28 setembro 2011

Curso Pesquisa na internet – vagas abertas

pesquisa
Estão abertas as inscrições para o curso Pesquisa na internet – o papel do professor.

O curso oferecido gratuitamente pelo portal EducaRede é dividido em trêes módulos, mais o módulo de ambientação. Leia mais informações aqui.

26 setembro 2011

Atividades do momento no VI E. I. Educarede

Participe das atividades virtuais gratuitas!


Maria do Carmo Branco e Mauricio Pereira, da editora Saraiva, contribuem para a discussão sobre o futuro do material didático.

Conheça a experiência da rede escolar de Santa Catarina, que usa a tecnologia para oferecer aos alunos experimentos reais nas aulas de ciências naturais.

Opine no fórum de discussão proposto por Mariana Maggio, especialista em teconologia educativa. (em espanhol) 

E vem mais por aí...

27 set Ao vivo! Tendências para educação integral - Maria Estela Bergamin (Cenpec) e Cleuza Repulho (Sec. Educação de São Bernanrdo e Undime)
28 set Ao vivo! Lixo eletrônico: desafios do século XXI - Maira Begalli, Felipe Fonseca e Marcelo Braz
29 set Ao vivo! Desafios da mobilidade: uso de laptops, tablets e celulares na educação - Renata Aquino e Edson Nascimento dos Santos
30 set Relações entre o Verbal, Visual e Sonoro na Era Digital: a influência dos novos suportes - Entrevista com Lucia Santaella

 Acesse e Participe



24 setembro 2011

VI Encontro Internacional Educared - Tenha uma atitude 2.0, participe!

Participe das atividades virtuais gratuitas! Tudo isso de graça , no VI Encontro Internacional Educarede. E nem precisa viajar até a Espanha ou qualquer um dos outros países participantes para interagir com educadores e trocar muitas ideias inovadoras. Tenha uma atitude 2.0! 
 
O Livro Didátido na Era Digital
Ana Teresa Ralston, da Abril Educação, Gabriela Dias, da editora Moderna, e Mary Lane Hutner, do Projeto Folhas, falam do futuro do material didático.



Usando a Fotografia nas Salas de Aula
Como trazer a fotografia para dentro da sala de aula e da realidade do jovem. As fotógrafas Thais Antunes e Lia Coldibelli mostram como aproveitar esse recurso.



Minha Terra
Conheça o projeto Minha Terra e interaja por meio do fórum de discussão sobre como as redes sociais podemaproximar as pessoas e auxiliá-las a compartilhar narrativas.



Oficina de Moodle
Participe do intercâmbio de experiências sobre o uso do Moodle. Manuel Rubia propõe um marco inicial para diferentes conteúdos e apresenta recursos e ideias de atividades.



Aconteceu já:

21 set O Livro Didático na Era Digital - Maria do Carmo Branco e Mauricio Pereira (editora Saraiva)
22 set
Experimentação Remota - Juarez Bento Silva
22 set
Ao vivo! Atitude 2.0 aprender é compartilhar - Ana Teresa Gavião, Gustavo Anitelli e Regina Helena Alves da Silva (UFMG)
23 set
Ao vivo! Protagonismo Juvenil - com Claudemir Viana, Maria Emilia Cappa e Pedro Markun







20 setembro 2011

A revista Veredas e os mil minicontos

Esse texto foi publicado no site  Digestivo Cultural pelo escritor Marcelo Spalding , que cita nele o meu miniconto.






Os leitores que me acompanham há tantos anos aqui no Digestivo sabem que não gosto de falar de mim, de meus livros, etc, mas me permitam nesta coluna contar a história da Revista Veredas, um site hoje dedicado ao miniconto que surgiu no longínquo ano de 1998 e dura até hoje, sendo uma referência no gênero. O surgimento remonta ao tempo em que eu ainda estava na escola, Ensino Médio, e ao lado de um amigo, Rodrigo Link, resolvemos editar uma revista de literatura para publicar os textos de nossos colegas de escola. O primeiro texto inédito, feito a quatro mãos, se chamava “100 coisas para fazer antes que o mundo acabe”, ironizando aquela histeria do fim do mundo na virada 99/2000. Bem, aquelas primeiras edições eram feitas em HTML no Bloco de Notas, depois em Front Page com seus inconfundíveis frames, hoje tão grosseiros.
Daí em diante, terminamos a escola, eu fui fazer Jornalismo, ele seguiu para a Física, mantive a newsletter primeiro semanal, depois mensal (um pouco inspirado no sucesso do Cardoso Online), e quando entrei no mestrado e comecei a estudar o miniconto resolvi mudar a cara da revista, convidando a querida Ana Mello para ser editora.
Certo, e por que lembrar disso agora? Acontece que nesse mês de agosto aconteceram dois fatos marcantes para a Veredas e para nós: primeiro, chegamos a 1000 minicontos publicados, textos dos mais variados autores, das mais variadas cidades, do Brasil e de Portugal. Todos os textos são enviados pelos próprios autores e, na grande maioria, são inéditos. Segundo: a revista Veredas foi parar nas páginas de um livro didático como referência de minicontos. Sim, foi no “Viva Português”, de Elizabeth Campos, Paula Marques Cardoso e Sílvia Letícia de Andrade, da Editora Ática.
Episódios como esse são interessante porque evidenciam como, aos poucos, aquela geração que conheceu fascinada a internet discada e montou os primeiros sites de cada assunto vai se tornando parte da história (são pessoas que navegavam no Netscape e faziam buscas no Altavista, participavam de chats no ZAZ e trocavam mensagem com amigos no ICQ). E como aqueles sites, antes marginalizados num sistema de comunicação de massa, têm se institucionalizado.
Voltemos ao Veredas de hoje e seus mil minicontos. O miniconto, como se sabe, é um gênero que encontrou grande aceitação na internet, onde tudo é muito rápido e as pessoas não têm tempo (ou paciência) para ler textos longos. Muitos perguntam qual o limite de tamanho do miniconto, mas prefiro não falar em limites, e sim pensar na necessidade do texto: se um texto pode ser completo e ainda causar um efeito no leitor com dez linhas, duas linhas, duas palavras, ótimo! Senão, sem problemas, vá adiante e faça um conto, o importante é não forçar, cortar, espremer uma história em determinado número de linhas apenas por questões formais.
Entre os mínis do Veredas há alguns bem curtos, como um dos destacados pelo livro:

NÃO FICAREI SOZINHA, de Eduardo Oliveira Freire
A boneca escondeu-se na mala onde estava guardado o enxoval de casamento da amiga.
CLIMA, de Tamara Rosa
Ela chuva, ele sol.
Este último, aliás, foi produzido por uma aluna da escola Ruben Darío, de Sapucaia do Sul, o que nos deixa muito satisfeito, pois além de editar a Revista, a Ana Mello e eu (além da Laís Chaffe) promovemos diversas oficinas de minicontos, inclusive uma inesquecível no SESC Copacabana (Rio de Janeiro) de onde saiu essa pérola:
DEPOIS, de Fábia Schnoor
Gostava que mexessem em seus cabelos.
Lembrava que estava vivo e de como a infância e o câncer tinham ficado para trás.
Gosto muito desses mínis curtos, certeiros. Cortázar dizia que enquanto o romance vence por pontos, o conto vence por nocaute. Pois o miniconto deve vencer por nocaute no primeiro soco do primeiro round.
CONSOLO, de Valesca de Assis
Às vezes a mãe fica nervosa e me põe de castigo e me chama de menino malvado. Então, antes de chorar, tiro do bolso um papelzinho onde ela limpou o batom e beijo o beijo dela.

ALÍVIO, de Marli Fiorentin
Ana acordou num sobressalto de madrugada. Ainda meio adormecida, custou a entender, em meio a vozes alteradas e choros: "Pedro morreu". Escorregou devagar para baixo das cobertas. Imóvel, respiração presa, temia ouvir que tinha sido engano. Era bom demais para ser verdade.
Esse primeiro soco pode demorar um pouco mais, exigir alguma atenção para fisgar o leitor, até porque fazer rir é mais fácil do que emocionar. Vejamos esse exemplo de Leonardo Brasiliense, um premiado minicontista e frequente colaborar da Veredas:
SOLIDARIEDADE, de Leonardo Brasiliense
Numa esquina da avenida mais movimentada, às sete da noite, o sinal fica verde, entretanto a carroça do papeleiro não se mexe. Os motoristas começam a buzinar. O papeleiro agita as rédeas, faz um som esquisito com a boca, e nada adianta. O cavalo empacou. Os motoristas, já numa fila de incontáveis faróis e buzinas, com o que lhes resta de forças depois de mais um dia cansativo e estressante em seus escritórios e repartições, gritam, xingam, amaldiçoam. O papeleiro, por sua vez, com o que lhe resta de fôlego depois de mais um dia de sol pelas ruas da cidade, os braços fracos de abrir lixeiras desde as seis da manhã, desce da carroça empunhando um cabo de vassoura e grita, bate, espanca. E o cavalo, com o que lhe resta de si depois de mais um dia que ele nem sabe que passou, com a fome de hoje somada à de ontem e anteontem que o deixam lerdo e confuso, ajoelha-se, de olhos fechados, como quem reza para morrer.
Ou este, de Wilson Gorj, outro contumaz escritor de minicontos, colaborador do Veredas e autor de diversos livros:
INFLÁVEL, de Wilson Gorj
Só transava com prostitutas. Na milésima transa, algo espantoso aconteceu. De repente, sentiu o corpo esfriar, mas de tal maneira que sua parceira acreditou tê-lo matado de prazer. O homem não se mexia mais: boca e olhos abertos para o nada.
Acabara de sofrer uma transmutação. Sua pele mudara de textura. Parecia borracha.
No lugar de músculos, apenas ar.
A relação com a poesia também está sempre presente, seja pela forma, seja pela subjetividade. Mas o miniconto, diferente do poema curto, requer uma narrativa, uma sucessividade e, acima de tudo, deve causar um efeito no leitor.
OLHAR ANIMAL, de Luiz Eduardo Amaro
Observou-a com olhos de lobo.
Aproximou-se com olhos de lince.
Atacou-a com olhos de águia.
Suplicou-lhe com olhos de poodle.
Retirou-se com olhos de burro.
Ela nunca assistia ao Animal Planet.
Evidentemente nem todos os mil e tantos minicontos da Veredas figurariam numa edição em livro, digamos assim, da própria revista. Mas talvez esse seja outro mérito da internet, a diversidade: há estilos, formas e conteúdos dos mais variados. O editor de uma revista web não é como o editor de um livro: o editor de um livro seleciona poucos entre muitos, enquanto o editor web filtra muitos entre muitos, ampliando e incentivando a participação do leitor, mas garantindo credibilidade para a revista que edita.
Enfim, escrevo este texto e repito aqui o endereço da Veredas não para pedir mais leitores, mas para pedir que você envie seu texto para nós e ajude a formar esse mosaico minimalista e plural: www.veredas.art.br.
Marcelo Spalding
Porto Alegre, 30/9/2011

18 setembro 2011

Cartografia dos Sentidos




Você sabe o que é Cartografia dos Sentidos? Regina Helena Alves apresenta uma nova percepção da cidade, por meio dos sentidos: pele, nariz e boca, no VI Encontro Internacional Educared Te convido a fazer a inscrição na Rede do Encontro e se juntar ao grupo para  aprofundar o assunto e discutir ideias inovadoras.

17 setembro 2011

VI Encontro Internacional Educared - Grupos de discussão


O VI Encontro Internacional Educared está a todo vapor. Educadores de cerca de 14 países discutindo inovação em educação com o tema Atitude 2.0: aprender é compartilhar.  Faça seu cadastro  e entre nos grupos de seu interesse. Compartilhe conhecimentos. Na semana de 19 a 23 de setembro acontecerão as seguintes discussões:

O livro didático na Era Digital: o que dizem as editoras?

Ponencia por Ana Teresa Ralston (Abril Educação),Gabriela Dias (editora Moderna), Maria do Carmo Branco e Mauricio Pereira (editora Saraiva) sobre o material didáctico no entorno 2.0.

En esta ponencia, Hugo Díaz abordará el papel de la tecnología, el talento y la creatividad en las aulas.

Claudemir Viana fala sobre o conceito da proximidade nas redes sociais.

Cristóbal Suárez articula un debate sobre la dimensión cultural que implica el uso educativo de las herramientas 2.0.

Regina Helena Alves apresenta uma nova percepção da cidade, por meio dos sentidos: pele, nariz e boca.

Sonia Bertocchi fala sobre os blogs

Taller sobre las posibilidades de este software libre de diseño por Rodrigo Haneman y Paulo Vásques.

Taller de Ana Aldea sobre los blogs.

Ponencia por Thais Antunes e Lia Coldibelli.

¿Tienes un proyecto educativo que te gustaría poner en marcha? ¿Necesitas contactar con docentes o escuelas de otros países? Te proponemos este espacio para que encuentres a tu socio ideal y promovamos entre todos la cooperación educativa.
 

 

15 setembro 2011

Encontro Internacional Educared - venha participar!






O vídeo acima é de autoria da querida amiga Sônia Bertocchi, que o compartilhou na rede do VI Encontro Internacional Educared . Baseado nas ideias do Curso Uso do Blog como Recurso Didático, do qual sou tutora no Portal Educarede, o vídeo mostra a importância do blog para a prática pedagógica, a necessidade de um planejamento que defina com clareza os objetivos para o qual a ferramenta será utilizada.
Sônia lançou duas questões no grupo que está mediando:

Por que todo professor deveria ter um blog?
Quais as aprendizagens que o blog pode proporcionar?

São tantas as razões que eu vejo para eleger o blog como uma ferramenta pedagógica , que não caberiam em poucas linhas. Desde 2005 utilizo-o em projetos pessoais e com alunos, tanto que não é à toa que meu blog-mãe se chama Blogosfera Marli.Primeiro acho que o professor que exercita autoria, está dando um bom exemplo aos seus alunos, compartilha conhecimento, contribui para sua autoformação criando comunidade em rede onde se realizam trocas, tornando o espaço de encontro e comunicação.Penso que antes de desenvolver com alunos trabalho via blog, todo professor deveria ser um blogueiro, ter seu blog pessoal.  Projetos desenvolvidos com blog favorecem a autonomia, competências para o trabalho colaborativo, autocrítica, construção do próprio conhecimento, entre tantas vantagens. Vou  discutir mais essa questão no grupo no site do encontro.

Convido a todos para se agregarem ao grupo aqui  http://encuentro2011.educared.org  . Aqui nesse link vocês encontram todos os grupos. O cadastro é simples e rápido. É uma oportunidade ímpar de  ter contato com educadores de outros países e discutir estratégias inovadoras na educação.


14 setembro 2011

Pesquisa Escolar Parceiros na Aprendizagem

A Microsoft Parceiros na Aprendizagem desenvolveu a Pesquisa Escolar “Parceiros na Aprendizagem”, já aplicada em diversos países do mundo e agora disponível para o Brasil, para auxiliar a medir e desenvolver o ensino e aprendizado do século 21 em sua escola. A equipe gestora e os professores respondem a questões  relativas a práticas inovadoras que a escola adota, tendo , de forma  confidencial o resultado em 48h em forma de relatório que irá medir o índice de utilização das TICS.

A ideia é ajudar a escola a analisar a sua realidade e formas de trabalhar habilidades para o século XXI. A pesquisa é gratuita e apenas a escola terá acesso aos dados. Para saber mais detalhes acesse o site http://www.pilsr.com, e, no canto superior da tela, à direita, mude o país para “Brazil”, para ler em português.

Num momento em que tanto se pregam as mudanças na prática pedagógica, avaliar o nível de inovação ou até mesmo a falta dela, é o primeiro passo para dar-se conta das necessidades de repensar e planejar ações que de fato possam tornar  o fazer pedagógico inovador, de acordo com as exigências da sociedade moderna.

07 setembro 2011

Um Breve Histórico da nossa Conecto-Dependência...

Vídeo excelente, que mostra a realidade dos dias atuais em relação à tecnologia com uma explicação científica. Por que no Brasil o povo tem tanta afinidade com redes sociais? Veja e reflita. Texto é do Rafael Parente.





Por essas e outras que iniciei um trabalho com todos alunos do colégio em que trabalho sobre Cidadania Digital.


05 setembro 2011

Inscrições Curso de Blog no Educarede

Estão abertas as inscrições para a 3ª turma de 2011 do Curso de Blog como Recurso Didático do qual sou tutora desde 2009. O curso é gratuito e tem duração de 6 semanas. É composto por 4 módulos em que os cursistas planejam e constroem um blog educacional,  interagem, aprofundam conhecimentos sobre aprendizagem e tecnologia. Se você se compromete com a proposta  e dispõe de um tempo para isso, inscreva-se! Mas vá logo, porque as vagas são limitadas.Inscreva-se aqui.

03 setembro 2011

Atitude 2.0: aprender é compartilhar

O VI Encontro Internacional  Educarede acontecerá presencialemnte em Madri, Espanha nos dias 20,21 e 22 de setembro, mas no presencial iniciou em 01 de setembro. Nesse endereço http://encuentro2011.educared.org você pode se inscrever e participar de uma rede em que muitos profissionais de vários países interagem e trocam ideias e experiências, além de poder acompanhar online o evento. 
O tema desse Encontro é Atitude 2.0: aprender é compartilhar. Achei bem oportuno esse tema que nos leva a refletir sobre o papel de cada um no uso das tecnologias. Ferramentas existem aos montes, nem damos conta de estarmos sempre atualizados no uso de muitas delas. Mas de nada adianta uma web interativa se a nossa mente se fecha nos antigos paradigmas. O que impulsiona a tecnologia são as pessoas. A tecnologia tem que estar a serviço da humanização e não o homem estar a serviço da  máquina. Se temos uma atitude aberta, em que compartilhamos conhecimentos, ensinamos e aprendemos de forma colaborativa, podemos construir uma educação diferenciada.

01 setembro 2011

Ensinar e aprender com Notícias

Essa matéria foi publicada no portal Educared, mais especificamente pelo Grupo Educar na Cultura Digital . Nela eu participo  falando sobre a experiência no Curso de Blog como Recurso Didático com os jornalistas educomunicadores do qual sou tutora. Confiram! Para ler a matéria na fonte clique aqui.
Mariana Jansen

Entre 17 e 19 de agosto aconteceu, em Salvador, o Encontro Anual de Coordenadores de Programa Jornal na Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ), que promoveu debates sobre o potencial das ferramentas tecnológicas nas iniciativas educacionais desenvolvidas pelos jornais associados. Priscila Gonsales, do Educarede, esteve presente em um deles e falou sobre os projetos Grupo de Estudos e Minha Terra.
A ANJ fomenta o diálogo entre os veículos de comunicação e as escolas brasileiras, por meio do projeto Jornal e Educação desde 2005. Hoje, o programa está presente em todo o país, somando 63 iniciativas implementadas por empresas de comunicação que atuam em 6.800 escolas participantes. Um exemplo de programa bem sucedido é o Ler e Pensar, de fomento a leitura e cidadania, realizado pelo jornal Gazeta do Povo, que  foi vencedor do prêmio Jovens Leitores, promovido pela Associação Mundial de Jornais e editores de Notícias (WAN).

Nos meses de junho e julho, um grupo de jornalistas do projeto da ANJ participou do curso Educarede “Blog como Recurso Pedagógico”. Apesar de não serem professores, esses ‘educomunicadores’, como são chamados, são atores fundamentais de um movimento que busca usar o conteúdo jornalístico como ferramenta de aprendizado na sala de aula.

Jornalismo Educativo

Contribuir na formação de cidadãos críticos e conscientes de sua realidade é o objetivo do projeto Jornal e Educação. A iniciativa busca chamar a atenção de professores  para a importância de  considerarem as notícias da atualidade no processo de ensino e de aprendizagem, além de incentivar a produção de textos jornalísticos pelos alunos.  Cristiane Parente, coordenadora do Projeto Jornal e Educação, explica  que o projeto trabalha o conceito de educomunicação. “A educomunicação propõe uma relação igualitária entre quem produz e quem recebe conteúdo e uma postura reflexiva diante das mensagens que recebemos através dos meios de comunicação”.
 
Como ressalta Cristiane, os profissionais envolvidos no projeto da ANJ começam a enfrentar o desafio de incorporar em suas atividades os recursos das tecnologias digitais, tão presente no cotidiano dos estudantes. Por isso, participaram com entusiasmo do curso online no Educarede. “O blog é uma ferramenta extremamente importante para democratizar informações, para estimular a autoria dos alunos e para incentivar atividades colaborativas”, explica Cristiane. “É importante que o jornalista se insira na realidade da internet para que tenha o entendimento de que não é o único produtor de conteúdo informativo. Por ser a web interativa, o jornalismo vem sendo feito de forma mais participativa.” explica a tutora do curso, Marli Fiorentin.

Tecnologia a favor da informação

Durante o curso ministrado pelo Educarede, os jornalistas aprenderam a apostar nos blogs  como plataforma que pode agregar valor às suas ações. Durante as aulas, um dos participantes montou o blog ‘leitura.compipoca’, destinado às pessoas que gostam de compartilhar informações sobre literatura e cinema. Já o Escrever, pra quê?’, também criado no curso,dialoga com quem gosta de escrever e quer trocar figurinhas com outros aspirantes a escritor.
 
Marli acredita que a digitalização dos meios informativos e consequentemente, o uso de instrumentos tecnológicos em sala de aula é vantajoso para a aprendizagem. “Com as ferramentas digitais interativas, os alunos podem ser sujeitos ativos, construtores do próprio conhecimento, aprendendo de forma colaborativa, em rede, mudando o paradigma da transmissão, centralizada apenas no professor”, explica a educadora.
Outro projeto que une educação, jornalismo e tecnologia é o 'Primeras Noticias', projeto realizado pelo Educarede da Espanha, que disponibiliza em seu site, material informativo de leitura online, oferecendo não só textos, mas também conteúdo interativo, como imagens e vídeos, aproveitando os recursos da web.