27 março 2015

Tecnologia no Ensino Infantil

 Algum tempo atrás  dei meu pitaco nessa matéria que só agora encontro via Google.

As crianças das novas gerações já nasceram "plugadas" no universo digital. Desde pequenas sabem usar o computador, acessar a internet, manusear uma câmera digital ou um telefone celular. Além de serem instrumentos de comunicação e entretenimento, essas ferramentas tecnológicas também são importantes aliadas do ensino, desde a educação infantil.


"Se o papel da escola é preparar para a vida e a tecnologia faz parte da vida, a escola precisa preparar os alunos para lidar com ela desde cedo", afirma Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional. Mas, para ser eficiente no ensino, a tecnologia precisa ser usada com objetivos pedagógicos bem definidos. De nada vale a escola ter salas equipadas com telão para a projeção de vídeos se os filmes exibidos não tiverem relação com o conteúdo estudado. Da mesma forma, em casa, o computador pode ser usado para aprender, mas também pode ser um perigo caso a criança seja deixada sozinha navegando pela internet, sem supervisão. Veja abaixo as dicas dos especialistas e saiba como usar a tecnologia em favor do aprendizado do seu filho.
Mesmo quando as crianças são bem pequenas e ainda não sabem ler ou escrever, o computador já pode ser utilizado como ferramenta de ensino, tanto na escola como em casa. "Jogos no computador, desenvolvidos para essa faixa etária, podem ser úteis para o exercício de estratégias e da imaginação. Também no computador as crianças podem desenhar, colorir, assistir histórias animadas, fazer pesquisas, etc", diz Maria Elizabeth Almeida, professora de tecnologias na educação e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Vai precisar sim. "O uso de tecnologias não vem para substituir materiais concretos, como o papel, mas para trazer novas contribuições. Jogos ao ar livre e atividades como recortar, colar e desenhar continuam sendo importantíssimas para a educação infantil", diz Maria Elizabeth Almeida, professora de tecnologias na educação e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Nessa faixa etária as crianças não conseguem reter por muito tempo a atenção nem no computador e nem em atividades de outra natureza, conforme explica Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional no Colégio Dante Alighieri, de São Paulo. Uma sugestão para que as crianças não se cansem das atividades, seja no computador ou fora dele, é dividir as turmas em grupos e realizar rodízios de atividades. Se a classe está estudando sobre cores, por exemplo, um grupo pode ir para o computador para colorir enquanto outro grupo vai fazer pintura com tintas no chão e outro grupo vai desenhar no papel. "Depois de algum tempo, é realizado rodízio, para que todos tenham a oportunidade de ir ao computador, pintar no chão e desenhar", explica Valdenice.
O aprendizado por meio da tecnologia vai além o uso do computador. Desde que haja um objetivo pedagógico bem definido, as crianças podem, por exemplo, aprender quando assistem a filmes, quando tiram fotografias ou participam da produção de vídeos. Mas atenção: para que a atividade tenha a função de ensinar, não basta exibir aleatoriamente um desenho animado ou filme. Ele deve trazer um contexto que sirva depois para uma discussão ou reflexão. Pedir que a criança fale sobre o que acabou de assistir a ajuda a exercitar sua capacidade de análise, argumentação e compreensão de conteúdos. "Quando aconteceu a Rio + 20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho, no Rio de Janeiro), a gente trabalhou em sala de aula questões ambientais como a do lixo. Depois produzimos um vídeo em que as crianças foram convidadas a falar sobre o futuro que elas querem, de forma bem espontânea. O vídeo foi divulgado no blog que temos e que pode ser visto pelos pais. Dessa forma, a tecnologia se transformou também em um meio de comunicação da escola com os pais, para que eles também possam participar da vida escolar dos filhos", conta Marli Lenir Dagnese Fiorentin, professora de educação infantil e orientadora no uso das tecnologias do Colégio Estadual Pe. Colbachini, de Nova Bassano, no Rio Grande do Sul.
Sim. Pesquisar junto com seu filho um assunto no computador, por exemplo, pode tanto ajudá-lo a aprender como proporcionar um momento de convivência importante para a criança. "As crianças dessa faixa etária estão descobrindo o mundo e qualquer coisa, qualquer objeto pode se transformar em um assunto de investigação importante para elas", diz Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional no Colégio Dante Alighieri, de São Paulo.
Mesmo que a criança ainda seja pequena e não saiba ler ou escrever, vale desde cedo dar a ela orientações de como usar o computador e a internet com segurança. "Os mesmos valores que passamos a nossas crianças no mundo real devem valer para o mundo virtual", explica Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional no Colégio Dante Alighieri, de São Paulo. "Assim como a criança não deve falar com estranhos na rua, não deve falar com estranhos no mundo virtual. Da mesma forma que não dá informações da família a estranhos no mundo real, não deve dar no mundo virtual", diz Valdenice. As atividades das crianças no computador devem ser sempre monitoradas, em qualquer faixa etária.



Fonte: Educar para Crescer 

22 março 2015

Água: um direito básico ou um bem em extinção?

Alunos do Colégio E. Pe  Colbachini, com apoio da escola, implantam projeto de captação da água de chuva.

No DIA MUNDIAL DA ÁGUA, hoje, não temos nada a comemorar, muito para refletir e urgência em tomar atitudes "concretas". Mas infelizmente a grande maioria das pessoas não está preocupada de fato com a tragédia anunciada para um curto espaço de tempo e que compromete a vida da próximas gerações e até mesmo a nossa. Vale a pena ver estatísticas sobre o assunto. Nessa matéria, veja mais detalhes. 
Uma bela iniciativa que deveria inspirar mais pessoas é a do projeto Água + que um grupo de alunos do Colégio E. Pe. Colbachini, onde trabalho, concretizou, captando água da chuva em cisternas que abastecem os banheiros da escola.
A água já é o bem mais precioso do Planeta Terra, que deveria se chamar Água pela quantidade, mas pouquíssima pode ser aproveitada para consumo e muitos não tem acesso ao que deveria ser natural e básico. As próximas gerações verão guerras por causa da disputa pela água. E o que nós estamos fazendo para evitar isso hoje?


14 março 2015

Somos sujeitos ou objetos?




            Quem me conhece bem sabe que sou bastante introspectiva e de poucas palavras. Penso muiiittooooooooooo antes de me manifestar sobre assuntos que penso que domino e nunca falo sobre o que não tenho conhecimento de causa. Fico abismada , assustada e incomodada com a falta de cuidado que muitas pessoas tem de abrir a boca ou mais precisamente, no espaço virtual, "mover os dedos". Sou a favor da democracia e das opiniões, mas que sejam fundamentadas em argumentos próprios e não em "achismos", induções, muito menos emitidas com violência e hostilidade.
           Estamos num momento histórico em que está muito difícil acreditar em alguém, politicamente falando. Os discursos são eloquentes e as caras de pau impressionantes. Diante de tantos discursos acalorados, cujos argumentos parecem sempre verdade,  o melhor é cada um se ater aos "fatos", analisar perdas e ganhos em suas próprias vidas e colocar na balança. Cada um sabe de si e onde o sapato aperta ou deixa de apertar. Os fatos falam por si. Estamos num momento de desesperança e incertezas, carentes de referências, mas de uma coisa eu tenho absoluta certeza: ditadura não desejo nunca mais. Nasci quase junto com ela e cresci vendo suas barbaridades, liberdades cerceadas e decisões tomadas à força de cima para baixo. 
         Por mais falha que seja a nossa democracia, ainda assim temos a liberdade para exigir mudanças e lutar por elas. Que todos os corruptos, de TODOS os partidos sejam responsabilizados. Impeachment? Na minha opinião, a emenda ficaria pior que o soneto. Como educadora, minha missão e manisfestação está em sala de aula, preparando e formando cidadãos íntegros, conscientes e críticos. 
            Que Deus olhe para o Brasil  e aconteça o melhor! 

11 março 2015

Cinco ferramentas para criar apresentações

Educadora indica programas que permitem visuais atrativos, criativos, divertidos e personalizados. Para baixar da internet.



                                                                  Por Laura Díaz *
A maioria de nós, docentes ou estudantes, faz exposições orais que requerem uma preparação prévia. É verdade que existem muitas estratégias para que essas apresentações sejam um sucesso. Mas você não acha que um bom suporte visual pode ajudar a capturar e manter a atenção de nossos ouvintes?
Na internet, podemos encontrar diversas ferramentas para fazer apresentações atrativas, criativas e até divertidas. Por isso, trago aqui cinco dicas legais, gratuitas e muto simples de usar.
business_10Prezi – Certamente muitos já ouviram falar desta ferramenta. O Prezi permite criar peças dinâmicas, nas quais, com um zoom, podemos nos mover pela apresentação, obtendo desde uma visão geral até o menor detalhe. Também oferece várias funcionalidades, como adicionar imagens, vídeos do YouTube, importar PowerPoints, entre outras. Se ficou interessado em saber mais sobre o Prezi, assista este tutorial, que ensina a usar a ferramenta em 15 minutos.
Powtoon – Sem dúvida, esta é a ferramenta mais divertida, por suas animações. Com Powtoon podemos criar vídeos e apresentações animadas de modo simples, adicionando texto, música, gravações, animações etc. A versão de teste é gratuita e é possível fazer quantas apresentações quisermos de no máximo cinco minutos. Há vídeos de exemplo no YouTube.
Emaze – Excelente ferramenta para apresentações, composta por templates em 2D e 3D de diversas tipologias. Tudo pode ser personalizado com textos, gráficos, imagens, áudios e vídeos baixados da Emaze, da internet ou do computador. Também é possível importar arquivos PPT e compartilhar os trabalhos realizados nas redes sociais.
Canva – Para criar desenhos geniais, colagens de fotos, imagens para Twitter e FB, cartões de visita e, claro, apresentações. A ferramenta oferece uma grande variedade de desenhos, tipografias, imagens e um mundo de recursos para criações personalizadas. As apresentações podem ser compartilhadas com outras pessoas, com a possibilidade de que elas editem, ou ainda descarregadas em formato PDF.
Haiku Deck – Os trabalhos feitos com sta ferramenta se caracterizam pela simplicidade e elegância. Sem dúvida a aiku Deck é indicada para quem quer uma apresentação bastante visual, pois seus slides se compõem unicamente de uma imagem ao fundo e dois blocos de texto. Existem vários desenhos disponíveis e uma ampla biblioteca de imagens temáticas. Também há a opção de carregar imagens de arquivos próprios. A ferramenta está disponível também para iPad.
O que achou? Estas ferramentas são apenas algumas das que podemos encontrar na internet. Se você conhece mais alguma, não hesite em compartilhar com outros professores e estudantes.
* Publicado no Blog Tiching  
Tradução: Áurea Lopes

Fonte : ARede.educa  ( http://www.arede.inf.br/cinco-ferramentas-para-criar-apresentacoes/ )

01 março 2015

Diferenças e tolerância



Todo mundo sabe que sou fã da tecnologia, é meu instrumento de trabalho e defendo sempre o bom uso na vida pessoal e profissional. Nisso estão incluídas as redes sociais. Mas elas tem sido, a meu ver, uma faca de dois gumes. Pelo amplo poder de abrangência que têm, rapidamente podem servir para o bem ou para o mal. Podemos construir ou destruir nossa imagem com extrema facilidade. Podemos espalhar ideias construtivas ,divulgar o que julgamos pertinente, instigar reflexões,usá-las como instrumento de democracia, discutindo posições que defendemos ou das quais discordamos. No entanto, o que observo é muito preocupante. Poucas são as pessoas que fazem críticas "imparciais" e têm tolerância com as diferenças. O que se vê em geral é a velha história da"maria vai com as outras". No que se refere ao sério momento político que estamos vivendo, temos aí um bom exemplo disso.Parece que as pessoas não conhecem ou não viveram a história, que aí está para ensinar a não repetir os mesmos erros. O problema em questão não é trocar o sujo pelo mal lavado, mas resolver os problemas na sua raiz, que estão na falta de ética e educação. Em cada cidadão que frequentemente comete pequenos ou grandes atos de corrupção no seu cotidiano e depois cobra dos outros idoneidade moral. É por isso que louvo a iniciativa do Grenal de hoje. Precisamos aprender a ser civilizados e conviver com as diferenças. Precisamos lutar, com paz. Precisamos mudar com consciência. Precisamos criticar com argumentos consistentes. O caminho é longo...