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24 abril 2013
Para ler na escola
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24 agosto 2008
Matéria da Revista Veja
Essa foi a resposta de Moacir Gadotti - Diretor Fundador do Instituto Paulo Freire
05 julho 2008
Lap top para professores
Programa do governo vai vender para professores laptop de R$ 1 mil
Notebooks poderão ser comprados nos Correios.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançará nesta sexta-feira (04/07),
às 10h o programa "Computador Portátil para Professores".
Nos moldes da iniciativa "Computador para
Todos
o objetivo é vender laptops com preços reduzidos para professores, usando
como rede de distribuição as agências dos correios e bancos associados ao
programa.
Podem participar do programa laptops de até 1 mil reais, com memória RAM de
512MB, HD de 40GB, tela LCD de 14 polegadas e WiFi. O equipamento também
deverá vir com 27 aplicativos em software livre e terá instalado um software
educacional chamado Linux educacional.
De acordo com Nelson Fujimoto, assessor especial da presidência da
república, 10 fabricantes de laptops já se mostraram interessadas em
participar do programa e quatro já têm produtos com as configurações
determinadas pelo governo federal. Fujimoto, no entanto, não quis informar
quais são essas empresas.
"Se a empresa quiser oferecer um produto com uma configuração superior, tudo
bem. Não pode superar o preço e diminuir as configurações", afirma.
Os computadores portáteis poderão ser adquiridos em agências dos correios, à
vista, ou em bancos credenciados junto ao governo para participar do
programa. Neste caso, o equipamento poderá ser financiado. Uma portaria do
Ministério da Educação e Cultura estabelecerá os documentos que o professor
deverá apresentar para comprar o notebook.
"A grande vantagem do projeto é justamente a capilaridade dos correios e das
agências bancárias", diz Fujimoto.
Durante o mês de agosto, o programa estará em testes, com o credenciamento
das instituições financeiras que participarão da iniciativa. Em setembro,
será lançado nas capitais brasileiras e em outubro em todas as cidades do
País.
O projeto é voltado para 3,4 milhões de professores dos ensinos básico,
profissional e universitário da rede pública e privada. Fujimoto não tem
estimativas do número de docentes deverão comprar laptops por meio da
iniciativa.
03 julho 2008
Do Jabor, sobre o Rio Grande do Sul
"Pois é.
O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos.
Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que horror'.
Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'.
Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'.
Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem 'que baixaria'.
Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição 'neste país'.
Do ressentimento passivo à participação ativa'.
Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou.
Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.
Abriram com o Hino Nacional.
Todos em pé, cantando.
Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.
Fiquei curioso. Como seria o hino?
Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!
'Como a aurora precursora /
do farol da divindade, /
foi o vinte de setembro /
o precursor da liberdade '.
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão.
Com garrafa de água quente e tudo.
E oferece aos que estão em volta.
Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem.
E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.
Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é 'comunidade'.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo.
Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é...
Foi então que me deu um estalo.
Sabe como é que os 'ressentimentos passivos' se transformarão em participação ativa?
De onde virá o grito de 'basta' contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil?
De São Paulo é que não será.
Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo.
Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção.
São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'.
Cada um por si e o todo que se dane.
E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.
Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa 'liga'. A mesma que eu vi em Porto Alegre.
Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
De minha parte, eu acrescentaria, ainda:
'...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra...'"
Arnaldo Jabor
01 maio 2008
Você é um professor Digital?
FAÇA O TESTE
2. Possui um blog, um site ou uma página atualizável na Internet onde regularmente produz, socializa e confronta seu conhecimento com outras pessoas?
3. Participa ativamente de um ou mais “grupos de discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional?
4. Possui algum programa de troca de mensagens on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de contatos” e usa para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em média?
5. Assina algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua disciplina específica, e o lê regularmente?
6. Prepara rotineiramente provas, resumos, tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint)?
7. Faze pesquisa na Internet regularmente com vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, mantém um banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral. Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos?
8. Prepara pelo menos uma aula por bimestre sobre um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”?
9. Mantém contato com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média?
10. Mantém-se atento para as novas possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tenta implementar novas metodologias em suas aulas?
Esse teste foi elaborado pelo professor José Carlos Antonio, publicado no Portal Educarede. Leia a matéria completa aqui.
24 março 2008
Leitura e escrita no contexto digital
21 março 2008
Educador precisa de autonomia
28 janeiro 2008
10 modos de uso do seu edublogue em ensino
16 janeiro 2008
Blog: espaço de autoria e comunicação
09 janeiro 2008
Minhas previsões para as aprendizagens em 2008
What are your Predictions for Learning in 2008?ou
Quais as suas previsões para a Aprendizagem em 2008?
A pergunta original foi feita no Learning Circuits e Suzana Gutierrez abre o questionamento aqui no Brasil.
Do meu ponto de vista, recém formada como multiplicadora em Tecnologias em Educação, vejo , no entanto, que para efetivarem-se essas tendências, a questão chave é a formação dos educadores, dando-lhes condições de integrar as tecnologias em sua prática. Analisando mais especificamente a situação do Rio Grande do Sul, não se pode falar em aprendizagem sem deixar de citar alguns nós que precisam ser desfeitos para que ela ocorra num contexto mais geral. Com as bibliotecas e laboratórios de informática quase inativos por falta de elementos que os coordenem e pouco ou nenhum espaço para formação dos educadores para que estejam capacitados a utilizá-los nas escolas, não será ainda fácil falar de novas tendências. Prevejo que nesse ano deva haver uma luta para que seja reconhecida, por parte dos gestores, a necessidade de dispor de recursos humanos habilitados a desenvolver esse trabalho nos NTES e nas escolas. Mas isso dependerá também da persistência, coragem e dedicação de alguns "heróis" que vestem a camisa, mesmo com um salário indigno da função que exercem.. Considerando uma perspectiva bem otimista para a disponibilidade de formação continuada dos educadores nas escolas, ainda assim levaremos um tempo para que resistências sejam quebradas, novos paradigmas aceitos, com mais abertura para aprendizagem cooperativa, menos centrada na figura do professor. Quando isso ocorrer, a aceitação de novas metodologias e ferramentas acontecerá naturalmente.
Andaremos, muitos, a passos de formiguinha, alguns com passos de elefante. E a esses é necessária a tal paciência histórica, capaz de ver mais além, mas também de estender a mão aos que vêm atrás.
"Esta foi a questão do mês, proposta por Tony Karrer do Learning Circuits. Proponho aos meus leitores responder, considerando o contexto brasileiro ou, até, regional. Copiem o logo, postem a resposta e linkem a postagem original do Learning Circuits e esta minha postagem, para criarmos a rede nacional da bola de cristal na educação :)"
01 janeiro 2008
Tecnologia: até onde?
31 outubro 2007
Os Blogs e a Interatividade
Diz ele:
"A Marly é uma dessas profissionais, que todos nós queremos ver em nossas escolas. Ela tem uma consciência muito crítica sobre a utilização de novas tecnologias na educação. Achei esse último artigo digno de nota.
Outra coisa interessante no Blog dela é a ampla utilização de vários meios para que haja interatividade. Ou seja ela quer realmente promover o debate. Vejo muitos blogs fechados e por que não dizer mesquinhos. O exemplo que ela nos coloca é um desafio para todos nós. Ao utilizarmos a internet nada mudará se não estivermos dispostos a dialogar.
A questão muito simples: não faça das suas páginas um monólogo. Não traga sua aula expositiva para o blog. Ela não dá certo lá na sala de aula e muito menos dará por aqui. Tenho percebido ao escrever na internet que no nosso próprio Blog ganhamos mais quando estimulamos as pessoas a participarem e aprendemos muito mais com elas do que ensinamos algo.
É muito legal ver um professor mexendo nos códigos, indo além, buscando referenciar as palavras, indexar os pensamentos por todo o template. Saindo da mesmice e buscando fazer um trabalho altamente interativo.
Parabéns Marly!"
Caro professor Luiz e demais leitores!
Blog é ferramenta interativa, criada para o encontro, para conversação. Por isso blogar pressupõe que publiquemos nossos posts provocando um público ao debate, convidando a participar. Se for para aproveitar apenas a facilidade de publicação, não estaremos prestando atenção na essência da ferramenta, que é a possibilidade de comunicação mútua e podemos usar um site. Quando publicamos num blog, esperamos retorno do leitor. Por algumas razões(ainda vou tentar investigar mais quais são), esse retorno nem sempre vem em forma de palavras. Só fica registrada a passagem no contador de acessos, o que também não deixa de ser gratificante. Se meus visitantes prestarem atenção, poderão aproveitar alguns recursos, além do espaço dos comentários: mural de recados, sala de chat (pode-se agendar um bate-papo), plugoo (comunicação comigo do blog pelo msn, se eu estiver on line ou deixar mensagem offline), evoca(gravar e enviar mensagem de voz clicando no gravador). Será sempre motivo de prazer responder e trocar idéias. É assim que se constrói conhecimento de forma cooperativa, conforme nos diz Pierre Lèvy na sua teoria da Inteligência Coletiva. Mas para isso o que mais precisamos, antes de tecnologias, é de uma mente aberta. Obrigada a todos os que aqui chegam e deixam sua contribuição ou sua marca. Obrigada, professor Luiz, por reforçar essa idéia da interatividade. É por aí mesmo!
05 outubro 2007
Falência da escola pública?
03 junho 2007
Internet e Fraude
No caderno Donna do Jornal Zero Hora de hoje, Moacir Scliar, nosso escritor gaúcho da Academia Brasileira de Letras, coloca em sua crônica uma afirmação intrigante . "Em primeiro lugar, precisamos nos dar conta de que, como foi dito antes, copiar os alunos sempre copiaram, só que antes faziam isso à mão. Pode-se alegar que, desta forma, aprendiam alguma coisa, mas trata-se de uma afirmação questionável: copiar pode ser simplesmente uma coisa mecânica. O melhor é perguntar: qual deve, afinal, ser o característico de um trabalho de aluno? A mim a resposta parece óbvia. O trabalho do aluno, como o trabalho de qualquer pessoa - como este texto que vocês estão lendo - deve refletir o pensamento e as emoções de quem o elabora. Ou seja: o trabalho deve ser eminentemente pessoal. Deixem-me dar um exemplo tirado do ensino de medicina. Podemos pedir a um aluno que escreva sobre as relações médico-paciente, e aí, sem dúvida, ele encontrará na Internet montes de textos copiáveis. Ou podemos pedir que descreva um episódio de sua própria vida: uma doença que teve e o papel que o médico desempenhou então, com sua avaliação a respeito. Aí não tem como colar. Só a autenticidade resolve. E esta autenticidade será extremamente educativa para o aluno."
07 maio 2007
Blogs, interatividade
Um levantamento, feito pelo Technorati, revelou que o português é o idioma de apenas 2% dos blogs da blogosfera. Para o professor da área de internet do Senac São Paulo, Fábio Flaschart, uma explicação seria:
“O consumo da web aqui é muito mais pacivo. Uma coisa é ter acesso, outra é usar o ciberespaço como ferramenta da expressão. Apesar da popularização do PC e da internet, o aprofundamento ainda é muito superficial.”
Penso que as escolas contribuem muito para esse uso pasivo da web. Poucos são os educadores que utilizam a web como algo maior do que um repositório de informações…
Fonte: G1 (uma dica da Fernanda Vilarim na lista Blogs Educativos)
Este é um bom tema para ser investigado. Que causas haveria por trás da gritante diferença numérica entre os que visitam e os que deixam comentário nos blogs? Estou satisfeita com a interação que acontece no meu , já com mais de 15.000 visitas, mas os comentários são muito menos que isso. Seria falta de hábito em escrever, falta de conhecimento de como comentar, indiferença, pouca valorização das próprias idéias, falta de tempo? Pois vou dizer que a última alternativa tem sido o meu caso. Não que eu tenha deixado de comentar pelos blogs que navego, mas tenho tido dificuldades para conseguir acompanhar toda a produção das redes virtuais que vamos criando, a qual cada vez engrosa mais. São mil idéias que vamos juntando aqui e acolá, descobertas que vamos fazendo, mas que nem sempre conseguem sair da cabeça, porque é humanamente impossível esticar as 24 horas do dia. Queria dizer aos visitantes do meu blog, que fico imensamente satisfeita, agradecida com as visitas e que não tenho tido o tempo que gostaria de retribuir com mais freqüência , envolvida que estou com as 40h de aula e especialização. Estou louca para tirar um tempo e nada fazer.Ou então simplesmente fazer coisas que todo mundo faz como ver um filme, ler um livro, jogar conversa fora, ir a um show.
22 abril 2007
Acessibilidade

A acessibilidade pode servir a quem tem:
1. Incapacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, ou grande dificuldade - quando não a impossibilidade - de interpretar certos tipos de informação.
2. Dificuldade visual para ler ou compreender textos.
3. Incapacidade para usar o teclado ou o mouse, ou não dispor deles.
4. Insuficiência de quadros, apresentando apenas texto ou dimensões reduzidas, ou uma ligação muito lenta à Internet.
5. Dificuldade para falar ou compreender, fluentemente, a língua em que o documento foi escrito. 6. Ocupação dos olhos, ouvidos ou mãos, por exemplo, ao volante a caminho do emprego, ou no trabalho em ambiente barulhento.
7. Desatualização, pelo uso de navegador com versão muito antiga, ou navegador completamente diferente dos habituais, ou por voz ou sistema operacional menos difundido.
Para saber mais sobre o assunto acesse o site Acessibilidade Brasil.
11 abril 2007
Blog e Interação
06 abril 2007
Para ler, pensar e discutir
O educador aprende quando se sente “tocado”, quando encontra espaçopara que sua experiência se converta em fonte de saber (Hernández e Sancho, 2006).
É possível fazer com que a tecnologia educacional se torne parte do currículo de qualquer escola? Essa é uma das grandes perguntas a que professores, diretores e pesquisadores de todo o mundo estão tentando responder. Há especialistas que questionam até mesmo se as escolas e seus professores estão minimamente preparados para utilizar essa nova tecnologia no seu cotidiano (Ramal, 2000; Faria, 2002; Kadel, 2006-07; Kay, 2006). Por outro lado, já existem muitas experiências que nos revelam que é possível realizar essa integração da tecnologia ao currículo de uma escola de uma maneira bastante significativa para todos os envolvidos. O importante é criar um ambiente favorável à disseminação das novas práticas pedagógicas que surgem com a tecnologia.
Antes de tudo, é importante ter clareza sobre um ponto: quando se pensa em tecnologia educacional, temos que levar em conta que não existe uma tradição de uso dos atuais recursos tecnológicos na escola. Os professores de hoje não tiveram mestres que utilizassem computadores e Internet em suas aulas, portanto, não têm nenhum modelo para imitar. O uso da tecnologia necessariamente transforma as práticas pedagógicas existentes em uma escola, pois cada professor tem de descobrir como e quando utilizar o recurso (Cavallo, 2004; Kadel, 2006-07). Nenhuma transformação pode ocorrer sem o devido envolvimento do professor (Hernandez e Sancho, 2006-07).
A seguir, apresentamos uma maneira como muitas escolas estão conseguindo realizar uma integração significativa da tecnologia ao seu currículo, a partir do momento em que oferecem recursos disponíveis para sua comunidade:
1 — Incentivo ao trabalho dos “desbravadores”
Professores, como muitos outros profissionais, têm rotinas de trabalho intensas, repletas de obrigações muito variadas e horários rígidos. Não se pode imaginar que, só por terem acesso à Internet, a portais e a softwares (em algum lugar da escola ou em casa), eles vão conhecer as novidades e sair aplicando todos os recursos com seus alunos.
Esses profissionais precisam de incentivo, apoio e tempo para se interessarem pelas possibilidades que a tecnologia oferece. Alguns precisam de mais tempo, mais apoio e mais incentivo para compreender o real valor da tecnologia para o desenvolvimento da sua prática pedagógica.
Quem pode exercer esse papel de incentivar e dar apoio aos professores de uma escola para o uso da tecnologia educacional? Vamos chamar essas pessoas de “desbravadores” da tecnologia. São indivíduos que têm interesse em descobrir as aplicações para os recursos disponíveis e que sabem ensinar outras pessoas a utilizá-los. Podem ser coordenadores e professores de informática ou de outras áreas, ou até alunos (Riel e Becker, 2000; Smith, 2006-7).
Repare em sua escola: Quem são esses desbravadores? Eles têm a oportunidade de oferecer apoio ao corpo docente de modo a promover a integração da tecnologia ao currículo? Estão sendo incentivados a fazer isso?
2— Divulgar os resultados
Trabalhos realizados com recursos tecnológicos ficam registrados e freqüentemente podem ser divulgados com facilidade em sites do professor ou da escola, blogs, CDs ou outros instrumentos. Em ambientes que favorecem o uso da tecnologia, os professores têm prazer em partilhar e divulgar os trabalhos dos seus alunos, atitude que indica que confiam no próprio trabalho e permite que os mestres aprendam uns com os outros a partir da troca de experiências.
Não há nada mais significativo que ver o resultado de um trabalho de qualidade, que contou com o empenho de professores e alunos. Se um professor criou um blog ou um site que motivou os alunos, ele merece ser partilhado. Se os alunos criaram trabalhos digitais sobre algum assunto relevante, eles devem ser divulgados. Se foram produzidos jornais ou livros, eles devem ser lidos.
Se um colega fez um trabalho interessante, por que não tentar também? O momento em que surge esse questionamento é o mais propício para o desbravador ajudar diferentes professores a desenvolverem novas práticas pedagógicas. Esse é o momento em que o professor descobre que o resultado de um trabalho que envolve tecnologia pode ser interessante. Provavelmente, agora ele só precisará de um pouco de ajuda para realizar um outro trabalho também muito interessante com o auxílio dos novos recursos que tem à sua disposição. A escola não pode perder essa oportunidade.
Preste atenção se sua escola incentiva a divulgação de diferentes trabalhos realizados pelos professores com seus alunos. Essa divulgação é bem recebida pelo corpo docente e discente?
Uma escola está visivelmente avançando quanto ao uso da tecnologia quando se percebe que há cada vez mais professores utilizando os recursos, com liberdade para criar seus projetos e desejando partilhar idéias com os colegas. É isso que se entende por integrar tecnologia ao currículo.
28 março 2007
Para onde estamos indo?
10 março 2007
Ensino Conectado

Passados 12 anos de sua regulamentação no Brasil, a Internet se tornou mais do que um atalho para acessar o conhecimento. Confirmando seu potencial revolucionário, transformou-se em um fenômeno que altera a maneira de pensar e de aprender dos estudantes.
A análise dos impactos dessa tecnologia em cinco alunos gaúchos, nascidos no ano que marcou a oficialização da rede no país, há 12 anos, mostra que o fenômeno modifica os modelos de aprendizagem convencional e influencia as relações aluno-professor. Em vez de esperar ensinamentos em sala de aula, o estudante pode acessá-los diretamente na rede, enquanto o docente se torna um mediador, com recursos multimídia para explicar os conteúdos.
- As novas tecnologias mexem com a forma de aprender, torcem os papéis. É uma ótima oportunidade para rever os processos educativos. O tempo que a gente gastava antes com coisas mecânicas, hoje podemos usar para pensar - analisa a psicóloga Joyce Monarsky Pernigotti, mestre em Educação e doutora em Psicologia, com enfoque em teorias contemporâneas e novas mídias.
Se infinitas possibilidades se abrem com a rede, a exclusão digital ainda é uma barreira para democratizá-las. Na rede estadual, por exemplo, apenas 990 das 2.856 escolas têm laboratórios de informática e 1.358 têm Internet.
Segundo dados do Censo Escolar feito pelo Ministério da Educação, 17% dos 10.413 estabelecimentos públicos e particulares gaúchos ofereciam acesso à Internet em 2005.
Embora o ritmo de adesão à rede varie, o fenômeno provocado por ela é considerado irreversível.
As mudanças
No passado
-As explicações da matéria eram feitas no quadro, pelo professor.
-Cada matéria e série tinham assuntos bem definidos a tratar, em blocos separados.
-O professor era a autoridade máxima, decidindo o que, como e quando o aluno deveria aprender.
-As pesquisas escolares eram feitas em livros.
-A transmissão do conhecimento estimulava a dependência e a submissão do aluno, que devia basicamente copiar e ouvir o professor.
Hoje
-Há possibilidade de explorar recursos de som e vídeo para entender fenômenos complexos .
-A Internet estimula a interação entre diferentes áreas do conhecimento.
-A aprendizagem é contínua, e é cada vez mais difícil dividir os conteúdos.
-O professor se torna um mediador, orientando o aluno a organizar e refletir sobre as informações.
-As pesquisas solicitadas pelos professores são mais abrangentes e exploram recursos visuais, já prevendo a consulta na Internet, como: "traga amanhã o desenho de 10 tipos de raízes diferentes".
-Com a maior interação, a busca pelo conhecimento tende a ser participativa e cooperativa, favorecendo a autonomia e a responsabilidade da autoria.
As armadilhas
Ansiedade e tecnose: o neuropediatra Rudimar Riesgo, professor-adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), adverte que a nova geração é mais propensa à ansiedade. Com tantos estímulos, é difícil selecionar o que é relevante e existe uma dificuldade de se desconectar da rede, numa espécie de neurose de tecnologia
O que fazer: pais e professores devem orientar as crianças, participando da seleção das informações
Distração fácil: com tantos recursos e janelas na rede, facilmente o estudante pode perder o foco dos estudos e passar horas distraído
O que fazer: acompanhe seu filho e monitore suas atividades
Ctrl C + Ctrl V: com a facilidade da Internet, existe o risco de estudantes copiarem materiais prontos
O que fazer: os pais devem revisar o trabalho dos filhos. Professores devem incluir no trabalho perguntas específicas e de interpretação
Vício da rede: é fácil perder a noção de tempo e ficar horas a fio em frente ao computador. O vício cria o risco de sedentarismo e obesidade e pode levar ao isolamento social
O que fazer: se perceber excessos, a família precisa impor limites, delimitando horários de acesso. A família deve estimular a prática de exercícios físicos e convívio social.
Fonte Zero Hora 04/03/2007 - leia na íntegra aqui.