28 janeiro 2008

10 modos de uso do seu edublogue em ensino

O professor Sérgio Lima traduziu o texto "10 ways to use your edublog to teach" , autorizada por James Farmer, publicada no Edublogs . Para ver como ficou, visite o Aprendendo em Redes de Colaboração . São dicas excelentes para quem está pensando em iniciar a atividade blogueira com alunos ou mesmo para quem já bloga e precisa de umas idéias legais para potencializar o uso de seu edublog.

21 janeiro 2008

Um livro, uma história especial

Nas férias tenho estado envolvida com reformas na minha casa. Uma bagunça total. Até o computador está descontectado. Portanto, nada de viajar, praia, mar, isso só na imaginação. Mas teve um dia que fui a Porto Alegre para oportunizar um encontro muito especial: o escritor com o seu personagem. Só para esclarecer, o escritor, Caio Riter, que conheci e contatei primeiramente pela internet para trabalhos colaborativos com meus alunos, depois pessoalmente. O personagem, por pura coincidência, um dos meus alunos lá em 2005, meu filho Tadeu. A história de Tadeu e Caio não ficou restrita aos trabalhos realizados na escola e no blog, mas acabou extrapolando e os contatos continuaram via e-mail e MSN, o que acabou virando um livro, que está para sair em fevereiro. Conheça um pouco mais sobre o nascimento do "Meu pai não mora mais aqui" pelas palavras do próprio escritor Caio Riter, aqui.

18 janeiro 2008

Crianças do Asfalto

Conheci Marcelo, interagindo nos meus blogs, onde ele participou de projetos de leitura e escrita com meus alunos. A partir daí, tive o privilégio de ser sua leitora e conhecer mais de perto muito de sua produção literária, antes mesmo da publicação.

Agora Marcelo Spalding lança Crianças do Asfalto (Editora Cultura), resultado de uma releitura ficcional feita por ele de teses e dissertações de alunos do Centro de Estudos Psicológicos da UFRGS (CEP-RUA). A obra retrata a dura realidade das crianças de rua, encontrada pelos pesquisadores, mostrando de forma poética e sensível a vida daqueles que esmolam do outro lado do vidro de nossos carros.

Tive o privilégio de ser citada na orelha do livro assim: ... Afora essa importância acadêmica, o livro despertou em pessoas como a professora Marli Fiorentin o interesse de trabalhá-lo em sala de aula, como expressa em carta ao autor: "Você demonstrou tanta sensibilidade ao descrever as ações que fiquei emocionada. Aqueles dois contos sobre o futuro são maravilhosos. Fico imaginando trabalhar com esses textos com os alunos, falar de sonhos, mostrar essa realidade diferente da deles em alguns aspectos. O conto 'As imagens de um menino' é surpreendente, emocionante, demais. Eu chorei lendo. Aquele das brincadeiras também está genial. Você mostrou bem o imaginário infantil."

Achei extremamente original a forma como foi escrito, trazendo ao conhecimento do leitor pesquisas acadêmicas através de histórias em ficção, precedidas sempre por um breve resumo do estudo feito pelos pesquisadores. Recomendo a leitura. Se alguém tiver interesse em adquirir, entre em contato com Marcelo aqui.

17 janeiro 2008

Educação para o Trânsito

Por acaso olhei para minha carteira de motorista e descobri que estava prestes a vencer. Para minha sorte estou de férias, mas para meu azar tenho de optar entre fazer um curso (estou sem a mínima paciência pra isso) ou fazer uma prova(optei por essa). Buscando na net os guias para dar uma lida, achei esse site interessante. Podemos muito bem utilizar nas escolas e intensificar a educação das crianças para o trânsito. Quem sabe teremos adultos mais responsáveis e menos notícias de tantas mortes nas estradas .

16 janeiro 2008

Blog: espaço de autoria e comunicação

Algumas discussões que estamos fazendo sobre blogs na comunidade do grupo Blogs Educativos, a partir desse post Blogs, dez anos e.... e desse Edu blogs: reflexão ou blá blá blá psitacídeo? vale a pena estender para toda blogosfera, por isso trago aqui o assunto também nesse post. A questão é refletir sobre as potencialidades do blog como ferramenta de comunicação e formação de redes. Muitos blogs existentes na blogosfera não cumprem com essa função e são parecidos com sites, onde não há trocas, nem provocações do autor ou a própria autoria é questionável, pois há muito de reproduções e pouco do autor. Particularmente vejo o blog como espaço de reflexão coletiva, onde os interagentes vão somando ou confrontando idéias e pela rede formada, fazendo trocas, interligando-se a outros blogs, por onde os temas discutidos podem se esparramar. Considerando essa visão, temos um forte instrumento de comunicação na mãos, voz e vez para expor nossas idéias.
Para que isso aconteçade forma mais eficaz, é necessário adotar algumas rotinas.
_ Visitar outros blogs e participar das discussões propostas ou propor discussões.
_ Inscrever os blogs de nosso interesse em algum agregador, para que as postagens cheguem a nós sem precisar entrar em todos os blogs, o que levaria muito tempo (o agregador mostra todos os blogs inscritos na mesma página). Duas boas opções são o bloglines e o Google Reader. A professora Miriam Salles organizou um tutorial bacana pra orientar o uso do Google Reader. Veja aqui.
_Colocar em nossos blogs um link para a assinatura do RSS do blog a ser inscrito no agregador.No blogspot, o RSS (feed) fica assim"http:// nomedoblog.blogspot.com/atom.xml"
_ Cadastrar o blog em sites de indexação, ranking e busca de blogs como o BlogBlogs , Mybloglog , Blog Catalog , Technorati se desejar dar mais visibilidade ao blog e aumentar a sua rede. Aqui mais dicas para divulgar o blog.
Bem, a idéia é entender e botar em prática a verdadeira arte de blogar: mais foco nas interações do que nos acessórios. Vamos nessa, meu caro visitante?

09 janeiro 2008

Minhas previsões para as aprendizagens em 2008

What are your Predictions for Learning in 2008?

ou

Quais as suas previsões para a Aprendizagem em 2008?



A pergunta original foi feita no Learning Circuits e Suzana Gutierrez abre o questionamento aqui no Brasil.


Em relação ao trabalho com alunos, a tendência é incorporar cada vez mais o uso de tecnologias na prática pedagógica. Estamos educando agora uma geração que se comunica como nunca seja pelos telemóveis, seja pela internet e a escola não pode ignorar essa realidade.O uso dos celulares, mp3, mp4, ipods, câmeras digitais que está invadindo as salas de aula, apesar da nova lei de proibição, forçará o professor a propor seu uso, canalizado para fins educativos, visto que a cobrança dos alunos será grande. Dessa forma a aprendizagem tende a ser menos linear, menos presa a conteúdos pré-determinados, com mais leitura de imagens, criação e edição de vídeos, podcastings, uso de ferramentas colaborativas como blogs, wikis, fóruns, chats, videoconferências. Deverão ocorrer mais projetos cooperativos entre instituições escolares diferentes, abrindo uma flexibilidade maior nos espaços e tempos pedagógicos.

Do meu ponto de vista, recém formada como multiplicadora em Tecnologias em Educação, vejo , no entanto, que para efetivarem-se essas tendências, a questão chave é a formação dos educadores, dando-lhes condições de integrar as tecnologias em sua prática. Analisando mais especificamente a situação do Rio Grande do Sul, não se pode falar em aprendizagem sem deixar de citar alguns nós que precisam ser desfeitos para que ela ocorra num contexto mais geral. Com as bibliotecas e laboratórios de informática quase inativos por falta de elementos que os coordenem e pouco ou nenhum espaço para formação dos educadores para que estejam capacitados a utilizá-los nas escolas, não será ainda fácil falar de novas tendências. Prevejo que nesse ano deva haver uma luta para que seja reconhecida, por parte dos gestores, a necessidade de dispor de recursos humanos habilitados a desenvolver esse trabalho nos NTES e nas escolas. Mas isso dependerá também da persistência, coragem e dedicação de alguns "heróis" que vestem a camisa, mesmo com um salário indigno da função que exercem.. Considerando uma perspectiva bem otimista para a disponibilidade de formação continuada dos educadores nas escolas, ainda assim levaremos um tempo para que resistências sejam quebradas, novos paradigmas aceitos, com mais abertura para aprendizagem cooperativa, menos centrada na figura do professor. Quando isso ocorrer, a aceitação de novas metodologias e ferramentas acontecerá naturalmente.

Andaremos, muitos, a passos de formiguinha, alguns com passos de elefante. E a esses é necessária a tal paciência histórica, capaz de ver mais além, mas também de estender a mão aos que vêm atrás.

Para fazer suas previsões para as aprendizagens em 2008, no seu blogue, siga as dicas da Suzana Gutierrez (para podermos rastrear todas as previsões):

"Esta foi a questão do mês, proposta por Tony Karrer do Learning Circuits. Proponho aos meus leitores responder, considerando o contexto brasileiro ou, até, regional. Copiem o logo, postem a resposta e linkem a postagem original do Learning Circuits e esta minha postagem, para criarmos a rede nacional da bola de cristal na educação :)"

07 janeiro 2008

Efeitos do MP3 e MP4

Primeiro foi a invasão do celular. Agora, junto com ele, a febre que invade a meninada são os mp3, mp4, ipods e lá vai... E até as crianças estão entrando na onda. Mas com isso surge também a preocupação com os efeitos sobre a saúde dos ouvidos. Quanto tempo costumam passar por dia ouvindo música com os fones minúsculos enfiados dentro do ouvido, geralmente ultrapassando os 85 decibéis recomendados? Que tipo de efeitos isso pode ter a médio e longo prazo? Creio ser importante cosncientizar a garotada sobre essas questões. Meu filho leu a reportagem do jornal Zero Hora e já se preocupou em mudar algumas atitudes em relação a isso. Fica aí a dica para quem quiser levar a seus alunos.


Cuidado extra aos ouvidos

Especialistas alertam que a atual geração, com o uso excessivo de tocadores de MP3 e MP4, precisará usar aparelhos de audição. Leia matéria na íntegra aqui. Outra matéria aqui.

Concurso Bibliofilmes

Divulgo aqui uma iniciativa de um grupo de professores de Portugal, o qual decidiu criar o concurso de vídeos no YouTube intitulado "BiblioFilmes – Livros, Bibliotecas, Acção!", que visa além de promover a leitura, o livro e as bibliotecas públicas e escolares através das novas tecnologias, angariar fundos.
Os filmes terão de ser feitos até 2 de Abril de 2008 (Dia Internacional do Livro Infantil), data em que se iniciará o período de votações, até 23 de Abril (Dia Mundial do Livro), em que serão anunciados os vencedores. Mais informações no site e blog do concurso.
Parabenizo os colegas por essa atitude de incentivo à leitura. A internet e as mídias como celular e câmaras digitais, cada vez mais acessíveis aos nossos alunos podem ser utilizadas de forma criativa. Melhor do que proibir é canalizar para interesses educativos, o que agrada muito à meninada.

01 janeiro 2008

Tecnologia: até onde?

O tema predominante desse blog é tecnologia. Sou uma apaixonada por ela, pelas possibilidades que nos oferece de criar conhecimentos e de aproximar pessoas, mas daí a estar no lugar delas, já é demais para minha pobre cabeça.
Começando o ano de 2008, me deparo com uma matéria no jornal Zero Hora, que, confesso, me deixou meio alarmada, para não dizer chocada, mesmo eu que me considero uma incluída na sociedade tecnológica. Entitulada como "No altar com um robô", a matéria fala da teoria do pesquisador inglês David Levy, que acaba de defender uma tese de doutorado sobre o assunto na Universidade de Maastricht, na Holanda. Não confundam, por favor, com o Pierre Lèvy (serão parentes?) o criador da teoria da Inteligência Coletiva. Esse Levy, que estuda a inteligência artificial, prevê em seu livro Love and Sex with Robots (Amor e Sexo com Robôs, em português, ainda sem edição no Brasil), que os humanos poderão se apaixonar, fazer sexo e se casar com os robôs até a metade deste século. Querem que repita? "Casar e fazer sexo com robôs". Pra não me chamarem de mentirosa, confiram aqui.
Segundo o pesquisador, as pessoas solitárias e tristes, sem ninguém para amar, finalmente encontrarão a solução ideal e, ainda poderão reprogramar a maquininha, caso o "relacionamento" comece a dar sinais de insatisfação para o dono, adaptando a personalidade do robô aos seus desejos.
Logo que li a matéria achei engraçado, depois me bateu um sentimento de preocupação, confesso que fiquei angustiada. Afinal, será que estamos perdendo o bom senso? Não sei se consigo achar palavras para expressar o que gostaria de dizer, mas acho que a vida, o homem e sua emoção jamais poderão ser reproduzidas dessa forma. Ainda acredito em Deus e na sua obra. Ainda acredito no relacionamento sexual como ato de amor. Ainda penso que o sentimento humano é único. Ainda quero acreditar que ser gente está acima de tudo nessa vida. Mas, quem sou eu pra duvidar de qualquer coisa... O homem é tão inteligente, pode tanta coisa, mas tanta, que é capaz inclusive de ficar burro e perder a noção das coisas. Ou será que sou eu que perdi a noção???