20 Dezembro 2009

Boas Festas

A todos os meus amigos visitantes desejo um ótimo Natal e virada de ano. Que 2010 possamos nos encontrar aqui ou por outros caminhos que a vida oferecer, partilhando o melhor de cada um. Obrigada por tudo.

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17 Dezembro 2009

Editores de Imagem On line

Deixo aqui uma dica bem bacana do Portal Poie. São indicações de 10 sites para editar fotos online, colocar efeitos, bordas, etc. O legal é que não precisa ter os programas instalados. Acesse aqui e divirta-se!

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16 Dezembro 2009

O futuro do magistério


A matéria abaixo vem do Correio do Povo. Reproduzo aqui para que todos reflitam a situação difícil em que os professores gaúchos (não só) se encontram. Todos sabem que eu sou uma professora dedicada e até com vários prêmios. Mas segundo esse projeto, se aprovado, eu sou uma das que não terão um centavo de aumento. Não estou dizendo que por causa disso eu trabalharei com menos amor e dedicação. Estou afirmando que estou cansada, que mereço e preciso ganhar mais.

Como gosta de dizer Edgar Morin, citando Pascal, o contrário de uma verdade profunda pode não ser um erro ou uma mentira, mas outra verdade profunda. O magistério estadual entrará em greve na próxima terça-feira. É verdade que essa medida extrema trará prejuízos para alunos e pais. Mas é verdade também que o magistério não tem saída. Se a sociedade não se mobiliza para valorizar o magistério, resta ao magistério se mobilizar para interpelar a sociedade. O governo tenta jogar pais e alunos contra professores numa chantagem clara e banal.

Os salários do magistério são baixíssimos. É inadmissível que aqueles que devem alfabetizar e formar nossas crianças e jovens ganhem tão pouco. Muita gente ataca o CPERS para desqualificar as demandas dos professores alegando que as ações do sindicato têm viés político-partidário. Pode ser. Mas essas criticas, em geral, também têm viés político-partidário. São motivadas por um antipetismo ou por um antiesquerdismo visceral que não perde oportunidade para se manifestar e não quer entrar no mérito das questões em jogo. Desta vez, o CPERS tem razão. O plano de valorização do governo para o magistério é, na verdade, um plano de desvalorização. Em lugar de adotar um piso (salário inicial sobre o qual devem incidir todas as vantagens da carreira), prefere um abono, o que levará parte da categoria para um salário maior e deixará outra parte com salários congelados.

O governo tem usado uma estratégia pesada de comunicação, apoiado por boa parte da mídia conservadora, com o objetivo de desqualificar os ganhos do magistério. Por que pagar vantagens por tempo de serviço? Para estimular as pessoas ao longo do tempo. Professores, assim como jogadores de futebol, são pessoas que precisam de incentivos. Essas vantagens servem, ao mesmo tempo, para melhorar parte dos salários, que são baixos, sem precisar melhorar o todo. É uma maneira homeopática de corrigir o que é apresentado como incorrigível. Talvez a licença-prêmio tenha ficado anacrônica. Ela pode muito bem ser substituída por licenças para cursos de atualização. É preciso que isso seja regulamentado, valha para todos e não dependa da boa vontade dos chefes.
Por enquanto, o governo quer transformar o pouco em menos ainda. Aproveita-se da mídia amiga para jogar a população contra os professores, a quem não dá alternativa e nos quais tenta colar o rótulo de radicais ou até de vagabundos. Ao jogar com a palavra piso, que não entende como salário inicial sobre o qual se acrescentam as vantagens da carreira, contrariando lei federal, induz a sociedade a pensar que pretende dar um piso de R$ 1500 enquanto o CPERS, num surto de birra, estaria lutando por R$ 950. Ou seja, o CPERS estaria propondo greve para ter menos. O único argumento plausível do governo seria provar que não pode dar o piso (salário inicial) de R$ 950. Não basta dizer que isso quebraria o governo. Precisa discutir prioridades.
Para quem está achando isso abstrato, aqui vai o e-mail que me enviou a professora Lea Camelo: “O básico hoje, já incluindo a lei Britto, é de 640,00 para 40 horas. O governo paga como piso R$ 860,00, que passará para 1500,00. Acontece que todas as vantagens são calculadas sobre esse básico miserável de R$ 640,00. Veja bem: eu tenho pós graduação, tendo 100% sobre o básico, que fica em R$ 1280,00, abono de R$ 85,00, mais três triênios de R$ 192,00. Então eu com pós e 10 anos de magistério recebo bruto R$ 1557,00. Um professor só com segundo grau, em inicio de carreira, receberá R$ 1500,00 Esta sendo feito um nivelamento por baixo. O Plano de Carreira foi criado para estimular o professor a se qualificar, mas, te pergunto, que estimulo é esse se todos vão ganhar quase o mesmo? O governo argumenta que o CEPRS não quer o aumento. Eu sei que eles só fazem politicagem, mas agora eles estão com a razão. O governo argumenta que quer aproximar os salários de quem ganha mais dos que ganham menos e que não mexe com o plano de carreira, mas é uma mentira, pois o básico continuará nos mesmos R$ 640,00. Os R$ 1500,00 serão completados com uma parcela autônoma e nesse governo não recebemos nem um tostão de aumento fora a lei Britto”. Está claro?
Em resumo, o governo gaúcho que dar um abono para que nenhum professor ganhe menos de R$ 1500. Quem estiver ganhando isso ou mais do que isso não terá um centavo de aumento. O governo estadual chama de “piso”, algo que aparece até na linguagem da professora Lea Camelo, o básico (atualmente em R$ 640 para 40 horas) mais um abono (resultando em R$ 860), mas as vantagens incidem apenas sobre o básico (R$ 640). O piso estabelecido por lei federal (salário inicial sobre o qual incidem as vantagens) é de R$ 950. Yeda Crusius foi ao STF para não pagar esse piso-básico. Não poderia agora querer pagar R$ 1500. Quer manter o básico em R$ 640 e aumentar o abono, o que, embora melhorando a vida de uma parcela do magistério, representará uma enorme economia para os cofres públicos às custas do professores. Simples assim.
Com o abono do governo a professora Lea Camelo não ganhará um centavo de aumento. Se o piso-básico saltasse de R$ 640 para R$ 950, valor sobre o qual incidiriam as vantagens, a professora Lea, que ganha atualmente R$ 1557, passaria a ganhar quanto? Calculem vocês. Uma pista: apenas os 100% de acréscimo sobre o básico (que tem de ser visto como piso) por ter pós-graduação já fariam o salário dela saltar para R$ 1900. Sacaram?


Postado por Juremir Machado da Silva - 13/12/2009 10:41 - Atualizado em 13/12/2009 11:12

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10 Dezembro 2009

Sobre Legislação Digital

Uma referência muito importante para quem usa a internet, especialmente para os educadores e pais, está no blog da pedagoga e advogada Cristina Sleiman, especialista em direito digital, que é fera no assunto. Cristina faz um trabalho com escolas, universidades e empresas para prevenção de responsabilidade jurídica e para contribuição de sua missão social e educacional , o que a mesma chama de Projeto de Educação Digital – ensinar para o uso ético e legal dos meios digitais.Além disso escreveu um livro e está preparando o segundo sobre o assunto. Não deixe de guardar o link e sugerir a mais pessoas, pois com o uso facilitado da internet hoje, estamos sujeitos a toda espécie de riscos, mas como diz Cristina, apesar da internet não ter um dono, existem leis que regem o seu uso e os infratores podem ser punidos. Acesse o blog aqui.

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28 Novembro 2009

Série Tecnologias digitais no Salto para o Futuro

Novamente a TV Escola lança uma série sobre tecnologias digitais na educação, no Programa Salto para o Futuro , que inicia nesse dia 30 de novembro e se estende até 04 de dezembro. A consultora da série é a competente Mary Grace Martins e tem também a participação de outros amigos que são fera no assunto. Com satisfação, vejo que participa também Gilda Helena Bernardino de Campos que coordena o curso de Especialização Tecnologias em Educação, da PUC Rio, que cursei em 2006/2007 . Outra série que a TV Escola produziu sobre tecnologias foi em 2005, quando eu também tive o prazer de participar mostrando as primeiras experiências com blogs educativos, quando tudo ainda era novidade . Fica passando um filme na cabeça e vejo quantas novidades e mudanças aconteceram de lá para cá e o potencial que a tecnologia tem para quebrar paradigmas e aproximar pessoas através da colaboração. Tomara que em breve essas possibilidades sejam mostradas também na televisão aberta. É uma pena que muitos colégios possuam o sinal de TV Escola e ela seja ainda muito pouco aproveitada como recurso na formação do professor e do aluno. Recomendo que assistam.

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22 Novembro 2009

A Nova Onda do Google



Vem aí uma nova ferramenta, Google Wave, que promete revolucionar a forma de comunicação na web, com várias funcionalidades, reunindo a um só tempo chat , compartilhamento de arquivos e edição de documentos, tudo em tempo real. Eu já recebi o convite , mas ainda estou estudando a ferramenta. É muita coisa para assimilar ao mesmo tempo, mas enfim, é preciso "pegar a onda". Fica aí a dica e logo veremos no que vai dar.
O vídeo acima, foi produzido por Afonso, estudante de computação da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro - RJ, Brasil.

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20 Novembro 2009

Lições do Rio Grande

Estou em Bento Gonçalves para a formação referente ao Projeto Lições do Rio Grande, que visa implantar um novo referencial curricular nas escolas estaduais, a partir de 2010. Sentada aqui no hall da Pousada Tasca, vejo a chuva cair e o frio começa a me gelar os pés, mesmo tendo "esquentado" com uma taça de vinho tinto. Bom encontar colegas de várias escolas, juntar nossas ideias, energia, dividir angústias que não são poucas e também dar umas risadas. O foco , porém é repensar a forma de dar aula, integrando mais as disciplinas e conteúdos, centralizando em três eixos todos os objetivos: ler, escrever e resolver problemas. Como primeira etapa, analisar o programa e aplicar experimentalmente aulas planejadas e distribuídas nos cadernos do professor e aluno. O material e a proposta são boas. O pior da história é ser tratado como novidade aquilo que já devia ser velho. Trabalhar o que faz sentido para o aluno, contextualizando, fragmentando menos o conhecimento, colocando o aluno como centro do processo deveria ser algo muito natural e lógico. Porém, mesmo sabendo que a realidade nem sempre é essa, sempre me espanto quando paro e vejo como isso ainda é utopia. Questões salariais e outras estruturais à parte, que dificultam a vida do professor por demais e precisam de solução urgente tanto quanto o currículo, não deveriam ser motivo para impedir um trabalho mais inovador. Mas às vezes o professor perde a motivação e resiste mesmo ao que é bom. Pena que a data escolhida para levantar essas discussões tenha sido infeliz. Final de ano, reta final, finalizando projetos em andamento, não favorece um bom começo. Mas espero que de tudo fique algo de bom , porque nossos alunos e nossa sociedade precisam de uma educação de qualidade independente do jeito que somos tratados como educadores. Nós somos imprescindíveis e fazemos a diferença para o melhor ou para o pior. Então que façamos o melhor e esperemos que haja consciência da parte de quem governa para nos amparar nessa missão difícil de educar. Penso que não há proposta nenhuma , nem governo nenhum que possa implantar mudanças, se elas não nascerem de dentro do professor, de sua postura ideológica, de seu testemunho de vida, de sua vontade e disposição de fazer seu aluno mais feliz enquanto propósito de vida.

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Um livro para Professores

Caio Riter, escritor gaúcho, vem escrevendo muito e cada vez agradando mais a seus leitores crianças e especialmente adolescentes. Agora está lançando um livro que segundo ele, foi escrito para professores. A Formação do Leitor Literário e na Escola , é uma leitura gostosa e que ao mesmo tempo gera discussões e chama para a leitura. Isso é o próprio Caio quem afirma lá no seu blog. Alguém duvida? Eu já estou muito curiosa para ler. Também lá no blog Caio nas palavras, Caio fez uma postagem carinhosa sobre uma experiência que vivemos juntos recentemente, mergulhando no cenário do livro lido, num passeio de Barco no Rio Guaíba. Confira aqui.

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15 Novembro 2009

Atividades de Final de Ano

Estamos na reta final. Cansaço. Recuperação de aulas aos sábados por causa da gripe A, é pra matar. A semana fica longa, o fim de semana curto. Para levantar o ânimo algumas atividades que venho realizando nesse fim de ano. Postei no blog do Debaixo de Mau tempo, meu projeto desse ano, a viagem que realizei para Porto Alegre, juntando o escritor do livro e os alunos leitores, num passeio de barco pelo cenário do livro. Foi 10. Espie lá no blog. Também estou incentivando a realização de um sarau de poesias e convidando a quem quiser participar de um desafio no blog Varal de Poesia . Afinal precisamos trabalhar um pouco mais nossa sensibilidade , nessa vida que levamos de forma apressada e indiferente.

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08 Novembro 2009

Não à Indiferença

Ontem assisti à formatura de minha sobrinha, em Assistência Social, na modalidade EAD, pela UNITINS, Universidade do Tocantins. O curso teve partes presenciais no pólo da minúscula cidade de Guabiju (cerca de 1.700 habitantes). Tamanho pequeno, mas com uma grande iniciativa de algumas pessoas que pensam pra frente e buscaram essa alternativa, enfrentando o descrédito inicial de muitos. Na abertura a mensagem do reitor através de conferência e um video que me emocionou e quero compartilhar. Ao dirigir-se aos formandos, lembrou que o trabalho é semear, sem pensar que a semente poderá não vingar, caindo em terrenos áridos. Sempre haverá também quem seja descrente do trabalho, que não acredita mais que o mundo tenha saída, mas o importante é semear. E para semear é preciso estar atento e sensível ao mundo. É preciso não atender aos apelos da indiferença. É essencial que saibamos olhar o outro e suas necessidades. E além de sensibilidade , tenhamos ação. Creio que isso não serve apenas ao assistente social , mas a qualquer profissional, especialmente ao professor. Embora a luta seja tão difícil e muitas vezes o cansaço pese(não só o físico) e tudo pareça perdido e sem razão ou solução (E agora , José?) temos de buscar forças. Onde, nem sei, quem sabe em Deus, mas é preciso. Abaixo, parte do vídeo usado na conferência.


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