, mas também de estender a mão aos que vêm atrás.

Para fazer suas previsões para as aprendizagens em 2008, no seu blogue, siga as dicas da Suzana Gutierrez (para podermos rastrear todas as previsões):

"Esta foi a questão do mês, proposta por Tony Karrer do Learning Circuits. Proponho aos meus leitores responder, considerando o contexto brasileiro ou, até, regional. Copiem o logo, postem a resposta e linkem a postagem original do Learning Circuits e esta minha postagem, para criarmos a rede nacional da bola de cristal na educação :)"

11 comentários:

  1. Oi Marli

    Esta questão da formação dos professores é sempre interessante para o debate. É clara a ruptura da política entre a formação do multiplicador e própria multiplicação.

    Seria muito importante verificar onde a coisa para. Foram formados muitos multiplicadores e diversos professores tem recebido a formação em nível de pós-graduação, patrocinados pelas SE ou pelo MEC.
    Porém, qual o retorno disso para as escolas?

    abraço!

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  2. Su!

    Casualmente vivo essa situação na pele, mas me preocupa nã oser u mcas oisolado. A questõa está generalizada. Creio que a sociedade tem o direito a receber esse retorno. Afinal existe aí investimento do dinheiro público.Vamos ser otimistas e acreditar que a situação mude, mas não de braços cruzados. BJ

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  3. Opa Marli (e SU)

    Acho que a questão da formação continuada dos professores é o grande gargalo...

    Talvez o próprio paradigma da formação precise ser repensado... algo mais descentralizado, colaborativo... a "sala dos professores" precisa ser levada para a web...

    Um espaço onde haja diálogo entre a academia e os que estão no dia-a-dia da escola...

    Enfim, mais um grande desafio a ser vencido... talvez seja necessário algum esforço de organização do muito que muitos professores já produziram/experimentaram e publicaram na web...

    bjs

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  4. Pô!

    Eu vim comentar "outra coisa" e vejo que se encaixa nesta conversa que estamos tendo aqui.

    Esta sala de professores na web é a nossa rede que, penso eu, vai se firmar quando começarmos a usar as ferramentas tipo rss, back links, e o potencial de diálogo que elas trazem para os blogs.

    Porém, esta conversa tem de ter conteúdo e, aí, é necessário ultrapassarmos a fase de por figurinhas nos blogs e aprofundarmos a reflexão.

    Nada contra figurinhas, widgets e outras neogeeksthings, mas não pode ser só isso.

    * acho q a gente podia trazer estes comentários para dentro de novos posts, bagunçando ainda mais a água parada :))

    beijocas

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  5. Oi! Deixei também um post no Yahoo! Busca Educação sobre as previsões para 2008 com link para seu blog.

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  6. Obrigada, Renata, por contribuir com a reflexão.BJ

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  7. OI Marli

    Enquanto voce esta inciando como multiplicadora eu já tenho 10 anos corridos desde a especialização. Deste tempo transcorrido trago uma certeza, não adianta investir apenas em formação dos professores para o uso das tecnologias digitais.

    Na minha realidade, que acredito não ser muito diferente dos demais, o baixo uso dos laboratorios de informática e da TV e videos credito ao gargalo da falta de infra-estrutura de manutenção dos equipamentos e RH responsável pelo gerenciamento destes recursos. Na época MG tinha experiencia com Coordenador de Laboratorio que participava como parceiro do professor para recepção dos alunos e preparação dos recursos a serem utilizados na aula. Aqui, também experimentamos e foi um ano prospero. Note que não tinhamos tanto acesso a Internet como hoje. Uma das estrategias era trabalhar offline ( "INternet sem fio" resultado do CURSOEAD/UFRGS/PROINFO)

    Lembro do inicio (1998/99) as discussões na Lista dos MUltiplicadores quanto a necessidade de se pensar nas regras de convivência. Nas parcerias e definições dos papeis, quantos alunos por pc e principalmente os limites do conhecimento para resolução dos problemas ( os "error")
    O problema persiste com a falta de definição de assistencia tecnica e manutenção dos equipamentos.

    Muitos professores que saem dos cursos animados com a possibilidade de uso e encontram dificuldades acima mencionada não levam o projeto avante. Perde o aluno, perde o Professor e o retorno social do investimento vai se distanciando..

    Para mim, a Formação continuada é indispensável mas não dá conta sozinha. É necessário aliada a formação dos professores uma politica pública de uso efetivo ( equipamentos com manutenção e assistencia tecnica).

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  8. Euri!
    Concordo contigo . Falei da formação dos professores, mas obviamente sem viabilizar a questão técnica fica impossível realizar qualquer coisa. Na minha escola estamos com os computadores quase obsoletos, não suportam mais as configurações necessárias para trabalhar com a internet. Não basta instalar computadores, é preciso saber o que acorre depois com eles e dar assistência.BJ

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  9. Renata3:17 PM

    Oi Marli! De nada. É bem interessante essa discussão e como você pode ver pelos comentários no YBE, os professores procuram mesmo algo novo em 2008. Numa entrevista com a responsável pela área de educação do Museu da Pessoa, temos também novas previsões para 2008. Quando puder, dê uma olhada. []s!

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  10. É gente...

    Formação de professores + infra-estrutura + manutenção + RH + vontade política + $$$ + ... os desafios são muitos. Mas como a Marli bem disse, não podemos esperar de braços cruzados. Ainda bem que temos pessoas interessadas e envolvidas querendo melhorar esta situação!

    Abçs
    Sintian

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  11. A Internet WEB 2.0 cada vez mais presentes no processo educativo.

    Abs,
    Prof. Marcelo

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