28 abril 2015

Hoje é Dia Internacional da Educação



Hojé é o Dia Internacional da Educação. Bom, eu acho que educação não tem que "ter"dia, tem que "ser sempre pauta e prioridade". Mas tudo o que vemos é uma carência enorme de educação, que se reflete na falta de conhecimentos(não de informações, que é bem diferente) e na distorção de valores que afeta a vida das pessoas e do planeta Terra. Ser um educador é tarefa cada vez mais desafiadora e necessária, pois igual ao Frankenstein, o homem está sendo engolido e massacrado pelas próprias invenções e atitudes. Criamos nossos próprios monstros. Para onde estamos marchando? Contra o que estamos brigando? Nessa guerra da intolerância, em que não se dá espaço para o outro, paga-se com a violência, a depressão, o stress, e por aí vai. Queremos que tipo de mundo? Queremos quantidade ou qualidade de vida? Queremos ter ou ser ? Bem, são alguns pensamentos que deixo para que não passe em branco esse dia. Namastê!

26 abril 2015

Leitura de Livros-imagem



Escolhi para trabalhar com a Galerinha da Educação Infantil,   na 12ª Feira do Livro  da minha escola, uma obra só com imagens Brinquedos   , de Andre Neves. Uma das crianças comentou "A mamãe falou que não tem escrita". Entendi que será necessário esclarecer que esse detalhe não faz do livro inferior, mas exige uma "leitura diferente".  Diante disso fui buscar  algum material para fundamentar  meus argumentos e encontrei  na Revista Educar para  Crescer um artigo sobre o Livro-Imagem, inclusive com sugestões de alguns  indicados por especialistas. Segue abaixo  parte do texto.

Quanto tempo você demora para ler uma página de texto? E para "ler" uma imagem? Achou estranho, né? "Durante muito tempo, ilustrações serviram para tornar o texto mais palatável e visível ao leitor", explica o escritor e ilustrador Odilon Moraes. Nesses livros, as ilustrações são apenas decorativas, com a função de reforçar o que as palavras já disseram. Já os chamados "livro ilustrado" ou "livro-álbum" são diferentes. Neles, as imagens possuem lugar de destaque, devem ser "lidas" em relação ao texto e enriquecem seu sentido. É preciso bem mais do que uma olhadela para desvendar seus múltiplos significados. Os livros-imagem, aqueles sem palavras, levam essa ideia à máxima potência. Dispensando o texto escrito, contam a narrativa apenas com ilustrações. 

A leitura de um livro-imagem é diferente do livro com palavras. "O livro-imagem está mais próximo do mundo das artes plásticas e do cinema do que da literatura. Cada imagem pode ser apreciada como parte de uma sequência, um frame de um filme, como uma pintura em uma parede de uma galeria", descreve Renato Moriconi, também escritor e ilustrador. 

Como ler um livro sem palavras?
Com as palavras ausentes, outros elementos do livro ajudam a construir a história. É essa composição que o leitor deve "ler". "A ausência de palavras permite que se explore detalhes dos traços, das cores utilizadas, da técnica empregada, da ocupação do espaço na folha, da materialidade do livro", diz Sandra Medrano, mestre em didática pela Faculdade de Educação da USP e coordenadora pedagógica de projetos de formação em alfabetização e leitura na Comunidade Educativa CEDAC.

Tanto Odilon Moraes quanto Renato Moriconi concordam que nenhum elemento está por acaso em um bom livro-imagem. "Preste atenção em cada detalhe, cada centímetro do livro. O estilo da imagem, o formato do livro, o tipo de papel, as cores...", recomenda Renato. Para ele, o livro sem palavras mostra a história em vez de contá-las. "Uma "história mostrada" requer um tipo de atenção diferente de uma "história contada", tanto para ler quanto para a criar", diz, "É uma obra pra ser lida com os olhos e com as mãos também. Tocar, mudar suas páginas, virar o objeto de cabeça pra baixo... Tudo isso faz parte do processo de leitura de alguns desses livros. Tudo nele é comunicação". Odilon também ressalta o papel do autor: "ele constrói tudo, planeja todos os detalhes. Os elementos não são gratuitos, se você investigar, vai achar um sentido para eles." Apesar de não se tratar de uma linguagem subjetiva, Odilon rejeita a ideia de que cada um deve interpretar as imagens como quiser. "O livro-imagem é uma surpresa, claro, mas existe uma história pensada, o autor pensou em como contá-la com desenhos. Em um bom livro imagem, tudo está amarrado", diz.

Para todas as idades
O livro-imagem pode ser uma boa alternativa para despertar o interesse por livros. "Quando as crianças são menores, as imagens podem ser muito atrativas e portanto o livro-imagem pode aproximá-las desse universo. Mas é preciso considerar que a formação do leitor é um processo, não pode se limitar a um tipo de livro", orienta Sandra Medrano.

Não há regra para ler um livro imagem com seu filho. Ora a criança pode ter a iniciativa de contar a história, ora o pai assume esse papel. Para Sandra, a relação com o pai ou a mãe nos momentos de leitura é sempre um ponto a mais para a aproximação das crianças com a leitura e os livros. "O importante é seja um momento envolvente e verdadeiro", aconselha.

Ainda que seja uma ótima opção para as crianças que ainda não sabem ler, a exuberância do livro-imagem não encanta apenas os pequenos. "O livro-imagem não pertence somente ao mundo infantil. Pode-se falar de qualquer tema e para qualquer idade por meio desse tipo de obra", aponta Renato Moriconi.

O Educar para Crescer pediu aos entrevistados que indicassem alguns títulos para curtir em família. Veja quais são clicando aqui. 


Caro leitor, tens algum livro imagem para indicar, além desses? 

Filmes Infantis com temática ambiental

Encontrei no blog Não Pule da Janela  uma relação de excelentes filmes infantis para trabalhar a consciência ambiental e incentivar a mudança de práticas no dia a dia.  Alguns deles eu já vi e outros ainda pretendo ver. Fica a dica!

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1. O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida

Acho que vi esse filme no mínimo umas 100 vezes no último 1 ano. Helena é completamente doida por esse filme e houve épocas que ela via o filme ad infinitum e nós vivíamos cantando a música. Era Let It Growwwww 24 por dia – sim, é muito parecido com a do Frozen e chiclete com o mesmo potencial.
Mas para nós é o melhor filme infantil para discutir destruição, conservação e restauro do meio ambiente, e ainda tem pitadas geniais de como a indústria se beneficia e distorce nosso senso do que é correto. O filme é baseado no livro do Dr. Seuss, que foi um cartonista e desenhista americano responsável por personagens como O Gato de Cartola, Grinch e Lorax. Procurem livros dele, é fantástico!
No filme temos Ted, um menino com ótimas intenções: conseguir um beijo da garota que gosta, mas ela é uma ativista [yey!] e completamente apaixonada pela história das Trúfulas, árvores que foram extintas antes dos jovens personagens nascerem. Então acompanhamos a busca de Ted pela última Trúfula e o retorno ao passado de Thneedville, a cidade feita de plástico onde as árvores são mantidas com pilhas.
Retornamos na história do filho rejeitado que busca a aprovação da mãe. Um dia ele resolve partir em busca de um futuro melhor – leia-se: impressionar a família – e descobre uma linda floresta de Trúfulas; no primeiro momento ele fica maravilhado, mas já vai logo tirando o machado e cortando uma das lindas árvores para fazer um “lindo” e super prático tecido. Nessa chega Lorax, o Guardião da Floresta, que entra de forma triunfal para colocar nosso Umavez-ildo no lugar. Só que a ambição humana é implacável e isso fica muito evidente durante o filme, que tem músicas fantásticas, uma animação linda e um dos melhores roteiros que já vi.
O estúdio que criou O Lorax para os cinemas, Illumination Entertainment, é o mesmo do Meu Malvado Favorito, então corre e vai lá ver.
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2. Nausicaä do Vale do Vento

Esse filme é uma das obras primas de Hayao Miyazaki, diretor e roteirista japonês responsável pelo Studio Ghibli, lugar onde nascem os filmes mais lindos do mundo. Se você nunca ouviu falar em nenhum desses dois nomes, corra procurar sobre e veja todos os filmes com seus filhos.
Dias de Fogo é um evento conhecido por ter destruído o ecossistema da Terra e a civilização humana. Os que restaram do grande evento de esforçam em conseguir sobreviver, já que o clima e as condições são áridas e a população teve que recorrer a tecnologia para se manter, isolados em pequenos impérios.
Nausicaä é uma princesa de um pequeno império no Vale do Vento, que além de tentar conter as investidas de outros reinos, também estuda uma floresta chamada Mar da Corrupção, cheia de plantas e insetos gigantes, onde o ar é tóxico e tem devastado todo o planeta com seus danos. Ao contrário do restante da população, Nausicaä se sente fascinada pela floresta e acredita que ela possuí belezas, mesmo depois dos danos terem causado a morte de quase toda a sua família.
É uma história linda sobre o quão nocivo podem ser os danos causados pelos seres humanos na natureza, mas que nem tudo está perdido. E foi a primeira produção do Hayao Miyazaki, já que enquanto a Disney lançava sua Branca de Neve, os japoneses do outro lado do mundo mostravam que meninas podiam ser cientistas e voar!
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3. WALL-E

Eu choro com esse filme, eis a realidade. É a animação que vi mais vezes sem ser coagida pela minha filha.
É uma animação da Pixar [amamos eles] e foi dirigido pelo mesmo diretor de Procurando Nemo, que também aconselhamos ver.
A história se passa num futuro distante onde a Terra está destruída e soterrada em lixo. Tudo isso aconteceu por nosso cultura consumista, que engoliu, processou e vomitou até que o planeta estivesse sem recursos naturais e com tranqueiras empilhadas sobre tudo; e claro que isso aconteceu com a ajuda de uma megacorporação, a Buy-n-Large , que também foi a responsável pela retirada da população humana da Terra até ela se “restabelecer”. Nossa sociedade começou a viver em naves no espaço, sedentários, se alimentando de porcarias, até que se viram impossibilitados de caminhar. É chocante ver em uma animação nossa sociedade espelhada de forma tão honesta. Realmente chega a causar angústia, pois parece [ou será] que esse é o nosso futuro.
Nós começamos a acompanhar a rotina de WALL-E, um robô coletor de lixo que vive na Terra, sozinho, sendo fofo. Até que um dia chega a EVA, outro robô, mas nesse caso ela foi enviada para buscar vida na Terra… e calha que WALL-E tem surpresas. E assim começa a aventura, com nosso robô fofo correndo atrás da super high tech.
É minha produção preferida da Pixar, não só por colocar todas as métaforas de forma genial, mas porque eles conseguiram criar um personagem que não fala nada além do próprio nome e “EVA” e mesmo assim é expressivo e carismático. WALL-E é o aluno nerd do fim da classe que você quer abraçar – e de quebra ele ajuda a salvar a humanidade.
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4. Minúsculos [Minuscule – La vallée des fourmis perdues]

Essa linda e bem escrita produção francesa não fala diretamente sobre o impacto humano no meio ambiente, mas conta a história de uma guerra entre formigas com riqueza bélica, tática e de humor quando uma cesta de piquenique é abandonada.
Um casal saí correndo quando a mulher entra em trabalho de parto e deixa toda a comida do piquenique no local, gerando a trama dessa animação que dura poucos minutos, não tem nenhum diálogo, mas deixa nosso coração cheio de ensinamentos de trabalho em equipe, generosidade e como decisões humanas podem impactar na vida de outros seres, mesmo sendo “apenas” formigas.
Nossa Joaninha-macho que toma partido na guerra é acolhida de forma muito divertida pelo grupo e se vê engolida por forças mais potentes que seus curtos braços. É um daqueles filmes para se assistir junto com a família e além de se deliciar com uma arte realmente bem produzida, ver uma versão dos filmes com formigas muito bem feita e didática quando discutida.
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5. O Mundo dos Pequeninos

Esse filme é do diretor Hiromasa Yonebayashi, que fez uma linda adaptação do livro The Borrowers, da escritora Mary Norton, que publicou a história dessas pequenas pessoas em 1952.
O filme conta a história de Arrietty e sua família, pequenos seres que parecem pessoas normais, mas com 10cm de altura, e que vivem no assoalho de uma casa em Tóquio.  Com a chegada de Sho, um garoto doente, uma amizade um tanto inusitada nasce entre eles. Durante toda a história a sensação é que os Barrows são seres da natureza, talvez uma releitura das “fadas”, mas que se viram forçados a habitar pequenos lugares a medida que a civilização domesticava animais e se espalhavam em locais intocados. Mas infelizmente eles não estão seguros nem dentro da própria casa, já que quando um dos adultos descobrem que a casa pode estar sendo habitado pelos “pequenos intrusos” começa uma guerra em busca de extinguir Arrietty e sua família.
É um filme muito lindo, com uma histórica tocante e com uma narrativa que foge da fórmula americana. Deixa ainda mais a sensação de que os intrusos são os seres humanos, já que forçam todos os seres a se habituarem com seus gostos e sonhos, e nunca o contrário, aceitando a ordem natural da natureza.
ONCE UPON A FOREST, Cornelius, Russell, Abigail, Edgar, Michelle, 1993, TM and Copyright (c)20th Century Fox Film Corp. All rights reserved.

6. Era uma Vez na Floresta

Esse filme foi a minha infância, mas apesar de sempre ver Ferngully em vários lugares como filme que discute conservação do meio ambiente, esta obra incrível dirigida por Charles Grosvenor nunca está em lado algum.
Abgail, Edgar e Russel vivem felizes numa floresta, tal como um rato, uma toupeira e um ouriço devem viver. Eles são amigos e seguem sua rotina como sempre, até que um dia um homem chega na floresta espalhando gases tóxicos e adoece Michelle, amigas deles. Então começa a busca do três amigos, junto com o Tio Cornelius, de uma forma de salvar Michelle e a floresta.
É um daqueles filmes antigos, de 93, que contam fábulas de uma forma simples e divertida. Até hoje não entendo porque se fala tão pouco nesse filme, mas recomendo para todo mundo.
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7. Princesa Mononoke

Mais um do Hayao Miyazaki! E esse é meu filme preferido dele, porque temos um japão onde os seres humanos convivem com deuses da natureza e suas forças que trazem destruição para florescer a vida.
Somos apresentados ao Príncipe Ashitaka, que após matar o terrível deus-Javali se vê amaldiçoado pelo mesmo. Angustiado, ele foge da mesma aldeia que lutou tanto para defender e nesse longo caminho acaba por conhecer San, a Princesa Mononoke.
Numa aldeia está sendo travada uma luta e do lado dos deuses-animais está San, que foi adotada e criada por uma tribo de deuses-lobos. Seu ódio pelos seres humanos que estão destruindo a natureza é enorme e ela com o tempo foi se esquecendo do seu lado humano, até o seu encontro com Ashitaka.
E nisso a história se desenvolve, entre uma guerra entre a civilização que quer se estabelecer e a natureza, e seus protetores, que lutam incansavelmente contra a destruição.
Colocamos aqui os filmes que acreditamos que não são abordados com frequência, mas recomendamos também:
Irmão Urso, Vida de Inseto, Reino Escondido, Tainá – Uma Aventura da Amazônia, Mogli – O Menino Lobo, Procurando Nemo, Rio [1 e 2] e A Fuga das Galinhas.