O jeito de escrever da internet invadiu a sala de aula
Pais e professores precisam se adaptar para saber como lidar com a linguagem digital usada pelos filhos
O jornal Zero Hora de hoje publicou a matéria acima. Para quem já está há algum tempo incluída digitamente como eu me considero, isso já é assunto velho. Mas para muitos que vivem à margem das telas, ainda é novidade. E por incrível que pareça, entre esses também colegas professores. Meus caros leitores, não sei se vocês concordam com as afirmações da reportagem e gostaria até de levantar um questionamento a respeito aqui no blog. O internetês é um dilema para você que é professor? Tem atrapalhado a linguagem padrão de seus alunos? Os pestinhas fazem confusão entre uma coisa e outra? Bem , eu acho que a falta de competência na escrita não se deve exatamente ao uso de uma linguagem muito particular criada para facilitar a comunicação ágil com trocentos ao mesmo tempo, de forma escrita, mas com características de quem está querendo é só falar. A realidade é que temos agora um novo meio de comunicação entre os jovens e crianças, nossa clientela e não dá pra tapar o sol com a peneira. Particularmente, penso que eles sabem diferenciar e adequar-se às situações de comunicação que exigem diferentes formas de expressão escrita. E se não sabem, o professor pode mostrar, mas para isso precisa conhecer essa linguagem e não achar que ter um msn é "pecado", "coisa de quem não tem o que fazer". Nossos alunos veem muita televisao e se não assistimos, porque a programação é ruim, como vamos ensiná-los a ser críticos e seletivos? Da mesma forma, não podemos criticar o uso do orkut se nunca entramos lá para ver o que rola pelo menos. E quem sabe, em vez de perderem tempo em fussar a vida alheia e falar tanta abobrinha, ensinamos eles que lá tem comunidades de Mario Quintana, Che Guevara, etc, etc e não só "eu odeio isso ou aquilo"... Eu vejo não só pelos meus alunos, mas principalmente pelos meus filhos, que vivem dependurados no teclado (qdo posso eu tb fico, rsrsrrsrs...) . Nenhum dos dois tem problemas com a escrita. Por sinal escrevem muito bem, apesar de que vivem rodeados de livros e só um deles é leitor dedicado. E por ele vejo que o computador não pode ser considerado o vilão, senão teria esquecido dos livros. O que faz a diferença é o estímulo dos adultos, é o exemplo. Não diga "Faça o que eu digo , mas não faça o que eu faço". Leia! Demonstre entusiasmo e o vírus da leitura se propagará com certeza. Se não em todos , pelo menos em vários. Essa é a melhor forma de preservar a linguagem padrão. E quem se escandaliza com o internetês, ainda não se deu conta de que a linguagem é viva, maleável, está sempre em movimento e é um instrumento para nos servir em qualquer situação comunicativa e não para nos aprisionar.
Bjssssssssssss, :)


