24 julho 2015

Palestras com Educadores na Semana Pedagógica

         Durante a Semana de Formação Pedagógica ministrei palestras para os educadores em Nova Bassano  e em Bento Gonçalves, que envolveu escolas de toda a 16ª Coordenadoria de Educação. O tema desenvolvido  foi a relação entre a Prática Educativa e a Educomunicação, Durante o encontro, socializei práticas educomunicativas, que serviram de inspiração e reflexão sobre os  objetivos da Educomunicação , que tem como meta educar através da comunicação mediada pelas mídias. Ensinar a ler criticamente os meios de comunicação de massa, dar voz aos alunos, permitir a autonomia, autoria, protagonismo, foram alguns itens refletidos através de experiências mostradas com rádio escola, blogs, jornal escolar, produção de audiovisuais e redes sociais. Para abrilhantar e contextualizar ainda mais o tema, os alunos da Escola de Ensino Médio Mestre Santa Bárbara estiveram presentes mostrando o talento e potencial dos jovens.Os alunos do Colégio Colbachini gravaram  um vídeo com depoimentos sobre experiências realizadas na escola Os professores demonstraram muito interesse, sede de aprender e avaliaram positivamente o encontro. 
           Foi um desafio selecionar entre tantas boas experiências realizadas para socializar e a intenção foi provocar, instigar, desafiar para a mudança. Tenho motivos para me preocupar, mas também para comemorar. Primeiro porque pude confirmar que ainda não é  corriqueiro o uso dos recursos tecnológicos de forma adequada  e até mesmo há desconhecimento em geral das possibilidades que os mesmos oferecem, no que se refere às questões metodológicas. Mas o meu otimismo se justifica pela reação dos colegas, demonstrando  sede de aprender e se encantando com as práticas mostradas. 
            Durante muitos  anos venho me debruçando na pesquisa  dentro dessa área e colocando em prática em sala de aula  o uso dos recursos midiáticos com o intuito de dar voz aos meus alunos, fortalecendo habilidades de aprender a aprender. e mais que isso, sempre que posso compartilho essas experiências para colaborar com outros educadores na construção de mudanças na educação.Essas foram oportunidades que eu espero que  resultem em mais  iniciativas nas salas de aula. 
             No final da palestra uma professora se aproximou e entregou-me um bilhete com três citações bíblicas, dizendo que viu isso em mim: "Tudo é possível ao que crê"; "Sê forte e corajoso";" Outra vez  vereis a diferença entre os que servem a Deus e os que não..." Fiquei surpreendida  e emocionada. Creio que consegui passar o meu recado de diferentes maneiras, mas enfim, sim, de fato, é preciso coragem, força, esperança , foco e objetivo . É preciso defender um projeto de mundo antes de qualquer coisa para ser um educador consciente e que haja com planejamento , coerência e seriedade.  Agora, vamos às férias, que ninguém é de ferro. 

Palestra em Nova Bassano, com professores municipais e estaduais 
Na UCS, FERVI em Bento Gonçalves, com professores de cidades pertencentes à 16ª CRE


Com o coordenador e a coordenadora adjunta da 16ª CRE, Leonir Razador , Marinês Tomansini, a diretora do Colégio Colbachini, Firleia Guadagnin Radin e a professora e amiga Neiva Morello Michelin

Deixo aqui uma video aula do professor Ismar de Oliveira Soares, muito esclarecedora sobre Educomunicação. Assistam!

Para guardar no coração

Recebi através do facebook de uma ex-aluna. Por essas e outras que eu amo ser educadora. 

"Hoje é o aniversário de uma pessoa muito especial, minha primeira professora, Profe Marli. 
Lembro do primeiro dia de aula, que eu cheguei chorando e olhei pra ti, você estava com uma cara de quem sabia que eu iria dar trabalho. Lembro das brincadeiras na quadrinha. Lembro de quando você se afastou da escola por 15 dias, veio uma substituta, mas mesmo assim eu faltei todos os dias. Lembro da homenagem do dia das mães que a gente fez. Lembro do dia que nós te maquiamos e depois falamos que você estava parecendo uma bruxa. Lembro do dia que morreu a Maely e nós duas choramos muito. Lembro bem deste dia, o dia da formatura, quando chegou a hora de nos despedir, eu fui ao teu encontro, te abracei e as duas choraram novamente. Lembro de tudo, de todos nossos choros, de todos nossos sorrisos, lembro de cada momento vivido ao teu lado.
Depois mais crescida, na terceira série você foi de novo minha professora, eu continuava chorando e você sempre me apoiando, dizendo que tudo iria passar e passou.
Talvez você não tenha tempo para ler, mas gostaria muito que soubesse o bem que fez e continua fazendo para as pessoas. Você fez parte da vida de muitos e eu sou uma deles.
Te admiro muito Profe!! Feliz aniversário, tudo de bom na tua vida. ♡♡♡"

22 julho 2015

Pela passagem do meu aniversário!


Queridos amigos! Queria ter tempo de responder a todas as mensagens recebidas pela passagem do meu aniversário.Senti...
Posted by Marli Fiorentin on Terça, 21 de julho de 2015

28 junho 2015

Escritores e obras ao alcance dos olhos e do coração

Vivenciei na semana que passou, a 12ª Feira do Livro na escola .Quando eu era uma leitora criança e adolescente, o escritor era um ser inacessível, mitológico, um deus distante. Que bom que ainda estou vivendo para desconstruir essa ideia e mais que isso, tenho tido o privilégio e a sorte de poder conviver com essas pessoas maravilhosas. Melhor ainda, saber que nossas crianças e jovens estão se tornando leitores com a aproximação do escritor da obra lida. Obrigada pelos momentos compartilhados, meus queridos amigos. Essa semana foi pra lá de especial.  Obrigada pela generosidade em partilhar vossa arte que nos torna pessoas melhores.

Com Tabajara Ruas
Com Marcelo Spalding
Com João Pedro Roriz
Com Eliandro Rocha
Com Andre Neves
Com Maria Inez Flores Pedroso
Com Antonio Schimeneck

14 junho 2015

Sobre minhas impressões e memórias do VI EDUCOM e III EDUCOMSUL

Alguns amigos que  encontrei, reeencontrei ou desvirtualizei, pela ordem, Marta, colega do NTE de Bento Gonçalves; Cledenir, do NTE Uruguaiana; Ismar de Oliveira Soares, da USP, o grande ícone da Educomunicação; Cléber Machado, jornalista e professor de Maringá; Fernanda Duarte, jornalista educomunicadora de Brasília, Leila Silveira, do NTE Carazinho; Claudemir Viana, da USP, um dos organizadores do evento .
             
             Nos dias 10, 11 e 12  ocorreu o VI Encontro Brasileiro de Educomunicação e III EducomSul , na PUCRS , em Porto Alegre. Eu participei, como integrante do NTE da 16ª CRE, de Bento Gonçalves. Foi um evento com excelentes apresentações e participações versando sobre o tema dessa edição: Diversidade e Educomunicação, tecendo saberes e integrando práticas
Seria necessário mais tempo para compartilhar os muitos saberes  e emoções desses 3 dias, mas deixo registrado o que mais me marcou.  
            Encontrar, conhecer pessoas novas que vem agregar coisas boas à nossa vida , reeencontrar outras com que temos afinidades e reforçar laços, desvirtualizar aquelas que já faziam parte de nosso universo via mundo virtual, mas que carecia daquele abraço e olho no olho, tudo isso pude vivenciar nesses dias e recarregar minha alma de uma energia necessária para seguir a luta de educar de forma inovadora que os tempos atuais exigem. É por isso que tiramos fotos, colocamos nas redes sociais, fazemos questão de mostrar o lado bom dessa rede que pode unir em prol de uma boa causa. 
Sobre os temas abordados e práticas compartilhadas, foi tanta riqueza que senti pena de não poder estar em todos os espaços. Por várias vezes me emocionei e talvez a causa maior disso acontecer é percerber que não estou sozinha naquilo que penso, naquilo que busco, naquilo que é possível realizar com amor e afeto. 
              Educomunicação, como eu a entendo a partir do que sabia e do que vi por lá,  são ações que permitem aos membros das comunidades educativas desenvolverem habilidades de comunicação, através dos meios midiáticos, de forma democrática, protagonista  e autoral, para se sentirem representadas no meio em que vivem, empoderadas, incluídas. Nas palavras do precurssor da Educomunicação no Brasil, Ismar de Oliveira Soares, "Educomunicação serve para fazer as pessoas, cujos direitos o sistema infringe, serem felizes". Dentre essas, estão quase sempre as pessoas de raça negra, indígena ou com outra opção sexual, ignorados  pela grande mídia ou  aparecendo  como sulbalternos, baderneiros ou estereotipados, assunto debatido na Mesa Redonda Diversidade de Gênero e Etnias. Para o professor Ismar, "a educação formal não dá espaço para a pessoa se construir/reconstruir, se autoreconhecerem, por sua vez, a Educomunicação tem transformado a vida das crianças e jovens oprimidos."
             Segundo o cineasta  Joel Zitto Araújo , a TV brasileira trabalha pelo "branqueamento" do Brasil, haja visto que poucas foram as personagens negras atuando como protagonistas em novelas, só pra citar um exemplo e deixou no final de sua fala um questionamento: Como descolonizar nossas mentes?
               A liberdade de expressão é um direito humano, o ato de comunicar é político. Dar voz aos alunos, promover o protagonismo juvenil pode mudar vidas, como vimos em diversos depoimentos que emocionaram a todos. O processo de comunicação tem trazido mudanças nas políticas públicas. Basta ver o fenômeno das redes sociais e seu alto poder de dessiminação de ideias.
O uso das tecnologias no viés da educomunicação surge como um contraponto à grande mídia, que não dá espaço à diversidade.
                Dar voz aos alunos , só para citar alguns exemplos , pode ser através da rádio e jornal escolar, de  um blog, de redes sociais, de produções audiovisuais que representem o meio em que vivem. Dar voz aos alunos é abrir espaço para produções autoriais e autonomas. Segundo o professor Ismar, a autonomia, não no sentido de independência e marketing, mas no sentido de participação como sujeito social,  gera o protagonismo que  proporciona a solidariedade e a participação comunitária, conjunta.
                  Diversas pesquisas mostradas durante o evento revelam a maioria esmagadora de jovens que possuem celulares (smartphones)  mesmo nas comunidades mais pobres. O jornalista educomunicador Romolo Tondo, em sua pesquisa compara o celular ao cordão umbilical e revela as relações afetivas que estão relacionadas a ele , pois vem carregado de contatos, músicas, imagens. É preciso que os educadores levem isso em conta e utilizem o  potencial das ferramentas. Nesse mesmo relato,  foi realizada uma experiência com o celular fazendo o registro fotográfico da comunidade dos alunos. usando a câmera como uma "extensão do olhar".
                 É preciso que olhemos para as tecnologias como estratégias para envolver os alunos e dar a eles oportunidade de mostrar seus talentos, muitas vezes escondidos, para desfazer medos e revoltas, mostrando que é possivel, através das diversas formas de expressão, revelar os valores que cada um tem. Torna-se imprescindível realizar uma segunda alfabetização para tudo isso poder acontecer. Trata-se da  Leitura Crítica das Mídias.
               Da Mesa Redonda Educomunicação, Educação Integral e Políticas Públicas  destaco algumas falas.  A professora Jaqueline  Moll , da UFRGS, disse que "O exemplo do Mais Educação e a Educomunicação nos mostram que é possível transformar as práticas escolares. As práticas educomunicativas na escola integral ajudam na construção que tira os alunos da invisibilidade. É preciso reiventar o currículo; criar tempos, espaços e oportunidades educativas. Não é possível que a gente olhe para nossos estudantes e enxergue apenas futuros operários, eles podem ser poetas, artistas, empresários, a escola precisa ampliar o leque de oportunidades a oferecer"
             Lúcia Alvarez, da UFMG, lembrou que  "O desafio é romper com uma cultura escolar baseada no isolamento, fragmentação e passividade de seus sujeitos. A educação integral precisa promover a apropriação dos espaços e sua identidade, transformando os lugares,criando sentido de pertencimento. A cidade não pode ser vista apenas como espaço de violência, mas de encontro, troca, um território educativo"
               A Profa. Leila Schaan, do setor pedagógico da Secretaria de Educação do Estado do RS, falou  sobre práticas e projetos de institucionalização da educomunicação nas escolas do RS. A Seduc/RS lançará até o fim do ano o Portal do Educom Tchê, no intuito de oferecer formação aos professores. Isso de fato me agradou muito e espero que se concretize. Está na hora de "integrar" as tecnologias às práticas como estratégias de aprendizagem e comunicação, passou da hora de remodelar o currículo, tornando-o mais vivo

              Por tudo isso podemos perceber que o uso das tecnologias deve estar amparado por um projeto que vai além  perpetuação de velhas de práticas disfarçadas de modernidade.  As tecnologias estão aí para servirem de canal de expressão dos sujeitos, como um  direito de terem espaço e valorização, de poderem ser vistos pelo que melhor sabem fazer e contribuir na construção da sociedade plural e solidária.

Fiz um pouco da cobertura da forma possível, pelo meu twiter https://twitter.com/marlifiorentin e pelo facebook  https://www.facebook.com/marli.fiorentin usando a hastag do evento #6educom3sul

URLs do evento ou ligadas à Educomunicação:
Página no Facebook
Blog do evento
Site da ABPEducom
Viração
Guia Juventude e Comunicação
Portal do Jornal Escolar

Momentos da Mesas Redondas, com excelentes  reflexóes. 


Participação dos jovens educomunicadores.

Uma das salas de relatos de experiência do EDUCOM, essa sobre documentários e rádio escolar.  

Eu, com colegas da 16ª CRE, com representação dos vários setores da mesma.

Você que esteve lá ou não, quer contribuir agregando ideias a esse post? Fique à vontade!

28 abril 2015

Hoje é Dia Internacional da Educação



Hojé é o Dia Internacional da Educação. Bom, eu acho que educação não tem que "ter"dia, tem que "ser sempre pauta e prioridade". Mas tudo o que vemos é uma carência enorme de educação, que se reflete na falta de conhecimentos(não de informações, que é bem diferente) e na distorção de valores que afeta a vida das pessoas e do planeta Terra. Ser um educador é tarefa cada vez mais desafiadora e necessária, pois igual ao Frankenstein, o homem está sendo engolido e massacrado pelas próprias invenções e atitudes. Criamos nossos próprios monstros. Para onde estamos marchando? Contra o que estamos brigando? Nessa guerra da intolerância, em que não se dá espaço para o outro, paga-se com a violência, a depressão, o stress, e por aí vai. Queremos que tipo de mundo? Queremos quantidade ou qualidade de vida? Queremos ter ou ser ? Bem, são alguns pensamentos que deixo para que não passe em branco esse dia. Namastê!

26 abril 2015

Leitura de Livros-imagem



Escolhi para trabalhar com a Galerinha da Educação Infantil,   na 12ª Feira do Livro  da minha escola, uma obra só com imagens Brinquedos   , de Andre Neves. Uma das crianças comentou "A mamãe falou que não tem escrita". Entendi que será necessário esclarecer que esse detalhe não faz do livro inferior, mas exige uma "leitura diferente".  Diante disso fui buscar  algum material para fundamentar  meus argumentos e encontrei  na Revista Educar para  Crescer um artigo sobre o Livro-Imagem, inclusive com sugestões de alguns  indicados por especialistas. Segue abaixo  parte do texto.

Quanto tempo você demora para ler uma página de texto? E para "ler" uma imagem? Achou estranho, né? "Durante muito tempo, ilustrações serviram para tornar o texto mais palatável e visível ao leitor", explica o escritor e ilustrador Odilon Moraes. Nesses livros, as ilustrações são apenas decorativas, com a função de reforçar o que as palavras já disseram. Já os chamados "livro ilustrado" ou "livro-álbum" são diferentes. Neles, as imagens possuem lugar de destaque, devem ser "lidas" em relação ao texto e enriquecem seu sentido. É preciso bem mais do que uma olhadela para desvendar seus múltiplos significados. Os livros-imagem, aqueles sem palavras, levam essa ideia à máxima potência. Dispensando o texto escrito, contam a narrativa apenas com ilustrações. 

A leitura de um livro-imagem é diferente do livro com palavras. "O livro-imagem está mais próximo do mundo das artes plásticas e do cinema do que da literatura. Cada imagem pode ser apreciada como parte de uma sequência, um frame de um filme, como uma pintura em uma parede de uma galeria", descreve Renato Moriconi, também escritor e ilustrador. 

Como ler um livro sem palavras?
Com as palavras ausentes, outros elementos do livro ajudam a construir a história. É essa composição que o leitor deve "ler". "A ausência de palavras permite que se explore detalhes dos traços, das cores utilizadas, da técnica empregada, da ocupação do espaço na folha, da materialidade do livro", diz Sandra Medrano, mestre em didática pela Faculdade de Educação da USP e coordenadora pedagógica de projetos de formação em alfabetização e leitura na Comunidade Educativa CEDAC.

Tanto Odilon Moraes quanto Renato Moriconi concordam que nenhum elemento está por acaso em um bom livro-imagem. "Preste atenção em cada detalhe, cada centímetro do livro. O estilo da imagem, o formato do livro, o tipo de papel, as cores...", recomenda Renato. Para ele, o livro sem palavras mostra a história em vez de contá-las. "Uma "história mostrada" requer um tipo de atenção diferente de uma "história contada", tanto para ler quanto para a criar", diz, "É uma obra pra ser lida com os olhos e com as mãos também. Tocar, mudar suas páginas, virar o objeto de cabeça pra baixo... Tudo isso faz parte do processo de leitura de alguns desses livros. Tudo nele é comunicação". Odilon também ressalta o papel do autor: "ele constrói tudo, planeja todos os detalhes. Os elementos não são gratuitos, se você investigar, vai achar um sentido para eles." Apesar de não se tratar de uma linguagem subjetiva, Odilon rejeita a ideia de que cada um deve interpretar as imagens como quiser. "O livro-imagem é uma surpresa, claro, mas existe uma história pensada, o autor pensou em como contá-la com desenhos. Em um bom livro imagem, tudo está amarrado", diz.

Para todas as idades
O livro-imagem pode ser uma boa alternativa para despertar o interesse por livros. "Quando as crianças são menores, as imagens podem ser muito atrativas e portanto o livro-imagem pode aproximá-las desse universo. Mas é preciso considerar que a formação do leitor é um processo, não pode se limitar a um tipo de livro", orienta Sandra Medrano.

Não há regra para ler um livro imagem com seu filho. Ora a criança pode ter a iniciativa de contar a história, ora o pai assume esse papel. Para Sandra, a relação com o pai ou a mãe nos momentos de leitura é sempre um ponto a mais para a aproximação das crianças com a leitura e os livros. "O importante é seja um momento envolvente e verdadeiro", aconselha.

Ainda que seja uma ótima opção para as crianças que ainda não sabem ler, a exuberância do livro-imagem não encanta apenas os pequenos. "O livro-imagem não pertence somente ao mundo infantil. Pode-se falar de qualquer tema e para qualquer idade por meio desse tipo de obra", aponta Renato Moriconi.

O Educar para Crescer pediu aos entrevistados que indicassem alguns títulos para curtir em família. Veja quais são clicando aqui. 


Caro leitor, tens algum livro imagem para indicar, além desses? 

Filmes Infantis com temática ambiental

Encontrei no blog Não Pule da Janela  uma relação de excelentes filmes infantis para trabalhar a consciência ambiental e incentivar a mudança de práticas no dia a dia.  Alguns deles eu já vi e outros ainda pretendo ver. Fica a dica!

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1. O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida

Acho que vi esse filme no mínimo umas 100 vezes no último 1 ano. Helena é completamente doida por esse filme e houve épocas que ela via o filme ad infinitum e nós vivíamos cantando a música. Era Let It Growwwww 24 por dia – sim, é muito parecido com a do Frozen e chiclete com o mesmo potencial.
Mas para nós é o melhor filme infantil para discutir destruição, conservação e restauro do meio ambiente, e ainda tem pitadas geniais de como a indústria se beneficia e distorce nosso senso do que é correto. O filme é baseado no livro do Dr. Seuss, que foi um cartonista e desenhista americano responsável por personagens como O Gato de Cartola, Grinch e Lorax. Procurem livros dele, é fantástico!
No filme temos Ted, um menino com ótimas intenções: conseguir um beijo da garota que gosta, mas ela é uma ativista [yey!] e completamente apaixonada pela história das Trúfulas, árvores que foram extintas antes dos jovens personagens nascerem. Então acompanhamos a busca de Ted pela última Trúfula e o retorno ao passado de Thneedville, a cidade feita de plástico onde as árvores são mantidas com pilhas.
Retornamos na história do filho rejeitado que busca a aprovação da mãe. Um dia ele resolve partir em busca de um futuro melhor – leia-se: impressionar a família – e descobre uma linda floresta de Trúfulas; no primeiro momento ele fica maravilhado, mas já vai logo tirando o machado e cortando uma das lindas árvores para fazer um “lindo” e super prático tecido. Nessa chega Lorax, o Guardião da Floresta, que entra de forma triunfal para colocar nosso Umavez-ildo no lugar. Só que a ambição humana é implacável e isso fica muito evidente durante o filme, que tem músicas fantásticas, uma animação linda e um dos melhores roteiros que já vi.
O estúdio que criou O Lorax para os cinemas, Illumination Entertainment, é o mesmo do Meu Malvado Favorito, então corre e vai lá ver.
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2. Nausicaä do Vale do Vento

Esse filme é uma das obras primas de Hayao Miyazaki, diretor e roteirista japonês responsável pelo Studio Ghibli, lugar onde nascem os filmes mais lindos do mundo. Se você nunca ouviu falar em nenhum desses dois nomes, corra procurar sobre e veja todos os filmes com seus filhos.
Dias de Fogo é um evento conhecido por ter destruído o ecossistema da Terra e a civilização humana. Os que restaram do grande evento de esforçam em conseguir sobreviver, já que o clima e as condições são áridas e a população teve que recorrer a tecnologia para se manter, isolados em pequenos impérios.
Nausicaä é uma princesa de um pequeno império no Vale do Vento, que além de tentar conter as investidas de outros reinos, também estuda uma floresta chamada Mar da Corrupção, cheia de plantas e insetos gigantes, onde o ar é tóxico e tem devastado todo o planeta com seus danos. Ao contrário do restante da população, Nausicaä se sente fascinada pela floresta e acredita que ela possuí belezas, mesmo depois dos danos terem causado a morte de quase toda a sua família.
É uma história linda sobre o quão nocivo podem ser os danos causados pelos seres humanos na natureza, mas que nem tudo está perdido. E foi a primeira produção do Hayao Miyazaki, já que enquanto a Disney lançava sua Branca de Neve, os japoneses do outro lado do mundo mostravam que meninas podiam ser cientistas e voar!
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3. WALL-E

Eu choro com esse filme, eis a realidade. É a animação que vi mais vezes sem ser coagida pela minha filha.
É uma animação da Pixar [amamos eles] e foi dirigido pelo mesmo diretor de Procurando Nemo, que também aconselhamos ver.
A história se passa num futuro distante onde a Terra está destruída e soterrada em lixo. Tudo isso aconteceu por nosso cultura consumista, que engoliu, processou e vomitou até que o planeta estivesse sem recursos naturais e com tranqueiras empilhadas sobre tudo; e claro que isso aconteceu com a ajuda de uma megacorporação, a Buy-n-Large , que também foi a responsável pela retirada da população humana da Terra até ela se “restabelecer”. Nossa sociedade começou a viver em naves no espaço, sedentários, se alimentando de porcarias, até que se viram impossibilitados de caminhar. É chocante ver em uma animação nossa sociedade espelhada de forma tão honesta. Realmente chega a causar angústia, pois parece [ou será] que esse é o nosso futuro.
Nós começamos a acompanhar a rotina de WALL-E, um robô coletor de lixo que vive na Terra, sozinho, sendo fofo. Até que um dia chega a EVA, outro robô, mas nesse caso ela foi enviada para buscar vida na Terra… e calha que WALL-E tem surpresas. E assim começa a aventura, com nosso robô fofo correndo atrás da super high tech.
É minha produção preferida da Pixar, não só por colocar todas as métaforas de forma genial, mas porque eles conseguiram criar um personagem que não fala nada além do próprio nome e “EVA” e mesmo assim é expressivo e carismático. WALL-E é o aluno nerd do fim da classe que você quer abraçar – e de quebra ele ajuda a salvar a humanidade.
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4. Minúsculos [Minuscule – La vallée des fourmis perdues]

Essa linda e bem escrita produção francesa não fala diretamente sobre o impacto humano no meio ambiente, mas conta a história de uma guerra entre formigas com riqueza bélica, tática e de humor quando uma cesta de piquenique é abandonada.
Um casal saí correndo quando a mulher entra em trabalho de parto e deixa toda a comida do piquenique no local, gerando a trama dessa animação que dura poucos minutos, não tem nenhum diálogo, mas deixa nosso coração cheio de ensinamentos de trabalho em equipe, generosidade e como decisões humanas podem impactar na vida de outros seres, mesmo sendo “apenas” formigas.
Nossa Joaninha-macho que toma partido na guerra é acolhida de forma muito divertida pelo grupo e se vê engolida por forças mais potentes que seus curtos braços. É um daqueles filmes para se assistir junto com a família e além de se deliciar com uma arte realmente bem produzida, ver uma versão dos filmes com formigas muito bem feita e didática quando discutida.
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5. O Mundo dos Pequeninos

Esse filme é do diretor Hiromasa Yonebayashi, que fez uma linda adaptação do livro The Borrowers, da escritora Mary Norton, que publicou a história dessas pequenas pessoas em 1952.
O filme conta a história de Arrietty e sua família, pequenos seres que parecem pessoas normais, mas com 10cm de altura, e que vivem no assoalho de uma casa em Tóquio.  Com a chegada de Sho, um garoto doente, uma amizade um tanto inusitada nasce entre eles. Durante toda a história a sensação é que os Barrows são seres da natureza, talvez uma releitura das “fadas”, mas que se viram forçados a habitar pequenos lugares a medida que a civilização domesticava animais e se espalhavam em locais intocados. Mas infelizmente eles não estão seguros nem dentro da própria casa, já que quando um dos adultos descobrem que a casa pode estar sendo habitado pelos “pequenos intrusos” começa uma guerra em busca de extinguir Arrietty e sua família.
É um filme muito lindo, com uma histórica tocante e com uma narrativa que foge da fórmula americana. Deixa ainda mais a sensação de que os intrusos são os seres humanos, já que forçam todos os seres a se habituarem com seus gostos e sonhos, e nunca o contrário, aceitando a ordem natural da natureza.
ONCE UPON A FOREST, Cornelius, Russell, Abigail, Edgar, Michelle, 1993, TM and Copyright (c)20th Century Fox Film Corp. All rights reserved.

6. Era uma Vez na Floresta

Esse filme foi a minha infância, mas apesar de sempre ver Ferngully em vários lugares como filme que discute conservação do meio ambiente, esta obra incrível dirigida por Charles Grosvenor nunca está em lado algum.
Abgail, Edgar e Russel vivem felizes numa floresta, tal como um rato, uma toupeira e um ouriço devem viver. Eles são amigos e seguem sua rotina como sempre, até que um dia um homem chega na floresta espalhando gases tóxicos e adoece Michelle, amigas deles. Então começa a busca do três amigos, junto com o Tio Cornelius, de uma forma de salvar Michelle e a floresta.
É um daqueles filmes antigos, de 93, que contam fábulas de uma forma simples e divertida. Até hoje não entendo porque se fala tão pouco nesse filme, mas recomendo para todo mundo.
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7. Princesa Mononoke

Mais um do Hayao Miyazaki! E esse é meu filme preferido dele, porque temos um japão onde os seres humanos convivem com deuses da natureza e suas forças que trazem destruição para florescer a vida.
Somos apresentados ao Príncipe Ashitaka, que após matar o terrível deus-Javali se vê amaldiçoado pelo mesmo. Angustiado, ele foge da mesma aldeia que lutou tanto para defender e nesse longo caminho acaba por conhecer San, a Princesa Mononoke.
Numa aldeia está sendo travada uma luta e do lado dos deuses-animais está San, que foi adotada e criada por uma tribo de deuses-lobos. Seu ódio pelos seres humanos que estão destruindo a natureza é enorme e ela com o tempo foi se esquecendo do seu lado humano, até o seu encontro com Ashitaka.
E nisso a história se desenvolve, entre uma guerra entre a civilização que quer se estabelecer e a natureza, e seus protetores, que lutam incansavelmente contra a destruição.
Colocamos aqui os filmes que acreditamos que não são abordados com frequência, mas recomendamos também:
Irmão Urso, Vida de Inseto, Reino Escondido, Tainá – Uma Aventura da Amazônia, Mogli – O Menino Lobo, Procurando Nemo, Rio [1 e 2] e A Fuga das Galinhas.

27 março 2015

Tecnologia no Ensino Infantil

 Algum tempo atrás  dei meu pitaco nessa matéria que só agora encontro via Google.

As crianças das novas gerações já nasceram "plugadas" no universo digital. Desde pequenas sabem usar o computador, acessar a internet, manusear uma câmera digital ou um telefone celular. Além de serem instrumentos de comunicação e entretenimento, essas ferramentas tecnológicas também são importantes aliadas do ensino, desde a educação infantil.


"Se o papel da escola é preparar para a vida e a tecnologia faz parte da vida, a escola precisa preparar os alunos para lidar com ela desde cedo", afirma Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional. Mas, para ser eficiente no ensino, a tecnologia precisa ser usada com objetivos pedagógicos bem definidos. De nada vale a escola ter salas equipadas com telão para a projeção de vídeos se os filmes exibidos não tiverem relação com o conteúdo estudado. Da mesma forma, em casa, o computador pode ser usado para aprender, mas também pode ser um perigo caso a criança seja deixada sozinha navegando pela internet, sem supervisão. Veja abaixo as dicas dos especialistas e saiba como usar a tecnologia em favor do aprendizado do seu filho.
Mesmo quando as crianças são bem pequenas e ainda não sabem ler ou escrever, o computador já pode ser utilizado como ferramenta de ensino, tanto na escola como em casa. "Jogos no computador, desenvolvidos para essa faixa etária, podem ser úteis para o exercício de estratégias e da imaginação. Também no computador as crianças podem desenhar, colorir, assistir histórias animadas, fazer pesquisas, etc", diz Maria Elizabeth Almeida, professora de tecnologias na educação e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Vai precisar sim. "O uso de tecnologias não vem para substituir materiais concretos, como o papel, mas para trazer novas contribuições. Jogos ao ar livre e atividades como recortar, colar e desenhar continuam sendo importantíssimas para a educação infantil", diz Maria Elizabeth Almeida, professora de tecnologias na educação e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Nessa faixa etária as crianças não conseguem reter por muito tempo a atenção nem no computador e nem em atividades de outra natureza, conforme explica Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional no Colégio Dante Alighieri, de São Paulo. Uma sugestão para que as crianças não se cansem das atividades, seja no computador ou fora dele, é dividir as turmas em grupos e realizar rodízios de atividades. Se a classe está estudando sobre cores, por exemplo, um grupo pode ir para o computador para colorir enquanto outro grupo vai fazer pintura com tintas no chão e outro grupo vai desenhar no papel. "Depois de algum tempo, é realizado rodízio, para que todos tenham a oportunidade de ir ao computador, pintar no chão e desenhar", explica Valdenice.
O aprendizado por meio da tecnologia vai além o uso do computador. Desde que haja um objetivo pedagógico bem definido, as crianças podem, por exemplo, aprender quando assistem a filmes, quando tiram fotografias ou participam da produção de vídeos. Mas atenção: para que a atividade tenha a função de ensinar, não basta exibir aleatoriamente um desenho animado ou filme. Ele deve trazer um contexto que sirva depois para uma discussão ou reflexão. Pedir que a criança fale sobre o que acabou de assistir a ajuda a exercitar sua capacidade de análise, argumentação e compreensão de conteúdos. "Quando aconteceu a Rio + 20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho, no Rio de Janeiro), a gente trabalhou em sala de aula questões ambientais como a do lixo. Depois produzimos um vídeo em que as crianças foram convidadas a falar sobre o futuro que elas querem, de forma bem espontânea. O vídeo foi divulgado no blog que temos e que pode ser visto pelos pais. Dessa forma, a tecnologia se transformou também em um meio de comunicação da escola com os pais, para que eles também possam participar da vida escolar dos filhos", conta Marli Lenir Dagnese Fiorentin, professora de educação infantil e orientadora no uso das tecnologias do Colégio Estadual Pe. Colbachini, de Nova Bassano, no Rio Grande do Sul.
Sim. Pesquisar junto com seu filho um assunto no computador, por exemplo, pode tanto ajudá-lo a aprender como proporcionar um momento de convivência importante para a criança. "As crianças dessa faixa etária estão descobrindo o mundo e qualquer coisa, qualquer objeto pode se transformar em um assunto de investigação importante para elas", diz Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional no Colégio Dante Alighieri, de São Paulo.
Mesmo que a criança ainda seja pequena e não saiba ler ou escrever, vale desde cedo dar a ela orientações de como usar o computador e a internet com segurança. "Os mesmos valores que passamos a nossas crianças no mundo real devem valer para o mundo virtual", explica Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional no Colégio Dante Alighieri, de São Paulo. "Assim como a criança não deve falar com estranhos na rua, não deve falar com estranhos no mundo virtual. Da mesma forma que não dá informações da família a estranhos no mundo real, não deve dar no mundo virtual", diz Valdenice. As atividades das crianças no computador devem ser sempre monitoradas, em qualquer faixa etária.



Fonte: Educar para Crescer 

22 março 2015

Água: um direito básico ou um bem em extinção?

Alunos do Colégio E. Pe  Colbachini, com apoio da escola, implantam projeto de captação da água de chuva.

No DIA MUNDIAL DA ÁGUA, hoje, não temos nada a comemorar, muito para refletir e urgência em tomar atitudes "concretas". Mas infelizmente a grande maioria das pessoas não está preocupada de fato com a tragédia anunciada para um curto espaço de tempo e que compromete a vida da próximas gerações e até mesmo a nossa. Vale a pena ver estatísticas sobre o assunto. Nessa matéria, veja mais detalhes. 
Uma bela iniciativa que deveria inspirar mais pessoas é a do projeto Água + que um grupo de alunos do Colégio E. Pe. Colbachini, onde trabalho, concretizou, captando água da chuva em cisternas que abastecem os banheiros da escola.
A água já é o bem mais precioso do Planeta Terra, que deveria se chamar Água pela quantidade, mas pouquíssima pode ser aproveitada para consumo e muitos não tem acesso ao que deveria ser natural e básico. As próximas gerações verão guerras por causa da disputa pela água. E o que nós estamos fazendo para evitar isso hoje?