19 junho 2007

Pausa

Estarei um pouco ausente, postando menos, pois preciso priorizar algumas coisas. A sobrecarga de atividades me rendeu uma estafa e preciso desacelerar um pouco até recuperar o fôlego. Até já!

13 junho 2007

Lançamento de livro do professor Moran


O professor José Manuel Moran acaba de lançar o livro "A educação que desejamos" pela Editora Papirus. Ainda não li, mas com certeza deve ter grandes contribuições sobre as formas de inovar as metodologias de encino-aprendizagem integrando as tecnologias de forma inteligente. O autor do livro, já nosso conhecido pela riqueza de sua obra nessa área, convida para a participação na discussão das idéias do livro no blog que criou Educação Inovadora- Moran . Vale a pena!

03 junho 2007

Internet e Fraude

No caderno Donna do Jornal Zero Hora de hoje, Moacir Scliar, nosso escritor gaúcho da Academia Brasileira de Letras, coloca em sua crônica uma afirmação intrigante .

Há um lugar em que a Internet está causando problemas: a sala de aula

Em alguns trechos diz:

"Alguém duvida que a Internet mudou a vida das pessoas? Não, ninguém pode duvidar disso. A Internet não é apenas um meio de comunicação ou de informação; é um jeito de viver, um novo jeito de viver, e a história do mundo vai se dividir em duas fases: AI (antes da Internet) e DI (depois da Internet). "
...
"Em primeiro lugar, precisamos nos dar conta de que, como foi dito antes, copiar os alunos sempre copiaram, só que antes faziam isso à mão. Pode-se alegar que, desta forma, aprendiam alguma coisa, mas trata-se de uma afirmação questionável: copiar pode ser simplesmente uma coisa mecânica. O melhor é perguntar: qual deve, afinal, ser o característico de um trabalho de aluno? A mim a resposta parece óbvia. O trabalho do aluno, como o trabalho de qualquer pessoa - como este texto que vocês estão lendo - deve refletir o pensamento e as emoções de quem o elabora. Ou seja: o trabalho deve ser eminentemente pessoal. Deixem-me dar um exemplo tirado do ensino de medicina. Podemos pedir a um aluno que escreva sobre as relações médico-paciente, e aí, sem dúvida, ele encontrará na Internet montes de textos copiáveis. Ou podemos pedir que descreva um episódio de sua própria vida: uma doença que teve e o papel que o médico desempenhou então, com sua avaliação a respeito. Aí não tem como colar. Só a autenticidade resolve. E esta autenticidade será extremamente educativa para o aluno."

"Ou seja: a Internet nos ensina coisas, sim. Inclusive quando temos de pensar a respeito das armadilhas da Internet e de como evitá-las. " Veja a crônica na íntegra aqui.

Moacir levanta nesse texto uma questão importante. Onde está a causa do problema? Que tipo de propostas os educadores, fazem aos alunos ao levá-los para a internet para pesquisar? Será que muitas vezes não estamos estimulando simplesmente cópias? Onde fica a reflexão sobre as informações encontradas? Quantos educadores ajudam os educandos a centrarem sua atenção em algo, lançando propostas desafiadoras, em que precisem relacionar as informações com seu contexto a fim de transformá-las em conhecimentos? Que formação estão recebendo os docentes para enfrentar essa situação? Ficam aqui essas questões para a gente pensar e discutir, concordar ou discordar.