29 novembro 2011

Uma corrente solidária

Para contribuir, é só clicar em contribua já e doar qualquer quantia através do cartão.
Venho pedir aos meus leitores que colaborem nessa corrente para ajudarmos a professora Marise Martins Brandão, que reside em Barra do Piraí, RJ. Ela teve um AVC e está na UTI, necessitando de tratamento. Marise  participou comigo do projeto Voo BPF em 2007 e 2008. Desde lá sempre tivemos um contato muito próximo seja pela Internet, seja nos encontrando presencialmente nas  viagens em SP, RJ, Guatemala e China. O que posso dizer de Marise é que ela é uma guerreira pela vida e pela educação  e conheço sua luta para superar as dificuldades e lutar pelo melhor para seus alunos e sua família. Infelizmente, mesmo sendo uma educadora de alto nivel, com trabalho reconhecido e premiado internacionalmente, ela enfrenta dificuldades financeiras.   Por favor, quem puder contribua, não importa a quantia, que pode ser desde R$ 5,00 reais nessa página da vakinha ou na conta bancária em nome da filha dela, essa especialmente para a compra do colchão, que é urgente. . Que Deus ajude a todos e olhe pela Marise!

Fernanda Brandão de Paula
Banco do Brasil
Agência:0073- 6
Conta corrente 26063-0
CPF -  123 452 647-64 (para transferências on-line)

Transcrevo aqui  um relato da filha Juliana, no facebook.
 "Bom minha mãe esta abrindo os olhos mexe o braço direito e um pouquinho a perna direita muito pouco, tenta falar.. ainda esta na UTI, esta com trombose na perna esquerda ( lado paralizado) Hoje fui ve la e achei ela distante e desanimada não me acompanhou no olhar nem segurou minha mão, os batimentos estavam acelerados desde cedo por volta de 118 e a respiração que geralmente ficava por volta de 21 estava em 40.
  E esta com muitas feridas pelo corpo por causa de ficar muito tempo deitada, a médica disse que o ideal é o colchão pneumático, ainda mais porque se tudo correr bem ela sairá da UTI em uns 5 dias.. depois enfermaria fica uns 2 dias e vem para casa, porém não temos condições de comprar essi colchão que é em média 700,00 reais, pois somos apenas eu e minha irmã, fora todos os outros gastos que iremos ter.. como fraldas, auxílio de um enfermeiro para nos orientar como dar banho e cuidar da alimentação ja que ela esta com sonda gástrica e medicamentos, bom estamos buscando o melhor para minha mãe ja que estão aparecendo muitas feridas e escara pelo corpo dela e a tendencia é só piorar, se alguém souber de um que possa emprestrar, doar ou fazermos uma "vaquinha" para comprar esse colchão me avise! Obrigada pelo carinho de todos e vamos continuar rezando pela recuperação dela! by Juliana Brandão"

Eu e Marise, na Guatemala, em 2008, recebendo o prëmio Microsoft


14 novembro 2011

Dia Nacional da Alfabetização

Cartum de Silvano Mello, P/ Dia da Alfabetização
Ler e escrever é muito mais que decifrar letras e palavras. É compreender o que está nas suas entrelinhas. Como uma criança aprende a ler? Qual o melhor método? São tantos que foram sendo adotados ao longo do tempo, ora prestigiados, ora menosprezados. Montessori, Vigotsky, Piaget, Emília Ferreiro, Paulo Freire e outros tantos se dedicaram a pesquisar os mistérios que envolvem a construção da leitura e escrita. Meu pai nunca ouviu falar em nenhum deles, mas foi com sua ajuda que eu comecei a ler antes de ir para a escola. Ironia: meu pai, em oito anos de  escola, nunca aprendeu a ler formalmente, embora, fosse muito bom na leitura de mundo. Ao ver esse cartum de Silvano Mello, feito para a ANJ, especialmente para ilustrar o Dia da Alfabetização, emocionada, lembrei dele  (ele partiu há poucos dias, numa viagem sem volta) , que me trazia jornais doados por um amigo e nas suas manchetes eu aprendi a ler. Depois  foram pilhas e pilhas de gibis. Lembro que devorava as revistinhas, me deliciando com os safados Irmãos Metralha, o desastrado Pato Donald, o sovina Tio Patinhas e sua preciosa moeda número 1, Pateta, Mickey toda a turma Disney. Se alguém me perguntar qual foi o método de alfabetização através do qual me inseri no mundo das letras, não saberei dizer. Mas com certeza, foi vendo situações contextualizadas e histórias. E ler foi se tornando um dos meus maiores prazeres. No dia em que me despedi de meu pai, já sem vida terrena, eu lhe prestei uma homenagem que dizia:
"Pai, o senhor sempre gostou de fazer discursos quando tinha a família reunida. Mas hoje é o meu dia de falar. Não quero discursar, mas só te agradecer. Primeiro pelo meu bem maior: a minha vida, a de teus 8 filhos, 17 netos e 9 bisnetos. Segundo, quero te agradecer pela herança que nos deixou, que vamos guardar: teu exemplo de amor á família, ao trabalho e os valores que nos passou e que nenhum dinheiro pode comprar. Obrigado, pai, por ter se preocupado com cada um de nós até nos momentos finais de teu sofrimento, em que mesmo com o coração quase parando, achou força para deixar suas recomendações a seus filhos, netos e bisnetos. Obrigado pela dedicação  com mãe que sofre de DA, pelos cuidados, pelas noites mal dormidas. Vai em paz, descansa, que nós seguiremos com o senhor na lembrança e no coração. Até um dia, pai!"
Meu pai, mesmo analfabeto, de certa forma sabia ler, porque tinha a sensibilidade de perceber o que  acontecia ao seu redor.  Por isso no Dia Nacional da Alfabetização, quis compartilhar  minha história e provocar uma reflexão sobre as necessidades que envolvem o ler e escrever, além dos saberes científicos.

06 novembro 2011

Conjugando o Verbo Blogar

Escrevi especialmente para o Jornal Mundo Jovem, publicado na edição de novembro/2011.

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