Novamente a TV Escola lança uma série sobre tecnologias digitais na educação, no Programa Salto para o Futuro , que inicia nesse dia 30 de novembro e se estende até 04 de dezembro. A consultora da série é a competente Mary Grace Martins e tem também a participação de outros amigos que são fera no assunto. Com satisfação, vejo que participa também Gilda Helena Bernardino de Campos que coordena o curso de Especialização Tecnologias em Educação, da PUC Rio, que cursei em 2006/2007 . Outra série que a TV Escola produziu sobre tecnologias foi em 2005, quando eu também tive o prazer de participar mostrando as primeiras experiências com blogs educativos, quando tudo ainda era novidade . Fica passando um filme na cabeça e vejo quantas novidades e mudanças aconteceram de lá para cá e o potencial que a tecnologia tem para quebrar paradigmas e aproximar pessoas através da colaboração. Tomara que em breve essas possibilidades sejam mostradas também na televisão aberta. É uma pena que muitos colégios possuam o sinal de TV Escola e ela seja ainda muito pouco aproveitada como recurso na formação do professor e do aluno. Recomendo que assistam.
28 novembro 2009
22 novembro 2009
A Nova Onda do Google
Vem aí uma nova ferramenta, Google Wave, que promete revolucionar a forma de comunicação na web, com várias funcionalidades, reunindo a um só tempo chat , compartilhamento de arquivos e edição de documentos, tudo em tempo real. Eu já recebi o convite , mas ainda estou estudando a ferramenta. É muita coisa para assimilar ao mesmo tempo, mas enfim, é preciso "pegar a onda". Fica aí a dica e logo veremos no que vai dar.
O vídeo acima, foi produzido por Afonso, estudante de computação da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro - RJ, Brasil.
20 novembro 2009
Lições do Rio Grande
Estou em Bento Gonçalves para a formação referente ao Projeto Lições do Rio Grande, que visa implantar um novo referencial curricular nas escolas estaduais, a partir de 2010. Sentada aqui no hall da Pousada Tasca, vejo a chuva cair e o frio começa a me gelar os pés, mesmo tendo "esquentado" com uma taça de vinho tinto. Bom encontar colegas de várias escolas, juntar nossas ideias, energia, dividir angústias que não são poucas e também dar umas risadas. O foco , porém é repensar a forma de dar aula, integrando mais as disciplinas e conteúdos, centralizando em três eixos todos os objetivos: ler, escrever e resolver problemas. Como primeira etapa, analisar o programa e aplicar experimentalmente aulas planejadas e distribuídas nos cadernos do professor e aluno. O material e a proposta são boas. O pior da história é ser tratado como novidade aquilo que já devia ser velho. Trabalhar o que faz sentido para o aluno, contextualizando, fragmentando menos o conhecimento, colocando o aluno como centro do processo deveria ser algo muito natural e lógico. Porém, mesmo sabendo que a realidade nem sempre é essa, sempre me espanto quando paro e vejo como isso ainda é utopia. Questões salariais e outras estruturais à parte, que dificultam a vida do professor por demais e precisam de solução urgente tanto quanto o currículo, não deveriam ser motivo para impedir um trabalho mais inovador. Mas às vezes o professor perde a motivação e resiste mesmo ao que é bom. Pena que a data escolhida para levantar essas discussões tenha sido infeliz. Final de ano, reta final, finalizando projetos em andamento, não favorece um bom começo. Mas espero que de tudo fique algo de bom , porque nossos alunos e nossa sociedade precisam de uma educação de qualidade independente do jeito que somos tratados como educadores. Nós somos imprescindíveis e fazemos a diferença para o melhor ou para o pior. Então que façamos o melhor e esperemos que haja consciência da parte de quem governa para nos amparar nessa missão difícil de educar. Penso que não há proposta nenhuma , nem governo nenhum que possa implantar mudanças, se elas não nascerem de dentro do professor, de sua postura ideológica, de seu testemunho de vida, de sua vontade e disposição de fazer seu aluno mais feliz enquanto propósito de vida.
Um livro para Professores
Caio Riter, escritor gaúcho, vem escrevendo muito e cada vez agradando mais a seus leitores crianças e especialmente adolescentes. Agora está lançando um livro que segundo ele, foi escrito para professores. A Formação do Leitor Literário e na Escola , é uma leitura gostosa e que ao mesmo tempo gera discussões e chama para a leitura. Isso é o próprio Caio quem afirma lá no seu blog. Alguém duvida? Eu já estou muito curiosa para ler. Também lá no blog Caio nas palavras, Caio fez uma postagem carinhosa sobre uma experiência que vivemos juntos recentemente, mergulhando no cenário do livro lido, num passeio de Barco no Rio Guaíba. Confira aqui.15 novembro 2009
Atividades de Final de Ano
Estamos na reta final. Cansaço. Recuperação de aulas aos sábados por causa da gripe A, é pra matar. A semana fica longa, o fim de semana curto. Para levantar o ânimo algumas atividades que venho realizando nesse fim de ano. Postei no blog do Debaixo de Mau tempo, meu projeto desse ano, a viagem que realizei para Porto Alegre, juntando o escritor do livro e os alunos leitores, num passeio de barco pelo cenário do livro. Foi 10. Espie lá no blog. Também estou incentivando a realização de um sarau de poesias e convidando a quem quiser participar de um desafio no blog Varal de Poesia . Afinal precisamos trabalhar um pouco mais nossa sensibilidade , nessa vida que levamos de forma apressada e indiferente.
08 novembro 2009
Não à Indiferença
Ontem assisti à formatura de minha sobrinha, em Assistência Social, na modalidade EAD, pela UNITINS, Universidade do Tocantins. O curso teve partes presenciais no pólo da minúscula cidade de Guabiju (cerca de 1.700 habitantes). Tamanho pequeno, mas com uma grande iniciativa de algumas pessoas que pensam pra frente e buscaram essa alternativa, enfrentando o descrédito inicial de muitos. Na abertura a mensagem do reitor através de conferência e um video que me emocionou e quero compartilhar. Ao dirigir-se aos formandos, lembrou que o trabalho é semear, sem pensar que a semente poderá não vingar, caindo em terrenos áridos. Sempre haverá também quem seja descrente do trabalho, que não acredita mais que o mundo tenha saída, mas o importante é semear. E para semear é preciso estar atento e sensível ao mundo. É preciso não atender aos apelos da indiferença. É essencial que saibamos olhar o outro e suas necessidades. E além de sensibilidade , tenhamos ação. Creio que isso não serve apenas ao assistente social , mas a qualquer profissional, especialmente ao professor. Embora a luta seja tão difícil e muitas vezes o cansaço pese(não só o físico) e tudo pareça perdido e sem razão ou solução (E agora , José?) temos de buscar forças. Onde, nem sei, quem sabe em Deus, mas é preciso. Abaixo, parte do vídeo usado na conferência.
03 novembro 2009
Fórum discute saúde do professor
Recado da Carmem Prata do MEC:
Pessoal, há um novo fórum no Portal, categoria "Saúde" - CAMINHOS PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE FÍSICA E MENTAL DO PROFESSOR e está sendo coordenado pelo Dr.Ricardo Teixeira, neurologista.
"Oi professor! Este fórum propõe uma discussão sobre a saúde do educador. Seu trabalho deveria ser um meio facilitador para uma boa qualidade de vida e não um concorrente de uma vida saudável. As deficiências nas condições de trabalho do professor são um grande desafio ao seu equilíbrio emocional e podem levar a diferentes graus de esgotamento mental e perda da motivação e do entusiasmo com o trabalho. E onde existe um estilo de vida profissional que pode levar a um desequilíbrio psíquico costuma existir também condições que não fazem bem à saúde física, em um ciclo vicioso que frequentemente envolve alimentação não saudável, sedentarismo, tabagismo e abuso de substâncias como o álcool. Vamos discutir neste fórum atitudes capazes de promover a sua saúde com forte enfoque em ações preventivas. Sempre estarei alimentando as discussões com as mais recentes pesquisas científicas sobre esse assunto tão importante e a sua opinião e a troca de experiências neste espaço são fundamentais. "
Acesse aqui!
Pessoal, há um novo fórum no Portal, categoria "Saúde" - CAMINHOS PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE FÍSICA E MENTAL DO PROFESSOR e está sendo coordenado pelo Dr.Ricardo Teixeira, neurologista.
"Oi professor! Este fórum propõe uma discussão sobre a saúde do educador. Seu trabalho deveria ser um meio facilitador para uma boa qualidade de vida e não um concorrente de uma vida saudável. As deficiências nas condições de trabalho do professor são um grande desafio ao seu equilíbrio emocional e podem levar a diferentes graus de esgotamento mental e perda da motivação e do entusiasmo com o trabalho. E onde existe um estilo de vida profissional que pode levar a um desequilíbrio psíquico costuma existir também condições que não fazem bem à saúde física, em um ciclo vicioso que frequentemente envolve alimentação não saudável, sedentarismo, tabagismo e abuso de substâncias como o álcool. Vamos discutir neste fórum atitudes capazes de promover a sua saúde com forte enfoque em ações preventivas. Sempre estarei alimentando as discussões com as mais recentes pesquisas científicas sobre esse assunto tão importante e a sua opinião e a troca de experiências neste espaço são fundamentais. "
Acesse aqui!
02 novembro 2009
Carpe Diem
Hoje é dia de finados. Dia de orar com mais fé pelos que partiram. Mas também dia de pensar em como vivemos nessa vida, de passagem, em que nem sabemos a hora de partir.Como diz Quintana, "Esta vida é uma estranha hospedaria, de onde se parte quase sempre às tontas, pois nunca as nossas malas estão prontas, e a nossa conta nunca está em dia." No filme Sociedade dos Poetas Mortos, o lema do professor Keating é "Carpe Diem - aproveite o dia" . Neil, seu aluno, diz numa cena : “Fui para os bosques para viver de livre vontade e aprender a extrair toda a essência da vida. Para aniquilar tudo o que não era vida, e para, quando morrer, não descobrir que não vivi.” No final , prefere se suicidar, a ter que abrir mão de sua opção de vida.(Veja nesse link uma ótima análise do filme.) E nós, como vivemos? Fazemos o que nos dá prazer, que tem sentido de alguma forma em nossas vidas? Ou agimos como robôs de uma sociedade de consumo que a toda hora quer nos formatar de acordo com seus padrões? Será que o que nos leva à morte prematura não seriam essas imposições a que somos submetidos diariamente e contra as quais não temos discernimento ou força para combater? Para onde estamos caminhando e pra que? São perguntas que devemos nos fazer todo dia ao acordar para que ao morrer , possamos partir sabendo aliviados que não importa o quanto vivemos, mas como vivemos. Carpe diem!
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