24 fevereiro 2012

Imaginem!



Este vídeo belíssimo, nos foi apresentado na primeira reunião pedagógica do ano letivo 2012. A melodia, a harmonia musical é única, mas cada um toca no seu jeito. Imaginem que a vida pudesse ser assim: cada um, na sua diferença contribuir para a construção do todo. Imaginem se a educação fosse assim: cada qual com seu método, contribuindo para a felicidade de todos, na partilha de conhecimentos. Quem dera as diferenças pudessem ser pudessem ser apenas a soma , nunca a exclusão! Imaginem que todo mundo pudesse se alegrar e aprender com o que o outro tem a ensinar e vice-versa. Imaginem e façam a sua parte para que o sonho se torne realidade!

23 fevereiro 2012

A escola que encanta e transforma vidas

DSC07559Hoje, dia 23, inicia o ano escolar, com uma jornada de educação. Pela manhã, reunião pedagógica na escola, reencontro com colegas, discussão do calendário 2012, reflexões.  Cada qual tocando a música com seu instrumento, mas todos buscando o mesmo tom, o mesmo ritmo, a mesma harmonia. Agora, estou acompanhando a palestra do professor Max G. Haetinger, que já é meu contato no facebook (maxhaetinger)  há algum tempo e também já tive oportunidade de assistir em outras ocasiões. Sem conexão wi-fi  e sem 3G , resolvo registrar  modo off line, pelo windows writer para postar depois. 
Como podemos fazer uma escola mais alegre? Como o aluno aprende? Indagações e provocações iniciais do professor. Como podemos dar aos alunos possibilidades de se construir? Antigamente encantamento lembrava  , a fantasia, a educação infantil. Hoje, encantamento tem outra dimensão. O mundo de hoje nos encanta, a todas as gerações.  Hoje a escola precisa trazer  o prazer, a ludicidade para gerar mais aprendizagem( Freinet). Enquanto não houver motivação, não há aprendizagem. O prazer, o lúdico da educação infantil deve  perpassar no restante da vida escolar, mas a escola tradicional vai podando. 
Vento algum é favorável para quem não sabe onde ir(Sêneca) . Precisamos de um norte na educação.  precisamos , neste século, trabalhar na formação das pessoas. Formação que vai além do diploma. A escola do passado cumpriu seu papel  , no seu tempo certo. Seu objetivo era informar, pois o acesso à informação  era privilégio de poucos e a escola,  o único local onde se adquiria essa informação.  Era necessário decorar, porque não havia onde acessar  fora dela. Desprezar a escola antiga é cuspir  no prato que comemos.  Porém hoje, o acesso à informação não é exclusividade da escola. Hoje, além da informação, é preciso trabalhar uma série de competências e habilidades, conhecimento, ética, desenvolvimento corporal, enfim, formação! Hoje temos leis que permitem  os alunos  estudarem fora da escola, em casa.  Porém, a formação necessita do “outro”!  Limites e valores precisam ser trabalhados em todos os níveis escolares.
Jovens e crianças não mantém a atenção muito tempo, porque ela é fragmentada  em virtude dos muitos estímulos.Geração alt+tab, multitarefa. Por isso precisamos.  trabalhar exercícios de atenção . O professor atual precisa ser curioso, para que seu aluno também seja, tenha entusiasmo em aprender. Para ter sucesso como professor, é preciso fazer diferente, inovar, encantar, surpreender o aluno.  Para inovar é preciso desenvolver a criatividade, que por sua vez vem da curiosidade. A máquina não cria. Isso só quem faz é o homem. Lembrei da afirmação do Sugata Mitra, durante a Campus Party : “ O Google tem todas as respostas, mas não  sabe fazer perguntas.” Lembrei também da citação do Paulo Freire que adotei como lema:"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino".Também lembrei da frase que coloquei no meu perfil do twitter: “Sou uma curiosa. Adoro aprender!” .  Assim, eu assino, endoço e adoço o que o professsor Max afirma.  Precisamos aprender  em rede, nas trocas, na interação. Criar redes reais  e ser humilde para aprender com o colega ao lado.  Trabalhar com intercâmbio, derrubar paredes. Nossa escola deve ter muitas janelas para nos comunicarmos com  o outro, com o mundo.
Para encantar na educação, precisamos usar os meios de comunicação social. Computador, tV, vídeo, câmara digital, celular, etc, etc. O uso da tecnologia dá um sentimento de pertencimento  , pois o aluno está cercado dela. Mas é preciso usá-la rotineiramente, não eventualmente.  Professor e aluno aprendem juntos, cooperando.
Sócrates assim como Vigostky, Piaget, disseram que conhecimento só acontece através da troca, num ambiente dialógico. Professor atual precisa  fazer perguntas, mediar, dar autonomia para o aluno responder. Perguntas precisam ser inteligentes, que criem curiosidade. Enfim, professor inovador  necessita ser um pouco psicólogo, técnico, idealista, criativo, entre outras coisas.
“Escola que encanta é o lugar onde se faz amigos. não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos. Escola é sobretudo gente, gente que trabalha, gente que estuda, gente que se alegra, se conhece, se estima”. Paulo Freire.   
O amor do professor com o aluno é aquele do comprometimento  com o crescimento do outro.

Saiba mais sobre Max no
You tube: maxcriar
Site: www.maxcriar.com.br

21 fevereiro 2012

Campus Party / Educa party : cultura digital em overdose!

Eu sei que estou sendo  insistente  nesse tema, mas foram tantas as informações no evento ocorridode 6 a 12 de fevereiro, que penso que seria egoísmo da minha parte não compartilhar com quem não teve o mesmo privilégio que tive em estar na Educa Party, evento integrado à Campus Party, como convidada da Fundação Telefônica. A ideia é que mudemos o foco de tecnologias na educação para Educação na Cultura Digital. Por mais analógico que alguém afirme ser, não tem dúvidas que todos, sem exceção, estamos inseridos na cultura digital, pois o nosso cotidiano está impregnado de aparatos tecnológicos , desde que acordamos até dormirmos. A educação não pode ignorar esse fato. Educadores, precisamos estar conectados com a realidade do mundo e usufruir das possibilidades que temos ao alcance. Não aceito o argumento de que tecnologia atrapalha na educação, vindo de quem sequer experimentou suas possibilidades. Todo educador precisa estar onde seu educando está, mesmo que discorde de algumas posturas. Aí reside o papel do mestre: mediar, provocar a reflexão, instigar desafios e mudanças. Admitir o novo não significa desvalorizar o velho, até porque tudo faz parte de um processo. O que era válido antes, em outro contexto, já não é mais, pois a história é dinâmica. Gosto sempre de lembrar dessa história de Eduardo Galeano, em O livro dos abraços:
A BUROCRACIA
Sixto Martinez cumpriu serviço militar em um quartel de Sevilha.
No meio do pátio do quartel havia um banquinho. Junto ao banquinho, um soldado montava guarda. Ninguém sabia por que era necessário guardar o banquinho. A guarda se fazia porque se fazia, noite e dia, todas as noites, todos os dias, e de geração em geração os oficiais transmitiam a ordem e os soldados a obedeciam. Nunca ninguém duvidou, nunca ninguém perguntou. Se assim se fazia, e sempre se havia feito, por algum motivo seria.
E assim continuou a ser, até que alguém, não sei qual general ou coronel, quis saber a ordem original. Tiveram que revolver a fundo os arquivos. E depois de muito buscar, ficou-se sabendo. Havia trinta e três anos, dois meses e quatro dias, um oficial havia mandado montar guarda junto ao banquinho, que estava recém-pintado, para que não acontecesse de alguém sentar sobre a tinta fresca.

Pois então, caros educadores, não sejamos os que se conformam com a mesmice, os que se acostumam com o comodismo, os que não questionam o insatisfatório. Sejamos agentes da mudança, protagonistas da história, aqueles que abrem caminhos, que ousam subverter o sistema imposto para servir a poucos. como ferramentas, busquemos a coragem, a persistência, a flexibilidade, o compromisso e acima de tudo, o amor com a causa educação. 
Aqui vão algumas anotações que mais chamaram atenção. Muito mais, veja no site da Campus Party, Educa Party ou pesquise as #CPBR5 e #educaparty.

Alguns vídeos de debates :


Mobilidade Digital e Educação: a escola para além de seus muros

Leia também o post do professor Suintila, um dos debatedores, aqui


A educação vai se reeducar?

Leia o meu post sobre o debate aqui.


Padrão Aberto para livros eletrônicos
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Web Semântica, HTML5 e CSS3: os padrões da web do futuro


Robótica e educação inclusiva


O fim da blogosfera moleque?


Os filhos da Internet

Os filhos da Internet - post sobre o debate

Android- conheça o futuro inevitável!


 Inclusão e Mídias Digitais
 
A comunicação e o acesso ao conhecimento sempre foi um desafio para as pessoas portadoras de deficiências. Cada vez mais, as tecnologias digitais, através de ferramentas de acessibilidade tem tornado esses obstáculos menores. Práticas de inclusão digital e social serão apresentadas nesse debate, para responder a seguinte reflexão: as tecnologias digitais podem ser de fato inclusivas?
 Leia também Post sobre o debate  no blog Jornal e Educação.

Celular na Educação
 O uso de dispositivos móveis como o telefone celular vem sendo incorporado no dia-a-dia da escola ou de ONGs e instituições educativas em contato direto de crianças e adolescentes. De que forma o celular pode ser incorporado às práticas educativas e o que de fato o uso desse recurso pode impactar na aprendizagem dos alunos?
 Leia também Post sobre o debate  no blog Jornal e Educação.

Confira  também :
Menos tecnologia, por favor!  post de Rafael Parente
Ética digital e responsabilidade na web - post sobre o debate
Games na educação - apertando o start - post sobre o debate
Cultura livre e inovação em educação - post sobre o debate
Entrevista com Léa Fagundes - post do Jornal e Educação
Michio Kaku -Físico prevê o fim dos computadores - reportagem

OBS: Post sujeito a futuras edições e acréscimos.

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