30 outubro 2012

Educação Financeira: coisas importantes que deve saber para economizar dinheiro


O texto  deste post foi enviado por Guilherme da Luz, do site Empréstimo.

Mesmo quem diz não gostar de finanças, não percebe que todos os dias nos deparamos com alguma situação onde temos que utilizar a educação financeira. Assim, saber coisas importantes para economizar dinheiro implica em conhecer ao menos o básico da educação financeira.

Entre os principais problemas de dívidas em que as pessoas se envolvem por falta de conhecimento estão os empréstimos, financiamentos e até mesmo seguro de carros.

Antes de fazer um empréstimo, você deve avaliar todas as alternativas possíveis e estar atento às taxas de juros e cláusulas do contrato. Nunca faça um empréstimo sem levar em consideração estes fatores ou até mesmo por impulso de momento.

O ideal é buscar todas as informações necessárias e mesmo que decida realizar o negócio, peça um tempo para pensar e analisar melhor a proposta a fim de que possa comparar com calma os juros e condições de cada instituição financeira.

O mesmo acontece com os financiamentos. Quando você decide comprar uma casa, um carro, uma moto ou algum outro bem que será financiado, você deve estudar as propostas e avaliar a melhor alternativa.

Neste caso, além de analisar a quantidade de juros, deve verificar o tipo de financiamento. Entre os mais comuns estão o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e o leasing.

A diferença entre as duas condições está no fato de que com o CDC você pode optar em dividir o financiamento e em quantas parcelas quiser, possui desconto se antecipar o pagamento de alguma parcela, fica com a documentação em seu nome (mesmo que alienada à instituição financeira) e consegue revender o produto com mais facilidade.

Já o leasing possui um mínimo de 24 parcelas, não dá desconto em pagamentos de parcelas antecipadas, deixa o produto no nome da instituição financeira e apenas arrendado ao comprador e para que seja revendido é necessária uma autorização que exige bastante burocracia.

Outra questão importante em relação à educação financeira é sobre o seguro de um veículo que quer proteger. São diversos valores e instituições que oferecem serviços semelhantes, porém sempre haverá diferenças em relação aos serviços adicionais, franquias, serviços inclusos e outras cláusulas do contrato.

Por isso, como nos demais casos, fazer a comparação antecipada e a analisar de forma correta todas as opções antes de assinar qualquer contrato é a melhor forma de estar ciente do seu negócio e economizar dinheiro através de finanças inteligentes.

Começando a agir dessa forma racional poderá treinar sua educação financeira dia a dia e evitar dívidas desnecessárias.



26 outubro 2012

Debate Imperdível

Tenho um convite muito especial para você que de alguma forma se interessa por educação. É imperdível! É dia 30, terça-feira, às 13h. Programe-se! Teremos debatedores de renome : José Pacheco, da escola da Ponte, Eduardo Chaves, da Escola Lumiar e Célia Senna. Depois me conte o que você achou.
A EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA NA ERA DIGITAL
Faça a inscrição no site do evento http://encuentro.educared.org

20 outubro 2012

Concurso Bradesco Longevidade

O Bradesco Seguros está promovendo um concurso com o tema longevidade, dividido em categorias Jornalismo, Meio Acadêmico e Histórias de Vida, para quem tiver acima de 18 anos. Confiram!


Histórias que valem prêmios

Qualidade de vida é essencial para a vida moderna. Existe atualmente a necessidade de despertar a sociedade para a importância do conceito de longevidade em seu espectro mais amplo, valorizando o envelhecimento saudável e a qualidade de vida e preparando os mais jovens para a sua própria longevidade e para um futuro melhor para todas as gerações.

Pensando nisso, estão abertas as inscrições para a segunda edição dos Prêmios Longevidade Bradesco Seguros, em duas modalidades: Prêmio Longde nevidade de Jornalismo e Prêmio Longevidade Histórias de Vida. Eles dividem-se da seguinte maneira:

O Prêmio Histórias de Vida avaliará as trocas de experiências entre gerações que estimulem a transmissão do conhecimento por meio arrativas, e contribuam para a disseminação do conceito de longevidade visando uma melhor qualidade de vida no presente e no futuro. Podem participar todas as pessoas acima de 18 anos que concorrem a:
- R$ 5 mil (1º lugar);
- R$ 3 mil (2º lugar); e
- R$ 1 mil (3º lugar).
Os vencedores receberão ainda troféus, certificados e valores em dinheiro.

A seleção
O julgamento dos trabalhos ocorrerá em duas etapas. Na primeira, um grupo formado por profissionais da Área de Comunicação do Grupo Bradesco Seguros e de suas assessorias fará uma avaliação prévia dos trabalhos, que serão submetidos ao júri final, composto por profissionais de jornalismo, representantes de entidades de classe do setor e de universidades e por um especialista em gerontologia. 
Inscrições
As inscrições deverão ser feitas pelo site: http://premiosdalongevidade.com.br, no qual estão disponíveis o regulamento e todos os detalhes para participação. Para mais informações, os interessados poderão contatar a Secretaria dos Prêmios Longevidade, pelo (11) 3677.0369 e email: premiosdalongevidade@tv1rp.com.br.

Próximos eventos no Encontro Internacional de Educação

 
Participe você também do Encontro Internacional de Educação da Fundação Telefônica | Vivo, um espaço de diálogo, troca de experiências e intercâmbio de conhecimentos.
Veja o que ainda está rolando.

Segunda-feira, 23 de outubro
Debate ao vivo, às 12h: “Modelo para a aprendizagem on-line”
Inés Evaristo e Juan Medina vão refletir sobre como o uso da internet melhora ou piora a educação. Após essa discussão e juntos com os participantes, ambos vão buscar modelos para um bom uso dessa ferramenta em sala de aula.
Debater: “E-learning: um processo pessoal que não excluir a experiência coletiva”
A gravação desse debate se contextualiza na atividade “Ensinar e aprender a partir da cultura dos projetos em rede”. O Diretor Geral de Tecnologias Educativas do Peru, Sandro Marcone, destaca os aspectos pessoais e individuais dos processos de e-learning. Graças à conjunção da internet com outros meios podemos configurar nossa formação e, por consequência, nosso roteiro profissional.

Compartilhar: “Uma teoria do ensino para a era digital”
As instituições que ontem foram fundamentais abrem caminho para as estruturas descentralizadas e em rede. Temos de apostar na aprendizagem e nas ecologias do conhecimento para promover, tornar sustentável e orientar a inovação. Vamos refletir todas as conexões envolvidas nesses processos com George Siemens.
Experimentar: “Os segredos de um projeto colaborativo”
Viviana Araya, Alejandra Duarte e José Luis García. Novo projeto: "Olhando para o céu" O projeto ganhou o Prêmio especial do jurado como melhor trabalho colaborativo. Nele estão inclusas tarefas de geolocalização, captação de imagens, pesquisa e apresentação em web. Seus responsáveis compartilham conosco a metodologia, as ferramentas e as maneiras de organização que possibilitaram tão bons resultados.
Fórum Comunidade Educativa: “Os desafios de ensinar em um contexto difícil”
Catalina Acevedo. Metodologias educativas para contextos conflituosos Famílias desestruturadas, população de baixos recursos socioeconômicos e jovens em risco de exclusão social. O processo metodológico se torna mais complexo e real em situações de contextos educativos difíceis. Vamos conhecer as oportunidades que o uso de novas tecnologias constitui para enfrentar esse desafio.
E o que vem por aí... Debate ao vivo com José Pacheco, da Escola da Ponte, e Eduardo Chaves.
Atividade em português.
*O Encontro emite certificados oficiais para todos os participantes*


    @educaredebrasil
    #EncontroFT #EncuentroFT

15 outubro 2012

No dia do professor...

Não consigo nomear a todos os colegas professores a quem quero homenagear nesse dia sob pena de esquecer alguém, o que seria injusto. Mas você, professor, que está me lendo, sinta-se abraçado. Hoje é um dia para refletir um pouco mais sobre essa nossa árdua tarefa. Momento para agradecer tantas oportunidades, alegrias, partilhas, momento também de reivindicar mais valorização, mais justiça, mais condições de trabalho, mais salário. Ser professor é algo de muita responsabilidade, visto que temos nas mãos pessoas que dependendo de como são trabalhadas, podem virar heróis ou bandidos. Não podemos assumir, porém, todas as culpas ou ganhar todos os méritos. Fazemos o que podemos, numa sociedade comandada por um sistema que não tem interesse em privilegiar todos , mas alguns e nesse cenário, a educação convém só até certo ponto. Que cada um de nós, professores, tenhamos a coragem de defender sempre a verdade, acima de qualquer coisa. Que saibamos ter discernimento da melhor palavra a ser dita, da melhor estratégia a ser tomada para a construção de seres humanos, capazes de usar o conhecimento para o bem. Feliz Dia dos Professores para Euzinha e todos. Beijos!

Transcrevo aqui um texto que retirei do facebook da autoria de Silvio Costa

PROFESSOR
Não precisa de “um dia”; já tem um diário com 200 deles!
Não precisa só de parabéns; alguns precisam ser canonizados.
Ganhar status de Buda; pela paciência absurda.
Ganhar chuteira de ouro; por chutar todo dia a bunda da ignorância.
Não precisa de tapinhas nas costas ou balinhas sobre a mesa,
Precisa ser valorizado, agradado e adoçado pela verdade;
do mais humilde ao presidente; por tod
a a sociedade.
Ser respeitado como gente, que ajuda a transformar gente em gente de respeito;
Precisa reclamar, mas ensinar direito; pedir que façam; mas também fazer direito,
Falar com propriedade, mas também ouvir direito;
Lapidar a sabedoria, sem querer ser um diamante perfeito.
Ser professor de valor; exigir transformação porque é ser transformador.
Transforme-se professor:
Se ama ensinar continue; não desista.
Se te angustia saia; não insista.
Se ser professor te faz feliz você não precisa de um dia, pois já tem uma vida inteira.
Que cada segundo deste dia que “te deram” seja um dia seguido na escolha que fizeste.

Silvio Costta



14 outubro 2012

De Patinho Feio a Cisne, de espectador a autor

Este texto eu produzi especialmente para o blog Caldeirão de Ideias que está desenvolvendo um projeto , postando artigos de vários educadores a convite do professor Robson Friere, seu administrador. Agradeço a ele pelo convite  que muito me honrou e sugiro  aos leitores que visitem o Caldeirão e vejam as postagens sobre os mais diversos temas educacionais.
 
 
A web 2.0, com sua infinidade de ferramentas interativas, modificou radicalmente a postura do usuário, antes mero espectador, agora possível autor. A produção de conteúdo de forma livre, gratuita e compartilhada deu voz a milhões de pessoas, que a um clique, sem sair do lugar, saem do anonimato.Pesquisa e autoria são palavras da hora. Textos, imagens, vídeos, áudios, uma avalanche de informações vai compondo o cyberespaço em fóruns, blogs, redes sociais. Aos usuários atentos, cabe filtrar o que é de qualidade e de seu interesse. Cada um procura seus pares, cria seu espaço, seja para divulgar negócios, notícias, ideias, campanhas, protestos, sentimentos, enfim, socializa o que quiser. Na educação, é a chance de poder ampliar o espaço e tempo da sala de aula, utilizando a rede para aprender e ensinar em contexto social e significativo.



Teorizando sobre a importância de desenvolver a pesquisa e autoria na escola, cito grandes pensadores como Piaget, o qual disse que a criança é naturalmente curiosa e experimentadora e Paulo Freire e sua ideia da “educação bancária”, através da qual o educador faz “depósitos” nos educandos e estes apenas os reproduzem, submissos, acomodados em contraposição à “educação libertadora” em que há, problematização, dialogicidade, reflexão, transformação. Ora, o que se observa , em pleno século XXI é ainda o predomínio da educação “transmissora”(disfarçada de moderna), da aula expositiva, centrada no educador(?). E assim, muitas vezes, a criança curiosa e autêntica aos poucos vai dando lugar ao adolescente desmotivado e acomodado, ao longo da vida escolar, refletindo em baixo rendimento, reprovações, evasões, naquela novela que todos conhecemos.

Estamos no século XXI, a tecnologia revolucionou a vida , as relações humanas, mas a escola caminha a passos lentos, lutando para se libertar de velhas metodologias. Lembro da história de Eduardo Galeano sobre o soldado que no quartel montava guarda ao lado de um banquinho. De geração em geração os oficiais transmitiam a ordem e os soldados a obedeciam sem perguntar o motivo. Até que algum militar , incomodado com a situação, investigou e descobriu que havia trinta e três anos, dois meses e quatro dias, um oficial havia mandado montar guarda junto ao banquinho, que estava recém-pintado, para que não acontecesse de alguém sentar sobre a tinta fresca. Fazendo uma analogia, vejo que nas escolas, muito se repetem conteúdos que não tem significação, mas que “precisam ser ensinados” por que estão no currículo. Felizmente, há educadores inovadores que estão quebrando paradigmas, questionando e modificando metodologias, fazendo educação mais significativa.

Incentivar a pesquisa, a autoria, a autenticidade do pensamento faz parte de uma educação libertadora, desalienante e que não interessa a todos. Por isso , eu penso que dar uma aula centrada no educando, em que ele se sinta desafiado a refletir e produzir, é antes de tudo uma questão ideológica, que implica numa mudança de metodologia, a qual pode fazer uso da tecnologia.




Para ilustrar esse tema, opto por relatar um pouco da minha trajetória pessoal. Desde sempre fui introspectiva. Tenho isso no meu DNA. Não sei se isso implica obrigatoriamente em ser uma pessoa tímida, mas o fato é que a timidez me atormentou, entre outras coisas, especialmente durante minha infância e adolescência a ponto de afetar minha autoestima e impedir que eu colocasse para fora meus conflitos e minhas ideias. Sim, eu tinha muitas ideias, mas não conseguia dividi-las, e, como se não bastasse, isso era reforçado pelas aulas expositivas em que era obrigatório assimilar , memorizar e reproduzir a fala do professor para ser aluno nota 10, o que aliás eu sempre fui, porque era muito atenta. Não tiro o valor das aulas que tive. Até porque naquela época, a única fonte de informação e conhecimento vinha mesmo dos professores e devo muito a eles. Mas os momentos que mais me marcaram na trajetória escolar, foram os que eu pude produzir algo, seja através de uma pesquisa na Feira de Ciências, seja nas escritas das redações, algumas das quais guardo até hoje. Fora da escola, escrevia e escondia os rascunhos numa pasta velha. Ali eu expulsava alguns dos demônios que me atormentavam. Nunca ninguém leu esses meus escritos, mas eles foram fundamentais para que eu suportasse a solidão do meu casulo.

Sempre digo que sou de uma geração única, que viveu mudanças inimagináveis ao longo de nem tantos anos assim. Na minha infância até o início da adolescência , precisava de uma vela para ler à noite. Sem telefone, sem TV, sem internet, apenas a rádio como janela para o mundo, mesmo assim só podia desfrutar como ouvinte. Em poucos anos, passei de um extremo a outro. Vi chegar a TV, o telefone, a internet. Vi o mundo entrando dentro de casa e a possibilidade de compartilhar ideias.

Saindo do interior para a capital, na década de oitenta, fui morar na Av. Independência e comecei a me formar uma educadora numa instituição chamada Jardim de Infância “Patinho Feio”(seria mera coincidência?) . Foi ali que tive a oportunidade, pela primeira vez, de entender na prática que a aprendizagem se faz com interação. Que numa sala de aula, o educador é fundamental para mediar, mas quem deve produzir e construir o conhecimento é o educando. Só depois de concluída a universidade , retornando à pequena cidade natal (sou ligada às minhas origens) e iniciar minha prática docente em escola pública, tive acesso à internet banda larga pelos idos de 2004.

Foi o divisor de águas na minha vida profissional e consequentemente, também pessoal. Descobri, através da criança curiosa que sempre viveu em mim, que pesquisando, produzindo, compartilhando poderia dar visibilidade ao trabalho e, mais que isso, poderia incentivar meus alunos a serem autores de seu conhecimento e serem cidadãos libertos e capazes de fazerem suas próprias escolhas. Comecei a explorar ferramentas, experimentá-las na prática, encontrar pessoas afins com quem trocar ideias. Elegi como minha ferramenta preferida o blog, o qual considero espaço privilegiado para produções autorais e co-autorais onde autor e leitor interagem e aprendem em rede e onde muitas outras ferramentas podem ser publicadas. Reúno as minhas ideias e links de meus blogs no meu blog mãe Blogosfera Marli, espaço onde conquistei leitores, posso dizer-lhes o que penso e descubro, onde consigo me comunicar com liberdade e aprender muito e constantemente, pois como disse Paulo Freire, a educação é um ato inconcluso, estamos sempre em constante formação.

Na blogosfera, nas redes sociais encontrei pessoas de todos os cantos do país e até mesmo fora dele que se tornaram amigos e colaboradores muito especiais, muitos deles já “desvirtualizados”, com quem tenho afinidade de pensamento. Me tornei também formadora à distância e presencialmente, graças à possibilidade de me sentir uma educadora pesquisadora e autora. Conquistei premiações com o trabalho, tive oportunidade de viajar pelo mundo em função disso, viver experiências , construir aprendizagens riquíssimas.

Por que relatei um pouco de minha experiência pessoal? Porque sinto na minha pele, por experiência própria, o quanto pode fazer a diferença oportunizar ao aluno expressar o pensamento, instigar a curiosidade, produzir seu conhecimento e compartilhar. Imagino cada um deles como se fosse eu mesma ou um dos meus filhos. Não conhecemos a história pessoal de cada um , mas podemos permitir que todos desenvolvam seu potencial, à sua maneira. Hoje, eu continuo introspectiva, mas já não vejo isso como um problema e sim como um jeito privilegiado de ser. De fato, não me sinto mais um patinho feio, descobri um cisne habitando em mim.

Por fim, encerro com alguns questionamentos direcionados aos educadores.

Será que somos coerentes em nossa prática com a ideologia que acreditamos e defendemos em nossos discursos? Se queremos fazer dos alunos cidadãos críticos, atuantes, transformadores , por que muitas vezes não problematizamos situações, os desafiamos a refletirem, produzirem, expressarem seus pensamentos, exercitar a autoria ao invés de entregamos as respostas de bandeja? Estamos do lado da escola conservadora que procura acomodar os alunos ao mundo que temos ou do lado da escola inovadora que busca inquietá-los para a sua transformação?

Referências bibliográficas:
Demo, Pedro; Barbosa, Alexandre Marcos Lourenço Entrevista. In http://www.jornalolince.com.br/2007/nov/entrevista/pedro.php Acesso em 20/10/2012 Ferrari, Paulo. Paulo Freire.Revista Educar para Crescer, Editora Abril In http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/paulo-freire-300776.shtml Acesso em 21/10/2012 Toyama, Francis. Educação Bancária e Educação Libertadora. In . http://www.recantodasletras.com.br/resenhasdelivros/2339567 . Acesso em 21/10/2012

12 outubro 2012

Crianças, uma reflexão necessária em seu dia!

 Hoje é Dia da Criança, que além de ser esse serzinho especial, cuja essência todos deveríamos carregar dentro de nós para o resto das nossas vidas, é matéria prima de meu trabalho diário. Por isso também olho pra elas hoje como educadora e publico aqui uma matéria muito interessante que a Rede Pró-Menino - Fundação Telefônica divulga aqui. Hoje as crianças estão expostas a muitas situações de risco e quando falo risco, me refiro além dos perigos físicos, os morais, impostos pelos adultos, causando reflexos tristes em seu comportamento. Depois, os próprios adultos tentam tratar a criança  com desvios de conduta ou comportamento, mas muitas vezes, o problema  está na causa, que essa sim, deveria ser investigada e tratada. Trabalho infantil, pedofilia, falta de limites, descaso, abandono,  incentivo ao consumismo exagerado sáo alguns exemplos do que citei. Não adianta encher a criança de presentes caros para preencher o vazio deixado pela ausência e não sentar no chão para brincar junto ou contar uma história. Melhor construir com ela um brinquedo de sucata, dar a atenção  necessária e a felicidade está garantida. Tenho construído com as crianças brinquedos de sucata e entre eles , como parte de um projeto, um cavalinho de pau e vejo o quanto essa atividade simples as tem deixado felizes e o quanto brincam com um brinquedo que não custou nada e ainda ajuda a salvar o planeta reaproveitando o lixo. E vejo com alegria que muitas outras crianças da cidade foram presenteadas também com um cavalo de pau. Crianças precisam de exemplos bons para serem o que esperamos delas. Nas atitudes mais simples, como respeitarmos uma fila, mesmo que essa seja composta de crianças, que em tamanho são menores, mas em grandeza, nem se compara.

Caros leitores, leiam o texto a seguir.


O QUE ESTAMOS FAZENDO COM NOSSAS CRIANÇAS?


Torna-se cada vez mais comum crianças e adolescentes serem encaminhados a
serviços de saúde porque apresentam problemas na escola. Esse fenômeno não é novo e
tem sido chamado de medicalização da educação: trata-se de reduzir questões
escolares, e consequentemente sociais, a problemas médicos. Isso vem se intensificando
a partir do uso de psicoestimulantes para controle de hiperatividade e incremento da
capacidade de atenção. Também tem se tornado comum crianças e adolescentes serem
encaminhados a serviços de justiça por razões semelhantes, sobretudo quando assumem
formas agudas ou tendem a se cronificar, evidenciando, assim, outro fenômeno também
conhecido entre nós, a chamada judicialização, ou seja, a redução das mesmas
questões a problemas de justiça. Se no primeiro caso assistimos à administração de
nocivas drogas psiquiátricas a sistemas nervosos ainda em formação, no segundo nos
assombramos com o selamento de destinos à margem da sociedade e, pior, operado por
profissionais encarregados de proteger e tratar a infância.
A apresentação sucinta de um caso pode deixar mais claro o que estou afirmando.
Wilson era um aluno de 5º ano quando o conheci. Ele costumava ter “surtos” – assim
eram chamados, pelos agentes escolares, seus ímpetos de indisciplina e aparente
descontrole. Em um desses ímpetos, a escola chamou a polícia, que a muito custo o
controlou e decidiu por enviá-lo ao hospital em uma ambulância. O acontecimento é
assustador, ainda mais se tratando de um menino de 10 anos. Mas, dirão os da escola,
seu comportamento atingiu um nível inaceitável: agredia colegas e educadoras, gritava,
xingava, saía correndo pelos corredores do prédio. Tanto é que havia sido diagnosticado
por um especialista como portador de Transtorno do Déficit de Atenção com
Hiperatividade (TDAH), tendo sido lhe receitado Ritalina®. E, como estamos em um
município em que esse medicamento é distribuído gratuitamente à população, não
haveria razões para sua destemperança, a não ser por negligência do aluno ou de sua
família.
É preciso que analisemos com calma. O caso é complexo e não aceita respostas
simples, o que, de cara, já nos faz desconfiar de uma saída baseada apenas no controle
medicamentoso. A quem se dedica a estudar seriamente o fenômeno humano, torna-se
claro que estabelecer causas lineares entre causa e efeito é, no mínimo, ingenuidade. Há
que se pensar, sempre, em multideterminação, o que afasta a resposta tão frequente
quanto simplista de que o comportamento de Wilson é efeito de mau funcionamento
cerebral. A medicina não dispõe ainda de exames que afiram desequilíbrios
neuroquímicos, ainda que estes desequilíbrios sejam propagandeados como causas
inequívocas de supostos transtornos. Além disso, autocontrole voluntário do
comportamento e da atenção são habilidades ensinadas e aprendidas, e não simples
efeitos do funcionamento cerebral. Portanto, é mais acertado pensarmos que o
funcionamento cerebral é efeito de processos de aprendizado social, não o contrário.
Assim, as raízes da forma como Wilson se comporta devem ser buscadas nas suas
relações com o contexto que o envolve, ao longo de toda sua existência. Isso significa
levar em consideração sua vida dentro e fora da escola; sua história familiar e seu
percurso na instituição. Escola e família, porém, também devem ser contextualizadas
social e historicamente. É preciso saber a que classe social pertence a família, a que
condições de vida está sujeita, qual a qualidade das políticas públicas de bem estar social
a que tem acesso, quais as transformações tecnológicas, econômicas e sociais mais
amplas que acabam influenciando o comportamento não só de Wilson e sua família mas
de todos nós. Do mesmo modo a escola: qual a sua qualidade? Os professores são bem
pagos, têm boa formação, boas condições de trabalho e participam democraticamente
das decisões institucionais? Os conteúdos e métodos de ensino são adequados? Toda
essa problemática é dissimulada quando apenas ministramos, ou tentamos ministrar,
comprimidos de Ritalina® para Wilson.
Mas há quem ganhe com isso, evidentemente. Em primeiro lugar a indústria
farmacêutica com seus lucros astronômicos, capazes de financiar pesquisadores que
divulgam o transtorno e o tratamento como verdades científicas avançadas e
inquestionáveis. O sistema de saúde mental infantil do município também ganha, pois
oferece com menor gasto uma resposta à demanda, uma vez que não se dispõe a lidar
com a complexidade envolvida na questão. A escola e a professora de Wilson, caso ele
tome o remédio, também ganham: se asseguram que o problema está apenas no aluno
ou em sua família e não precisam, assim, questionar seu próprio trabalho. Então, quer
dizer que o remédio funciona? De fato, os psicoestimulantes têm a capacidade inicial de
aumentar a performance das funções cognitivas, entre as quais a capacidade de focar a
atenção. É por esse motivo que a cocaína, ou mesmo a Ritalina®, são utilizados por
profissionais ou estudantes em momentos estratégicos ou de pressão.
Uma criança medicada na sala de aula é, inicialmente, uma criança focada e quieta.
Sim, porque, paradoxalmente, o estimulante faz com que as crianças se aquietem, a
ponto de se tornarem como zumbis. Na verdade, zombie-like é um sinal de toxicidade da
medicação, cuja lista de reações adversas é alarmante: nervosismo, insônia, cefaleia,
discinesia, tontura, dor abdominal, humor depressivo transitório, retardamento do
crescimento etc. – a lista é grande; basta consultar a bula do medicamento. Seu consumo
prolongado é sugerido, por certas pesquisas, como determinante de peso para a
drogadição na adolescência e a ocorrência de pensamentos suicidas. Há longo prazo,
parece que o medicamento induz a efeitos inversos do que se propunha a realizar:
agitação motora e dificuldade de aprendizagem. Esse é o preço que estamos dispostos a
pagar para calar nossas crianças?
Fiquei inicialmente animado quando soube que o caso de Wilson seria discutido por
profissionais de saúde, assistência social e educação, numa espécie de reunião interserviços.
Nessa reunião, foi comentada sua complexa situação familiar: mãe viciada em
cocaína, capaz de se prostituir para conseguir a droga; pai enfraquecido; relação
erotizada entre mãe e filho, ambos refratários a prescrições medicamentosas. Isso sem
contar outros agravantes comuns a vidas castigadas pela pobreza. A discussão foi bem
rica, pois contou com diversas perspectivas profissionais provenientes de diferentes
serviços públicos. Porém, algo unificou a diversidade: a sensação de impotência diante da
complexidade do caso. Optaram então por acionar o Ministério Público, a fim de que este
pressionasse Wilson e sua mãe a aderirem à medicação. Assim, um caso que
manifestava, a seu modo, a difícil condição social a que são sujeitas inúmeras famílias em
nossa sociedade, um caso que tinha como uma de suas vias de expressão condutas
antissociais na escola, expressão esta transformada em patologia a ser medicada, agora
encaminhava-se a se tornar um caso de justiça.
Não é aceitável que continuemos a culpar e reprimir aqueles que mais sofrem as
condições aviltantes de nosso funcionamento social. Não é possível que continuemos
formando profissionais que se utilizam de meios pretensamente eficazes, neutros,
“científicos”, para perpetuar formas de submissão dos deserdados e de
desresponsabilização das instituições sociais. São necessários investimentos maciços em
melhores condições de vida, em relações sociais humanizadas e em condições dignas de
trabalho nas instituições de educação, saúde e assistência social, não na indústria
farmacêutica nem em aparatos de controle jurídico e policial de problemas sociais.


Fábio Alexandre Gomes
Assistente Social - Cress 33.761/9ª região
(12)9737-5494

09 outubro 2012

Participe da Campanha #Mestreparasempre



Neste Dia do Professor, homenageie seu mestre querido, enviando uma foto com ele(a) e contando por que ele(a) marcou seus tempos de escola.

Todas as fotos recebidas serão publicadas na fanpage do Cenpec no Facebook e compartilhadas com seus 4.389 seguidores.

Participe! Envie sua foto e faça parte desse movimento de valorização social do ofício docente no Brasil.

Envie sua imagem e mensagem para o email: cenpec@cenpec.org.br ou via Facebook, clicando na função Mensagem na fanpage.

Programação do tema 4 - #EIE_FT

Participe você também do Encontro Internacional de Educação da Fundação Telefônica | Vivo, um espaço de diálogo, troca de experiências e intercâmbio de conhecimentos.
Veja o que ainda está rolando.

Terça-feira, 9 de outubro
Debate ao vivo: “A mudança educativa”
O professor argentino, Alejandro Piscitelli, entusiasta das possibilidades educativas das novas tecnologias, vai falar sobre as transformações na comunicação e nas relações sociais após o nascimento e desenvolvimento da Internet. * Atividade com tradução ao português.
Já está aberto
Fórum: “Últimos dias do livro impresso?”
Pepe Giraldez, Héctor Ruiz Martín, João Marques e Gonzalo Baranda debatem se os livros estão condenados pelos novos desenvolvimentos tecnológicos. O que se achava impossível há alguns anos, agora gera muitas reflexões: estudar diante de uma tela ou com lápis e papel? Some suas ideias ao debate que apresenta as diferentes visões estratégicas sobre o futuro dos conteúdos educativos.
Já está disponível a gravação
Oficina: “Estratégias para melhorar a autonomia e eficácia do aluno”
Acesse o conteúdo das atividades realizadas ao longo desses dois últimos meses. Debates, oficinas e os respectivos fóruns de discussão.
Veja conteúdo especial para os professores de todo o mundo
Dia mundial dos professores “Apoie os seus professores!”
Esse é o tema do dia mundial dos professores que a Unesco celebra em conjunto com organizações, fundos e institutos internacionais. Apoiar os docentes significa proporcionar-lhes capacitação prévia, oferecer-lhes formação profissional permanente e proteger seus direitos.
E o que vem por aí...
Quinta-feira, 11 de outubro
Oficina: “Aprendizagem a partir das disciplinas”
Oficina com Aleyda Leyva e Juan Cadilho, às 12h (horário de Brasília).
*O Encontro emite certificados oficiais para todos os participantes*


    @educaredebrasil
    #EncontroFT #EncuentroFT

03 outubro 2012

Que e como ensinar e aprender na sociedade digital?

O Encontro Internacional de Educação Educarede - FT, está abrindo o tema 4 com a seguinte questão
Durante dois meses vamos dar resposta a essa pergunta. Com esse objetivo vamos ver como deve mudar  o paradigma educativo e procurar novas estratégias. Vamos ter em conta a globalização e a desigualdade. Nos dias 28 e 29 de novembro  serão os eventos presencias para recolher as conclusões do tema 4.

imagem enlace à atividadeRepresentantes do Colegio Base, Digital Text, Blinklearning e Vimartic
Modelos Conteúdos Educativos
O Tema 4 começa com um debate que reúne diferentes visões estratégicas no campo dos conteúdos educativos inovadores. Pensemos todos juntos o futuro próximo. Queremos ou não queremos livros de texto?


Participe! Se ainda não se cadastrou ainda é tempo. Cadastre-se no site! http://encuentro.educared.org/

Acompanhe via twitter pela hastag #EIE_FT

01 outubro 2012

Outubro e a criança

Eu, criança!
O auto Retrato

No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Terminado por um louco!
Mario Quintana

Recordo ainda...E nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas ai,
Embora idade e senso eu aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai...
Que envelheceu, um dia, de repente!...
Mario Quintana


O dia da criança vem aí. E eu me reporto ao meu tempo de menina.Tenho poucas fotos de quando era criança. Fiquei brincando com essa , usando o recurso online que pode ser encontrado aqui. http://www.loonapix.com/pt/