Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens

24 abril 2013

Para ler na escola


Reproduzo aqui esse texto muito oportuno para reflexão. Afinal, educação é a chave de tudo e responsabilidade de todos.
*******************************************************************************
De nada valem aplicativos geniais e vídeos engraçados no YouTube se alguém não ensina o que é a ironia

Fico imaginando o quanto deve doer o "Coração de Estudante" do Milton Nascimento ao ser bombardeado com imagens de professores com suas caras arroxeadas que não param de aparecer na televisão, nos jornais, nas "internets" e nos hospitais.
Professor pega gripe de menino catarrento que dá bom-dia com beijo, faz curativo no atentado que se rasgou na hora do recreio, é o psicólogo preferido do adolescente meio "revolts" e o defensor-mor da igualdade no reino das diferenças que imperam em uma escola.
Agora, porém, o respeito, a consideração e a admiração ao mestre, valores intocáveis e inquestionáveis, parecem que estão sucumbindo a qualquer mimo, a qualquer charme, a quaisquer garotões ou garotonas bobos que se acham, mas que, no fundo, estão bem perdidos.
Professor é o cara que entrega para a gente, em alguns casos, quase de graça, uma chave universal que destranca portas ao longo de toda a trajetória de vida. Mesmo assim, a tranca da ignorância de quem acha que ensinar é algo ultrapassado parece estar ganhando adeptos com velocidade.
Quero ver o Google inspirar a pensar que, talvez, o segundo resultado de uma pesquisa seja mais íntegro e válido do que o primeiro link apresentado. Duvido que haja jogos on-line mais interessantes do que um bom debate sobre a danada da Capitu.
De nada valem aplicativos geniais e vídeos engraçados no YouTube se alguém não ensina o que é a ironia, o que são os efeitos da trigonometria, a importância do porto de Alexandria, a razão por que tantos buscam isonomia e os relevos da geografia.
Passou da hora de a galera do fundão reagir criando uma marchinha de agrado ao professor. E também é momento de os nerds fazerem uma campanha no ciberespaço de valorização do conhecimento.
As bonitas poderiam ajudar a dar um up no make caído que fazem para o "prô". A galera da timidez poderia preparar um grito bem gritado de "cheeeega", de cale-se e preste atenção, que é meu futuro o que está no gramado. Aos puxa-sacos caberia fazer redondilhas cheias de xodó.
Quando a violência não é mais um tema da rua e de ambientes hostis, em que a gente tem sempre um político safado a quem impor a responsabilidade, e começa a ser fotografada dentro do palco maior de aprendizado, a escola, parece que o futuro está avisando, com calafrios, que ficará doente.
Este texto não é para ser lido na escola porque vai cair na Fuvest nem trata de um tema modernoso, que não para de ser discutido nos mundos acadêmicos. Ele também não tem palavrão caprichado e escracho sujão para se morrer de achar bom, compartilhar com os amigos.
Ele só serve para lembrar e reafirmar que escola e professor são fundamentos que instigam acordar para fazer melhor, para ganhar mais uma dose de estímulo para ir além. Não é a história de um fulano em uma caverna distante que é afetada quando um mestre apanha de um aluno. É a história que você está construindo para seus filhos e para si mesmo.
Que as caras manchadas dos prófis sejam de tanto rir de conquistas daqueles a quem se doaram ou pela maquilagem escorrida de tanto chorar de orgulho por aqueles a quem se dedicaram. E desculpe-me do tom professoral.

JAIRO MARQUES

24 agosto 2008

Matéria da Revista Veja

A edição 2074 da revista VEJA acusa os professores brasileiros de culpados pelo baixo índice de aprendizagem dos alunos, apresentado numa pesquisa de Qualidade em Educação. Segundo diz na matéria, os docentes incutem nos alunos idéias esquerdistas e refere-se a Paulo Freire dessa forma:“idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores brasileiros ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado."

Na minha opinião a revista VEJA tem claramente uma ideologia que defende os interesses de uma classe dominante, que não quer um povo que pense e preza que a escola "ensine matéria", mas não "prepare cidadãos". Creio que a definição dada ao grande Paulo Freire, mundialmente respeitado , não poderia ser mais equivocada, porque tudo o que ele pregava era a libertação e não a doutrinação. Segundo a reportagem os docentes vivem no passado. Segundo a minha opinião, estamos de olhos bem abertos no presente, aprendendo com os erros do passado. Chega de ser professor que despeja conteúdo descontextualizado, exigindo decorebas. Hoje queremos que nosso aluno aprenda a matéria, mas que também esteja conectado com o mundo, saiba exigir seus direitos e cumprir seus deveres e lute pelo seu lugar numa sociedade que ainda privilegia poucos . Como educadora é isso que espero com a minha prática pedagógica e não me arrependo.

Essa foi a resposta de Moacir Gadotti - Diretor Fundador do Instituto Paulo Freire

"Paulo Freire não respondia a ataques pessoais. A Revista Veja é muito coerente com a sua postura ideológica. Há mais de uma década ela vem atacando Freire. Hoje ela faz parte da campanha "Compromisso Todos pela Educação", ao lado da FIESP e de outras instituições que defendem uma educação com base na ética do mercado, contrária aos princípios pedagógicos freirianos. Creio que a posição da Revista Veja, hoje como ontem, continua firme na defesa da sua ideologia neoliberal, que, segundo Freire, nega o sonho e a utopia. É melhor esta posição firme do que a aquela que se esconde sob o manto de uma pseudo-neutralidade. A Revista Veja não está contente com os docentes que, mesmo em condições tão adversas, buscam educar para um outro mundo possível. Saber que 29% dos professores se identificam com Paulo Freire é uma demonstração evidente de que as suas idéias tem ressonância neles e que nós, do Instituto Paulo Freire, continuando e reinventando Freire, estamos no caminho certo."

05 julho 2008

Lap top para professores

Repassando:

Programa do governo vai vender para professores laptop de R$ 1 mil

Notebooks poderão ser comprados nos Correios.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançará nesta sexta-feira (04/07),
às 10h o programa "Computador Portátil para Professores".

Nos moldes da iniciativa "Computador para
Todos",
o objetivo é vender laptops com preços reduzidos para professores, usando
como rede de distribuição as agências dos correios e bancos associados ao
programa.

Podem participar do programa laptops de até 1 mil reais, com memória RAM de
512MB, HD de 40GB, tela LCD de 14 polegadas e WiFi. O equipamento também
deverá vir com 27 aplicativos em software livre e terá instalado um software
educacional chamado Linux educacional.

De acordo com Nelson Fujimoto, assessor especial da presidência da
república, 10 fabricantes de laptops já se mostraram interessadas em
participar do programa e quatro já têm produtos com as configurações
determinadas pelo governo federal. Fujimoto, no entanto, não quis informar
quais são essas empresas.

"Se a empresa quiser oferecer um produto com uma configuração superior, tudo
bem. Não pode superar o preço e diminuir as configurações", afirma.

Os computadores portáteis poderão ser adquiridos em agências dos correios, à
vista, ou em bancos credenciados junto ao governo para participar do
programa. Neste caso, o equipamento poderá ser financiado. Uma portaria do
Ministério da Educação e Cultura estabelecerá os documentos que o professor
deverá apresentar para comprar o notebook.

"A grande vantagem do projeto é justamente a capilaridade dos correios e das
agências bancárias", diz Fujimoto.

Durante o mês de agosto, o programa estará em testes, com o credenciamento
das instituições financeiras que participarão da iniciativa. Em setembro,
será lançado nas capitais brasileiras e em outubro em todas as cidades do
País.

O projeto é voltado para 3,4 milhões de professores dos ensinos básico,
profissional e universitário da rede pública e privada. Fujimoto não tem
estimativas do número de docentes deverão comprar laptops por meio da
iniciativa.

03 julho 2008

Do Jabor, sobre o Rio Grande do Sul

Publico aqui, do Jabor, um texto do qual gostei muito. Não só por eu ser gaúcha e me orgulhar do meu estado, da nossa gente, da nossa história, da nossa cultura, mas também porque acho importante reforçar a importância de termos referências, valores pra cultivar, raízes pra manter. Só acho que nós, gaúchos, precisamos resgatar algumas coisas que se perderam, apesar de que ainda somos vistos como um povo que pode fazer a diferença, como diz no texto. É triste ver nosso estado nessa situação financeiramente calamitosa e nos últimos tempos também com suspeitas de envolvimentos em tramóias e corrupções por parte de alguns que não sabem honrar nossas tradições. Mas o melhor é destacar as coisas boas.

"Pois é.
O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos.
Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que horror'.
Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'.
Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'.
Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem 'que baixaria'.
Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição 'neste país'.
Do ressentimento passivo à participação ativa'.
Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou.
Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.
Abriram com o Hino Nacional.
Todos em pé, cantando.
Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.
Fiquei curioso. Como seria o hino?
Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!
'Como a aurora precursora /
do farol da divindade, /
foi o vinte de setembro /
o precursor da liberdade '.
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão.
Com garrafa de água quente e tudo.
E oferece aos que estão em volta.
Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem.
E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.
Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é 'comunidade'.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo.
Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é...
Foi então que me deu um estalo.
Sabe como é que os 'ressentimentos passivos' se transformarão em participação ativa?
De onde virá o grito de 'basta' contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil?
De São Paulo é que não será.
Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo.
Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção.
São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'.
Cada um por si e o todo que se dane.
E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.
Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa 'liga'. A mesma que eu vi em Porto Alegre.
Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
De minha parte, eu acrescentaria, ainda:
'...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra...'"

Arnaldo Jabor

01 maio 2008

Você é um professor Digital?

O que é necessário para um professor estar incluído digitalmente? Se você pensou que basta saber operar a parte técnica, digitar textos, jogar games ou bater -papo, errou. É preciso que o professor se aproprie das ferramentas, saiba usá-las a seu favor e coloque seus alunos a produzir com elas. Para isso são necessários alguns hábitos rotineiros em relação ao uso do computador e, especialmente, da internet.






FAÇA O TESTE

1. Possui um endereço de e-mail e 0 utiliza pelo menos duas vezes por semana (o ideal seria fazê-lo diariamente)?

2. Possui um blog, um site ou uma página atualizável na Internet onde regularmente produz, socializa e confronta seu conhecimento com outras pessoas?

3. Participa ativamente de um ou mais “grupos de discussão”, fórum ou comunidade virtual ligada à sua atividade educacional?

4. Possui algum programa de troca de mensagens on-line, como o MSN, com, no mínimo, dois colegas de profissão em sua “lista de contatos” e usa para fins profissionais pelo menos uma vez por semana, em média?

5. Assina algum periódico on-line (mesmo que gratuito) sobre notícias e novidades relacionadas à educação ou à sua disciplina específica, e o lê regularmente?


6. Prepara rotineiramente provas, resumos, tabelas, roteiros e materiais didáticos diversos usando um processador de textos (como o Word, por exemplo), uma planilha eletrônica (como o Excel) ou um programa de apresentações multimídia (como o PowerPoint)?

7. Faze pesquisa na Internet regularmente com vistas à preparação de suas aulas (no mínimo) e, preferencialmente, mantém um banco de dados de sites úteis para sua disciplina e para a educação em geral. Melhor ainda seria compartilhar esse banco de dados com colegas e alunos?

8. Prepara pelo menos uma aula por bimestre sobre um tema de sua disciplina onde os alunos usarão os computadores e a Sala de Informática de forma produtiva e não apenas para “matar o tempo”?


9. Mantém contato com o computador por, pelo menos, uma hora diária, em média?


10. Mantém-se atento para as novas possibilidades de uso pedagógico das novas tecnologias que surgem continuamente e tenta implementar novas metodologias em suas aulas?

Cada item em que você tiver resposta afirmativa vale um ponto. Se você somar mais que cinco pontos, já pode se considerar incluído no mundo digital.

Esse teste foi elaborado pelo professor José Carlos Antonio, publicado no Portal Educarede. Leia a matéria completa aqui.


24 março 2008

Leitura e escrita no contexto digital

Vale a pena ler o artigo sobre a importância, as características e possibilidades da leitura e escrita digital. Utilizar a internet de forma de forma a possibilitar a criatividade e o desenvolvimento de competências de comunicação é o ideal na escola. Leia aqui.

21 março 2008

Educador precisa de autonomia

O Educarede publicou entrevista e palestra com Nelson Preto, da UFBA, “O papel das novas mídias na Educação: professor e aluno como autores”. Partilho da mesma opinião que o professor quando ele afirma que o papel da escola é produzir conhecimento, de forma cooperativa e não simplesmente consumir informações. Dessa forma, não podemos mais falar hoje em padronizar a educação, imaginar um conteúdo fechado, determinado de cima pra baixo. Professor tem que ter autonomia, precisa ser "autor" e não "ator", afirma Pretto. Já dizia Freire, Vigotsky, Piaget e outros grandes educadores que a aprendizagem ocorre na interação com o meio social. Não podemos então desvincular as experiências educativas na escola das vivências do aluno na sociedade. É inaceitável que em pleno século XXI ainda haja quem defenda a produção em massa de um monte de alienados nas escolas, que sejam treinados para atender às exigências da sociedade de consumo. Não há como desenvolver a criatividade , estimular o potencial individual e o respeito às diferenças, senão aprendendo de forma cooperativa, aberta, abrindo a escola para o mundo. Não há como formar uma sociedade justa sem o respeito a essas diferenças, portanto padronizar a educação é o mesmo que negar o direito à cidadania plena. Nesse sentido, o uso das tecnologias não pode ser visto como mais um artifício de modernidade, onde por trás a lógica da transmissão e consumismo de informação continua a mesma. O que precisamos é criar uma política de cooperação, onde através da tecnologia o aluno e o professor possam "criar" utilizando as informações disponíveis, pessoas e instituições além dos muros da escola que possam agregar conhecimento através de trocas mediadas pelo professor. Ouça a palestra na íntegra aqui.
Em contrapartida, o jornal Zero Hora publicou dia desses uma entrevista com a Sra. Secretária de Educação do Estado do RS: "As escolas precisam prestar contas", onde ela explica a nova política adotada com a educação da escola pública aqui no meu estado. Destaco aqui parte das declarações fornecidas: "Quando o Rio Grande do Sul tinha a melhor qualidade de educação no Brasil, no início dos anos 60, tinha duas coisas que caracterizavam o funcionamento da rede estadual de ensino. Uma, um serviço de inspeção escolar. O inspetor trabalhava na secretaria, na coordenadoria, mas visitava periodicamente as escolas e verificava se os registros escolares estavam corretos e obedeciam à legislação. ...E aquela lista de chamada onde o professor tem que colocar assim: "dia 3 de março, aula de português, crase", "dia 15, aula de português e exercícios sobre a crase". O inspetor escolar também conferia isso, se os registros escolares estavam corretos e se os conteúdos programáticos estavam sendo desenvolvidos adequadamente. A avaliação final, a prova final de cada série era elaborada na Secretaria da Educação e chegava às salas de aula em pacotes lacrados, como chegam as provas do vestibular, ou da Prova Brasil. Só que não era para avaliar a escola, como a gente faz hoje, mas para avaliar o aluno. O aluno, para passar de ano, tinha de passar na prova feita na SEC. E os professores tinham de desenvolver os conteúdos curriculares definidos pela secretaria, porque tinham de preparar seus alunos para passar na prova da SEC."
Queridos leitores, espero que eu tenha me equivocado na interpretação que fiz desse texto. Leia na íntegra aqui. Abaixo, o vídeo do professor Nelson Pretto.

28 janeiro 2008

10 modos de uso do seu edublogue em ensino

O professor Sérgio Lima traduziu o texto "10 ways to use your edublog to teach" , autorizada por James Farmer, publicada no Edublogs . Para ver como ficou, visite o Aprendendo em Redes de Colaboração . São dicas excelentes para quem está pensando em iniciar a atividade blogueira com alunos ou mesmo para quem já bloga e precisa de umas idéias legais para potencializar o uso de seu edublog.

16 janeiro 2008

Blog: espaço de autoria e comunicação

Algumas discussões que estamos fazendo sobre blogs na comunidade do grupo Blogs Educativos, a partir desse post Blogs, dez anos e.... e desse Edu blogs: reflexão ou blá blá blá psitacídeo? vale a pena estender para toda blogosfera, por isso trago aqui o assunto também nesse post. A questão é refletir sobre as potencialidades do blog como ferramenta de comunicação e formação de redes. Muitos blogs existentes na blogosfera não cumprem com essa função e são parecidos com sites, onde não há trocas, nem provocações do autor ou a própria autoria é questionável, pois há muito de reproduções e pouco do autor. Particularmente vejo o blog como espaço de reflexão coletiva, onde os interagentes vão somando ou confrontando idéias e pela rede formada, fazendo trocas, interligando-se a outros blogs, por onde os temas discutidos podem se esparramar. Considerando essa visão, temos um forte instrumento de comunicação na mãos, voz e vez para expor nossas idéias.
Para que isso aconteçade forma mais eficaz, é necessário adotar algumas rotinas.
_ Visitar outros blogs e participar das discussões propostas ou propor discussões.
_ Inscrever os blogs de nosso interesse em algum agregador, para que as postagens cheguem a nós sem precisar entrar em todos os blogs, o que levaria muito tempo (o agregador mostra todos os blogs inscritos na mesma página). Duas boas opções são o bloglines e o Google Reader. A professora Miriam Salles organizou um tutorial bacana pra orientar o uso do Google Reader. Veja aqui.
_Colocar em nossos blogs um link para a assinatura do RSS do blog a ser inscrito no agregador.No blogspot, o RSS (feed) fica assim"http:// nomedoblog.blogspot.com/atom.xml"
_ Cadastrar o blog em sites de indexação, ranking e busca de blogs como o BlogBlogs , Mybloglog , Blog Catalog , Technorati se desejar dar mais visibilidade ao blog e aumentar a sua rede. Aqui mais dicas para divulgar o blog.
Bem, a idéia é entender e botar em prática a verdadeira arte de blogar: mais foco nas interações do que nos acessórios. Vamos nessa, meu caro visitante?

09 janeiro 2008

Minhas previsões para as aprendizagens em 2008

What are your Predictions for Learning in 2008?

ou

Quais as suas previsões para a Aprendizagem em 2008?



A pergunta original foi feita no Learning Circuits e Suzana Gutierrez abre o questionamento aqui no Brasil.


Em relação ao trabalho com alunos, a tendência é incorporar cada vez mais o uso de tecnologias na prática pedagógica. Estamos educando agora uma geração que se comunica como nunca seja pelos telemóveis, seja pela internet e a escola não pode ignorar essa realidade.O uso dos celulares, mp3, mp4, ipods, câmeras digitais que está invadindo as salas de aula, apesar da nova lei de proibição, forçará o professor a propor seu uso, canalizado para fins educativos, visto que a cobrança dos alunos será grande. Dessa forma a aprendizagem tende a ser menos linear, menos presa a conteúdos pré-determinados, com mais leitura de imagens, criação e edição de vídeos, podcastings, uso de ferramentas colaborativas como blogs, wikis, fóruns, chats, videoconferências. Deverão ocorrer mais projetos cooperativos entre instituições escolares diferentes, abrindo uma flexibilidade maior nos espaços e tempos pedagógicos.

Do meu ponto de vista, recém formada como multiplicadora em Tecnologias em Educação, vejo , no entanto, que para efetivarem-se essas tendências, a questão chave é a formação dos educadores, dando-lhes condições de integrar as tecnologias em sua prática. Analisando mais especificamente a situação do Rio Grande do Sul, não se pode falar em aprendizagem sem deixar de citar alguns nós que precisam ser desfeitos para que ela ocorra num contexto mais geral. Com as bibliotecas e laboratórios de informática quase inativos por falta de elementos que os coordenem e pouco ou nenhum espaço para formação dos educadores para que estejam capacitados a utilizá-los nas escolas, não será ainda fácil falar de novas tendências. Prevejo que nesse ano deva haver uma luta para que seja reconhecida, por parte dos gestores, a necessidade de dispor de recursos humanos habilitados a desenvolver esse trabalho nos NTES e nas escolas. Mas isso dependerá também da persistência, coragem e dedicação de alguns "heróis" que vestem a camisa, mesmo com um salário indigno da função que exercem.. Considerando uma perspectiva bem otimista para a disponibilidade de formação continuada dos educadores nas escolas, ainda assim levaremos um tempo para que resistências sejam quebradas, novos paradigmas aceitos, com mais abertura para aprendizagem cooperativa, menos centrada na figura do professor. Quando isso ocorrer, a aceitação de novas metodologias e ferramentas acontecerá naturalmente.

Andaremos, muitos, a passos de formiguinha, alguns com passos de elefante. E a esses é necessária a tal paciência histórica, capaz de ver mais além, mas também de estender a mão aos que vêm atrás.

Para fazer suas previsões para as aprendizagens em 2008, no seu blogue, siga as dicas da Suzana Gutierrez (para podermos rastrear todas as previsões):

"Esta foi a questão do mês, proposta por Tony Karrer do Learning Circuits. Proponho aos meus leitores responder, considerando o contexto brasileiro ou, até, regional. Copiem o logo, postem a resposta e linkem a postagem original do Learning Circuits e esta minha postagem, para criarmos a rede nacional da bola de cristal na educação :)"

01 janeiro 2008

Tecnologia: até onde?

O tema predominante desse blog é tecnologia. Sou uma apaixonada por ela, pelas possibilidades que nos oferece de criar conhecimentos e de aproximar pessoas, mas daí a estar no lugar delas, já é demais para minha pobre cabeça.
Começando o ano de 2008, me deparo com uma matéria no jornal Zero Hora, que, confesso, me deixou meio alarmada, para não dizer chocada, mesmo eu que me considero uma incluída na sociedade tecnológica. Entitulada como "No altar com um robô", a matéria fala da teoria do pesquisador inglês David Levy, que acaba de defender uma tese de doutorado sobre o assunto na Universidade de Maastricht, na Holanda. Não confundam, por favor, com o Pierre Lèvy (serão parentes?) o criador da teoria da Inteligência Coletiva. Esse Levy, que estuda a inteligência artificial, prevê em seu livro Love and Sex with Robots (Amor e Sexo com Robôs, em português, ainda sem edição no Brasil), que os humanos poderão se apaixonar, fazer sexo e se casar com os robôs até a metade deste século. Querem que repita? "Casar e fazer sexo com robôs". Pra não me chamarem de mentirosa, confiram aqui.
Segundo o pesquisador, as pessoas solitárias e tristes, sem ninguém para amar, finalmente encontrarão a solução ideal e, ainda poderão reprogramar a maquininha, caso o "relacionamento" comece a dar sinais de insatisfação para o dono, adaptando a personalidade do robô aos seus desejos.
Logo que li a matéria achei engraçado, depois me bateu um sentimento de preocupação, confesso que fiquei angustiada. Afinal, será que estamos perdendo o bom senso? Não sei se consigo achar palavras para expressar o que gostaria de dizer, mas acho que a vida, o homem e sua emoção jamais poderão ser reproduzidas dessa forma. Ainda acredito em Deus e na sua obra. Ainda acredito no relacionamento sexual como ato de amor. Ainda penso que o sentimento humano é único. Ainda quero acreditar que ser gente está acima de tudo nessa vida. Mas, quem sou eu pra duvidar de qualquer coisa... O homem é tão inteligente, pode tanta coisa, mas tanta, que é capaz inclusive de ficar burro e perder a noção das coisas. Ou será que sou eu que perdi a noção???

31 outubro 2007

Os Blogs e a Interatividade

Por um bom tempo estive envolvida com estudos da minha especialização e acho que devendo a meus leitores mais publicações. Dia desses passei no google, fiz uma busca pelo meu blog e encontrei referências que desconhecia. Exercício interessante esse. O professor Luiz Aquino, no Blogmestre, comentou um post meu, referindo-se a minha maneira de blogar.

Diz ele:

"A Marly é uma dessas profissionais, que todos nós queremos ver em nossas escolas. Ela tem uma consciência muito crítica sobre a utilização de novas tecnologias na educação. Achei esse último artigo digno de nota.

Outra coisa interessante no Blog dela é a ampla utilização de vários meios para que haja interatividade. Ou seja ela quer realmente promover o debate. Vejo muitos blogs fechados e por que não dizer mesquinhos. O exemplo que ela nos coloca é um desafio para todos nós. Ao utilizarmos a internet nada mudará se não estivermos dispostos a dialogar.

A questão muito simples: não faça das suas páginas um monólogo. Não traga sua aula expositiva para o blog. Ela não dá certo lá na sala de aula e muito menos dará por aqui. Tenho percebido ao escrever na internet que no nosso próprio Blog ganhamos mais quando estimulamos as pessoas a participarem e aprendemos muito mais com elas do que ensinamos algo.

É muito legal ver um professor mexendo nos códigos, indo além, buscando referenciar as palavras, indexar os pensamentos por todo o template. Saindo da mesmice e buscando fazer um trabalho altamente interativo.

Parabéns Marly!"

Caro professor Luiz e demais leitores!

Blog é ferramenta interativa, criada para o encontro, para conversação. Por isso blogar pressupõe que publiquemos nossos posts provocando um público ao debate, convidando a participar. Se for para aproveitar apenas a facilidade de publicação, não estaremos prestando atenção na essência da ferramenta, que é a possibilidade de comunicação mútua e podemos usar um site. Quando publicamos num blog, esperamos retorno do leitor. Por algumas razões(ainda vou tentar investigar mais quais são), esse retorno nem sempre vem em forma de palavras. Só fica registrada a passagem no contador de acessos, o que também não deixa de ser gratificante. Se meus visitantes prestarem atenção, poderão aproveitar alguns recursos, além do espaço dos comentários: mural de recados, sala de chat (pode-se agendar um bate-papo), plugoo (comunicação comigo do blog pelo msn, se eu estiver on line ou deixar mensagem offline), evoca(gravar e enviar mensagem de voz clicando no gravador). Será sempre motivo de prazer responder e trocar idéias. É assim que se constrói conhecimento de forma cooperativa, conforme nos diz Pierre Lèvy na sua teoria da Inteligência Coletiva. Mas para isso o que mais precisamos, antes de tecnologias, é de uma mente aberta. Obrigada a todos os que aqui chegam e deixam sua contribuição ou sua marca. Obrigada, professor Luiz, por reforçar essa idéia da interatividade. É por aí mesmo!


05 outubro 2007

Falência da escola pública?

Na minha opinião existe um esquema sutilmente montado para a educação na escola pública não funcionar. Não seria do interesse de certos governantes, nem da elite que sempre dominou esse país. Cidadãos pensantes são perigosos. E sinto que uma das estratégias é essa: jogar um professor contra o outro, pra enfraquecer a classe. É claro que existem os professores menos comprometidos, os professores desanimados e também alguns poucos que lhes falta moral como em toda classe de gente, mas considero que isso no geral é resultado do tratamento recebido ao longo dos anos, da falta de estímulo, da falta de valorização.Nem todos os professores são auto didatas, buscam formação por conta e risco. Ficar recriminando-os não contribui em nada para o crescimento da escola, só reforça o enfraquecimento dela. Na falta de iniciativas dos gestores, precisamos, nós, colegas que estamos na ponta, tentar resgatar os que estão lá atrás, mesmo muitas vezes sendo literalmente perseguidos por eles pelas nossas inovações . Temos de considerar que é muitas vezes por ignorância pura. E tirá-los da ignorância também é nosso papel, já que conseguimos caminhar um pouco à frente.Precisamos cuidar disso e estar atentos. A sociedade poderá pagar um alto preço pelo descaso com a educação. A escola pública precisa ser a garantia do acesso à educação para todos, oferecendo qualidade de forma a realmente preparar gente para o exercício da cidadania. Ou então seremos eternamente manipulados como marionetes.

03 junho 2007

Internet e Fraude

No caderno Donna do Jornal Zero Hora de hoje, Moacir Scliar, nosso escritor gaúcho da Academia Brasileira de Letras, coloca em sua crônica uma afirmação intrigante .

Há um lugar em que a Internet está causando problemas: a sala de aula

Em alguns trechos diz:

"Alguém duvida que a Internet mudou a vida das pessoas? Não, ninguém pode duvidar disso. A Internet não é apenas um meio de comunicação ou de informação; é um jeito de viver, um novo jeito de viver, e a história do mundo vai se dividir em duas fases: AI (antes da Internet) e DI (depois da Internet). "
...
"Em primeiro lugar, precisamos nos dar conta de que, como foi dito antes, copiar os alunos sempre copiaram, só que antes faziam isso à mão. Pode-se alegar que, desta forma, aprendiam alguma coisa, mas trata-se de uma afirmação questionável: copiar pode ser simplesmente uma coisa mecânica. O melhor é perguntar: qual deve, afinal, ser o característico de um trabalho de aluno? A mim a resposta parece óbvia. O trabalho do aluno, como o trabalho de qualquer pessoa - como este texto que vocês estão lendo - deve refletir o pensamento e as emoções de quem o elabora. Ou seja: o trabalho deve ser eminentemente pessoal. Deixem-me dar um exemplo tirado do ensino de medicina. Podemos pedir a um aluno que escreva sobre as relações médico-paciente, e aí, sem dúvida, ele encontrará na Internet montes de textos copiáveis. Ou podemos pedir que descreva um episódio de sua própria vida: uma doença que teve e o papel que o médico desempenhou então, com sua avaliação a respeito. Aí não tem como colar. Só a autenticidade resolve. E esta autenticidade será extremamente educativa para o aluno."

"Ou seja: a Internet nos ensina coisas, sim. Inclusive quando temos de pensar a respeito das armadilhas da Internet e de como evitá-las. " Veja a crônica na íntegra aqui.

Moacir levanta nesse texto uma questão importante. Onde está a causa do problema? Que tipo de propostas os educadores, fazem aos alunos ao levá-los para a internet para pesquisar? Será que muitas vezes não estamos estimulando simplesmente cópias? Onde fica a reflexão sobre as informações encontradas? Quantos educadores ajudam os educandos a centrarem sua atenção em algo, lançando propostas desafiadoras, em que precisem relacionar as informações com seu contexto a fim de transformá-las em conhecimentos? Que formação estão recebendo os docentes para enfrentar essa situação? Ficam aqui essas questões para a gente pensar e discutir, concordar ou discordar.

07 maio 2007

Blogs, interatividade

A professora Miriam Sales publicou a seguinte postagem.

Um levantamento, feito pelo Technorati, revelou que o português é o idioma de apenas 2% dos blogs da blogosfera. Para o professor da área de internet do Senac São Paulo, Fábio Flaschart, uma explicação seria:

“O consumo da web aqui é muito mais pacivo. Uma coisa é ter acesso, outra é usar o ciberespaço como ferramenta da expressão. Apesar da popularização do PC e da internet, o aprofundamento ainda é muito superficial.”

Penso que as escolas contribuem muito para esse uso pasivo da web. Poucos são os educadores que utilizam a web como algo maior do que um repositório de informações…

Fonte: G1 (uma dica da Fernanda Vilarim na lista Blogs Educativos)

Este é um bom tema para ser investigado. Que causas haveria por trás da gritante diferença numérica entre os que visitam e os que deixam comentário nos blogs? Estou satisfeita com a interação que acontece no meu , já com mais de 15.000 visitas, mas os comentários são muito menos que isso. Seria falta de hábito em escrever, falta de conhecimento de como comentar, indiferença, pouca valorização das próprias idéias, falta de tempo? Pois vou dizer que a última alternativa tem sido o meu caso. Não que eu tenha deixado de comentar pelos blogs que navego, mas tenho tido dificuldades para conseguir acompanhar toda a produção das redes virtuais que vamos criando, a qual cada vez engrosa mais. São mil idéias que vamos juntando aqui e acolá, descobertas que vamos fazendo, mas que nem sempre conseguem sair da cabeça, porque é humanamente impossível esticar as 24 horas do dia. Queria dizer aos visitantes do meu blog, que fico imensamente satisfeita, agradecida com as visitas e que não tenho tido o tempo que gostaria de retribuir com mais freqüência , envolvida que estou com as 40h de aula e especialização. Estou louca para tirar um tempo e nada fazer.Ou então simplesmente fazer coisas que todo mundo faz como ver um filme, ler um livro, jogar conversa fora, ir a um show.

22 abril 2007

Acessibilidade


Caro visitante, você já ouviu falar em acessibilidade na internet? Num tempo em que se prega a inclusão digital, é necessário lembrar que "todos" devem ter direito ao conhecimento, inclusive as pessoas portadoras de necessidades especiais. Para que isso seja facilitado existe uma série de recomendações que os criadores de páginas html devem observar. Já podemos encontrar sites que disponibilizam esse recurso. Um exemplo disso pode ser conferido aqui, clicando no link "versão acessível". Prestem atenção!
A acessibilidade pode servir a quem tem:
1. Incapacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, ou grande dificuldade - quando não a impossibilidade - de interpretar certos tipos de informação.
2. Dificuldade visual para ler ou compreender textos.
3. Incapacidade para usar o teclado ou o mouse, ou não dispor deles.
4. Insuficiência de quadros, apresentando apenas texto ou dimensões reduzidas, ou uma ligação muito lenta à Internet.
5. Dificuldade para falar ou compreender, fluentemente, a língua em que o documento foi escrito. 6. Ocupação dos olhos, ouvidos ou mãos, por exemplo, ao volante a caminho do emprego, ou no trabalho em ambiente barulhento.
7. Desatualização, pelo uso de navegador com versão muito antiga, ou navegador completamente diferente dos habituais, ou por voz ou sistema operacional menos difundido.
Para saber mais sobre o assunto acesse o site Acessibilidade Brasil.

11 abril 2007

Blog e Interação

Blogar é interagir. O blog perde o sentido se ignorarmos essa característica que lhe é inerente. O diferencial dessa ferramenta é justamente o poder que tem de abertura para o diálogo. Blogamos e estamos expondo nossas idéias para o mundo. Idéias que nem todos precisam aceitar , mas podem questionar, avaliar, sugerir, acrescentar conhecimento. Ainda precisamos nos educar muito para uma cultura da participação. Basta observar o número de visitas que os contadores dos blogs revelam e que são infinitamente menores que o número de comentários deixados. Mesmo assim, saber que um mundo de gente visita nosso blog , já é um grande estímulo para continuar. Ninguém gosta de blogar só pra si. Entre os blogueiros precisa existir a cultura também da solidariedade. Retribuir visitas, linkar blogs amigos, formando uma rede é a lógica que deve reger a blogosfera. Sugiro aqui que visitem e deixem comentários aqui no blog e em todos os outros que puderem visitar. Hoje dou a sugestão dos blogs do professor João Santucci, colega extremamente comprometido com a qualidade da educação e que felizmente, aderiu à turma blogueira. Sala de Aula , Plenário Virtual , Geociências , Espaço Pedagógico . Bom passeio! Não esqueçam de comentar!

06 abril 2007

Para ler, pensar e discutir

Alguns dos maiores problemas para a aplicação das tecnologias na educação, são resistências de professores, por desconhecerem o assunto, falta de espaço para que profissionais habilitados desenvolvam o trabalho de formação, limitações de ordem técnica. Este artigo da Dra Betina Van Staa coloca de forma muito fiel a situação que ocorre em muitas escolas. Vale a pena ler!
Como criar um ambiente favorável para a tecnologia na sua escola

O educador aprende quando se sente “tocado”, quando encontra espaçopara que sua experiência se converta em fonte de saber (Hernández e Sancho, 2006).

É possível fazer com que a tecnologia educacional se torne parte do currículo de qualquer escola? Essa é uma das grandes perguntas a que professores, diretores e pesquisadores de todo o mundo estão tentando responder. Há especialistas que questionam até mesmo se as escolas e seus professores estão minimamente preparados para utilizar essa nova tecnologia no seu cotidiano (Ramal, 2000; Faria, 2002; Kadel, 2006-07; Kay, 2006). Por outro lado, já existem muitas experiências que nos revelam que é possível realizar essa integração da tecnologia ao currículo de uma escola de uma maneira bastante significativa para todos os envolvidos. O importante é criar um ambiente favorável à disseminação das novas práticas pedagógicas que surgem com a tecnologia.
Antes de tudo, é importante ter clareza sobre um ponto: quando se pensa em tecnologia educacional, temos que levar em conta que não existe uma tradição de uso dos atuais recursos tecnológicos na escola. Os professores de hoje não tiveram mestres que utilizassem computadores e Internet em suas aulas, portanto, não têm nenhum modelo para imitar. O uso da tecnologia necessariamente transforma as práticas pedagógicas existentes em uma escola, pois cada professor tem de descobrir como e quando utilizar o recurso (Cavallo, 2004; Kadel, 2006-07). Nenhuma transformação pode ocorrer sem o devido envolvimento do professor (Hernandez e Sancho, 2006-07).
A seguir, apresentamos uma maneira como muitas escolas estão conseguindo realizar uma integração significativa da tecnologia ao seu currículo, a partir do momento em que oferecem recursos disponíveis para sua comunidade:

1 — Incentivo ao trabalho dos “desbravadores”

Professores, como muitos outros profissionais, têm rotinas de trabalho intensas, repletas de obrigações muito variadas e horários rígidos. Não se pode imaginar que, só por terem acesso à Internet, a portais e a softwares (em algum lugar da escola ou em casa), eles vão conhecer as novidades e sair aplicando todos os recursos com seus alunos.
Esses profissionais precisam de incentivo, apoio e tempo para se interessarem pelas possibilidades que a tecnologia oferece. Alguns precisam de mais tempo, mais apoio e mais incentivo para compreender o real valor da tecnologia para o desenvolvimento da sua prática pedagógica.
Quem pode exercer esse papel de incentivar e dar apoio aos professores de uma escola para o uso da tecnologia educacional? Vamos chamar essas pessoas de “desbravadores” da tecnologia. São indivíduos que têm interesse em descobrir as aplicações para os recursos disponíveis e que sabem ensinar outras pessoas a utilizá-los. Podem ser coordenadores e professores de informática ou de outras áreas, ou até alunos (Riel e Becker, 2000; Smith, 2006-7).
Repare em sua escola: Quem são esses desbravadores? Eles têm a oportunidade de oferecer apoio ao corpo docente de modo a promover a integração da tecnologia ao currículo? Estão sendo incentivados a fazer isso?

2— Divulgar os resultados

Trabalhos realizados com recursos tecnológicos ficam registrados e freqüentemente podem ser divulgados com facilidade em sites do professor ou da escola, blogs, CDs ou outros instrumentos. Em ambientes que favorecem o uso da tecnologia, os professores têm prazer em partilhar e divulgar os trabalhos dos seus alunos, atitude que indica que confiam no próprio trabalho e permite que os mestres aprendam uns com os outros a partir da troca de experiências.
Não há nada mais significativo que ver o resultado de um trabalho de qualidade, que contou com o empenho de professores e alunos. Se um professor criou um blog ou um site que motivou os alunos, ele merece ser partilhado. Se os alunos criaram trabalhos digitais sobre algum assunto relevante, eles devem ser divulgados. Se foram produzidos jornais ou livros, eles devem ser lidos.
Se um colega fez um trabalho interessante, por que não tentar também? O momento em que surge esse questionamento é o mais propício para o desbravador ajudar diferentes professores a desenvolverem novas práticas pedagógicas. Esse é o momento em que o professor descobre que o resultado de um trabalho que envolve tecnologia pode ser interessante. Provavelmente, agora ele só precisará de um pouco de ajuda para realizar um outro trabalho também muito interessante com o auxílio dos novos recursos que tem à sua disposição. A escola não pode perder essa oportunidade.
Preste atenção se sua escola incentiva a divulgação de diferentes trabalhos realizados pelos professores com seus alunos. Essa divulgação é bem recebida pelo corpo docente e discente?
Uma escola está visivelmente avançando quanto ao uso da tecnologia quando se percebe que há cada vez mais professores utilizando os recursos, com liberdade para criar seus projetos e desejando partilhar idéias com os colegas. É isso que se entende por integrar tecnologia ao currículo.
Por Dra. Betina Von Staa

28 março 2007

Para onde estamos indo?

Nunca se falou tanto da importância das tecnologias integradas à educação como nos últimos tempos. A mídia especializada e até a mídia comum tem dado destaque ao assunto com matérias que trazem a reflexão e destacam exemplos de práticas inovadoras , que promovem a inclusão dos alunos no mundo atual através das novas ferramentas tecnológicas. Com a tecnologia, acontece uma nova maneira de pensar ensino - aprendizagem, pois o educando interage ativamente, sendo mediado pelo educador. Velhos paradigmas começam a ser quebrados, alunos e professores aprendem juntos. Educadores fazem uso da net para pesquisar ferramentas , compartilhar saberes e descobertas através das comunidades virtuais. Discute-se a possibilidade de um computador por criança. Novos profissionais são capacitados para serem multiplicadores dessas novas idéias.Tudo estaria se encaminhando para o avanço na qualidade maior na educação, numa escola mais aberta e atenta às exigências do mundo moderno. No entanto, paradoxalmente, vemos desmoronar algumas de nossas esperanças. Escolas públicas, as que deveriam ser o espaço privilegiado de inclusão, também a tecnológica, estão tendo os espaços pedagógicos fechados, como laboratórios de informática e bibliotecas, com profissionais especializados sendo colocados de volta para a sala de aula, como se apenas lá fosse o espaço para se aprender. Sinceramente, estou preocupada com os rumos da educação na escola pública. Estamos retrocedendo, vendo nosso trabalho, nossa luta sendo esquecidos. É hora dos educadores serem ouvidos . Chega! Queremos condições para trabalhar!

10 março 2007

Ensino Conectado

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Passados 12 anos de sua regulamentação no Brasil, a Internet se tornou mais do que um atalho para acessar o conhecimento. Confirmando seu potencial revolucionário, transformou-se em um fenômeno que altera a maneira de pensar e de aprender dos estudantes.

A análise dos impactos dessa tecnologia em cinco alunos gaúchos, nascidos no ano que marcou a oficialização da rede no país, há 12 anos, mostra que o fenômeno modifica os modelos de aprendizagem convencional e influencia as relações aluno-professor. Em vez de esperar ensinamentos em sala de aula, o estudante pode acessá-los diretamente na rede, enquanto o docente se torna um mediador, com recursos multimídia para explicar os conteúdos.

- As novas tecnologias mexem com a forma de aprender, torcem os papéis. É uma ótima oportunidade para rever os processos educativos. O tempo que a gente gastava antes com coisas mecânicas, hoje podemos usar para pensar - analisa a psicóloga Joyce Monarsky Pernigotti, mestre em Educação e doutora em Psicologia, com enfoque em teorias contemporâneas e novas mídias.

Se infinitas possibilidades se abrem com a rede, a exclusão digital ainda é uma barreira para democratizá-las. Na rede estadual, por exemplo, apenas 990 das 2.856 escolas têm laboratórios de informática e 1.358 têm Internet.

Segundo dados do Censo Escolar feito pelo Ministério da Educação, 17% dos 10.413 estabelecimentos públicos e particulares gaúchos ofereciam acesso à Internet em 2005.

Embora o ritmo de adesão à rede varie, o fenômeno provocado por ela é considerado irreversível.

As mudanças

No passado

-As explicações da matéria eram feitas no quadro, pelo professor.
-Cada matéria e série tinham assuntos bem definidos a tratar, em blocos separados.
-O professor era a autoridade máxima, decidindo o que, como e quando o aluno deveria aprender.
-As pesquisas escolares eram feitas em livros.
-A transmissão do conhecimento estimulava a dependência e a submissão do aluno, que devia basicamente copiar e ouvir o professor.

Hoje

-Há possibilidade de explorar recursos de som e vídeo para entender fenômenos complexos .
-A Internet estimula a interação entre diferentes áreas do conhecimento.
-A aprendizagem é contínua, e é cada vez mais difícil dividir os conteúdos.
-O professor se torna um mediador, orientando o aluno a organizar e refletir sobre as informações.
-As pesquisas solicitadas pelos professores são mais abrangentes e exploram recursos visuais, já prevendo a consulta na Internet, como: "traga amanhã o desenho de 10 tipos de raízes diferentes".
-Com a maior interação, a busca pelo conhecimento tende a ser participativa e cooperativa, favorecendo a autonomia e a responsabilidade da autoria.

As armadilhas

Ansiedade e tecnose: o neuropediatra Rudimar Riesgo, professor-adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), adverte que a nova geração é mais propensa à ansiedade. Com tantos estímulos, é difícil selecionar o que é relevante e existe uma dificuldade de se desconectar da rede, numa espécie de neurose de tecnologia
O que fazer: pais e professores devem orientar as crianças, participando da seleção das informações

Distração fácil: com tantos recursos e janelas na rede, facilmente o estudante pode perder o foco dos estudos e passar horas distraído
O que fazer: acompanhe seu filho e monitore suas atividades

Ctrl C + Ctrl V: com a facilidade da Internet, existe o risco de estudantes copiarem materiais prontos
O que fazer: os pais devem revisar o trabalho dos filhos. Professores devem incluir no trabalho perguntas específicas e de interpretação

Vício da rede: é fácil perder a noção de tempo e ficar horas a fio em frente ao computador. O vício cria o risco de sedentarismo e obesidade e pode levar ao isolamento social
O que fazer: se perceber excessos, a família precisa impor limites, delimitando horários de acesso. A família deve estimular a prática de exercícios físicos e convívio social.

Fonte Zero Hora 04/03/2007 - leia na íntegra aqui.