O casarão dos quartos resistiu bravamente aos anos até agora, não mais. Cheio de escadas levando ao sobrado, ao sótão , barulhos, fantasmas , janelas abertas deixando passar o vento e o colorido dos pores de sol.


Nas paredes, quadros gastos dos que passaram por ali e se foram. Quantas lembranças do sobrado: dias de chuva no telhado, de noites com estalidos na madeira do assoalho e estrelas mais perto dos olhos, passos se arrastando pelos corredores, tombos escada abaixo. As lembranças do casarão da minha infância morarão sempre em mim.



