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09 janeiro 2016

NOVAS REGRAS DA REFORMA ORTOGRÁFICA, VALENDO!

O período de transição da reforma da língua portuguesa encerrou e as mudanças ortográficas agora são obrigatórias. Língua originária do Latim, o português é o idioma oficinal de mais de 10 países.O Brasil é o terceiro dos oito países que assinaram o tratado a tornar obrigatórias as mudanças, que já estão em vigor em Portugal e Cabo Verde. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste ainda não aplicam oficialmente as novas regras ortográficas. Conheça mais sobre nossa língua mãe, clicando aqui.
Então aí vão as mudanças!

 Foto: Prof. Claudinei Camolesi - Escritor.


A Academia Brasileira de Letras lança VOPL  aplicativo do Vocabulário Ortográfico.

Apps para aprender e ensinar gramática







25 outubro 2009

O Impacto do Internetês no Ensino

DILEMA NA ESCOLA

O jeito de escrever da internet invadiu a sala de aula

Pais e professores precisam se adaptar para saber como lidar com a linguagem digital usada pelos filhos

C vc n tah entendendo nd do q tah escrito aki, eh melhor ir c acostumando: a língua surgida na internet invadiu as salas de aula, e o fenômeno é tão forte que especialistas lançam um alerta. Quem precisa se adaptar são os pais e os professores. Matéria completa, com recomendações aos pais e professores, aqui.

O jornal Zero Hora de hoje publicou a matéria acima. Para quem já está há algum tempo incluída digitamente como eu me considero, isso já é assunto velho. Mas para muitos que vivem à margem das telas, ainda é novidade. E por incrível que pareça, entre esses também colegas professores. Meus caros leitores, não sei se vocês concordam com as afirmações da reportagem e gostaria até de levantar um questionamento a respeito aqui no blog. O internetês é um dilema para você que é professor? Tem atrapalhado a linguagem padrão de seus alunos? Os pestinhas fazem confusão entre uma coisa e outra? Bem , eu acho que a falta de competência na escrita não se deve exatamente ao uso de uma linguagem muito particular criada para facilitar a comunicação ágil com trocentos ao mesmo tempo, de forma escrita, mas com características de quem está querendo é só falar. A realidade é que temos agora um novo meio de comunicação entre os jovens e crianças, nossa clientela e não dá pra tapar o sol com a peneira. Particularmente, penso que eles sabem diferenciar e adequar-se às situações de comunicação que exigem diferentes formas de expressão escrita. E se não sabem, o professor pode mostrar, mas para isso precisa conhecer essa linguagem e não achar que ter um msn é "pecado", "coisa de quem não tem o que fazer". Nossos alunos veem muita televisao e se não assistimos, porque a programação é ruim, como vamos ensiná-los a ser críticos e seletivos? Da mesma forma, não podemos criticar o uso do orkut se nunca entramos lá para ver o que rola pelo menos. E quem sabe, em vez de perderem tempo em fussar a vida alheia e falar tanta abobrinha, ensinamos eles que lá tem comunidades de Mario Quintana, Che Guevara, etc, etc e não só "eu odeio isso ou aquilo"... Eu vejo não só pelos meus alunos, mas principalmente pelos meus filhos, que vivem dependurados no teclado (qdo posso eu tb fico, rsrsrrsrs...) . Nenhum dos dois tem problemas com a escrita. Por sinal escrevem muito bem, apesar de que vivem rodeados de livros e só um deles é leitor dedicado. E por ele vejo que o computador não pode ser considerado o vilão, senão teria esquecido dos livros. O que faz a diferença é o estímulo dos adultos, é o exemplo. Não diga "Faça o que eu digo , mas não faça o que eu faço". Leia! Demonstre entusiasmo e o vírus da leitura se propagará com certeza. Se não em todos , pelo menos em vários. Essa é a melhor forma de preservar a linguagem padrão. E quem se escandaliza com o internetês, ainda não se deu conta de que a linguagem é viva, maleável, está sempre em movimento e é um instrumento para nos servir em qualquer situação comunicativa e não para nos aprisionar.
Bjssssssssssss, :)


01 janeiro 2009

Mudanças na língua portuguesa

Agora é fato. Já estão valendo as novas regras da língua portuguesa unificando a grafia de Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Macau (região administrativa especial da China que também fala o português), países que assinaram o acordo.E agora, José??? Até dezembro de 2012 será aceita qualquer grafia, mas como professora de português me vejo na obrigação de começar, e já, a ensinar o novo e a desencinar o que foi aprendido. Ou melhor, preciso antes de tudo aprender. Ainda não sei avaliar os benefícios que essa mudança trará para futuras gerações, mas no momento o que temos pela frente são alguns problemas. Biblioteca desatualizada, programas de computador, idem. E ralar para poder apreender uma nova realidade na grafia. Mas divergências à parte, o fato está consumado e por isso, a partir de agora, gradativamente estarei me adapitando á nova lei. Os leitores que me ajudem nessa, combinado? Postei já um manual com as mudanças. Leia aqui. Mas publico agora um resumo dos itens principais que mudarão.


As principais mudanças nas regras




O fim do trema: o acento será totalmente eliminado. A palavra 'freqüente' passa a ser escrita 'frequente'. A única exceção serão as palavras de origem estrangeira.



Inclusão de letras: as letras antes suprimidas do alfabeto português (k, y e w) voltam, mas só valem para manter a grafia de palavras estrangeiras.



Fim das letras mudas: Em Portugal, é comum a grafia de letras que não são pronunciadas como 'acção' para 'ação'. Elas sumirão. No caso das letras mudas pronunciadas na norma culta de um país, como 'facto', usado em Portugal no lugar de 'fato', consagra-se a dupla grafia.




Eliminação de acentos em ditongos: acaba o acento nos ditongos 'ei' e "oi' paroxítonos. Dessa maneira, 'assembléia' vira 'assembleia' e paranóico, paranoico.



Acento circunflexo: quando dois 'os' ou dois 'es' ficam juntos, o acento some. Logo, 'vôo' vira 'voo', lêem, leem.



Acento diferencial: o acento que diferenciava palavras homônimas de significados diferentes acaba, na grande maioria dos casos. Conseqüentemente, 'pára', do verbo parar, vai ficar apenas 'para', e as formas pêlo (substantivo), pélo (verbo pelar) e pelo (preposição) passam a ter a mesma grafia, pelo. São exceções os acentos que distinguem "pode" (presente do verbo poder) de "pôde" (pretérito perfeito do mesmo verbo) e por (preposição) de pôr (verbo). Passam a ser facultativos acentos diferenciais nos seguintes casos: dêmos (presente do subjuntivo, primeira pessoa do plural) e demos (pretérito perfeito, primeira pessoa do plural), forma e fôrma e nos verbos onde pode haver confusão entre o pretérito perfeito e o presente do indicativo, como amámos (pretérito perfeito) e amamos (presente).



Ter e vir: esses verbos e seus derivados continuam a ter acentuação diferenciada no plural e no singular: ela vem, elas vêm, ele contém, eles contêm.



Cai o acento do "i" e "u" tônicos dos hiatos em paroxítonas, quando precedidos por ditongo: feiúra passa a ser feiura. Caso a palavra seja oxítona, o acento se mantém, como em Piauí.



Proparoxítonas: continuam a ser todas acentuadas, mas passam ser admitida dupla grafia, como nos casos em que há divergência entre os países, como econômico (Brasil) e económico (Portugal). A dupla acentuação vale para todas as palavras onde há esse tipo de divergência, como matinê e matiné, Vênus e Vénus.



Verbos: passa a ser aceita dupla grafia em certas formas verbais onde há diferença entre a pronúncia culta e a popular. Assim, averíguo, por exemplo, passa a ser uma forma alternativa de averiguo.



Hifens: o acordo estipula novas regras - algumas de interpretação ainda controversa - para o uso do hífen, incluindo normas específicas para a hifenização de nomes de lugares e de espécies de animais e plantas. A maioria dos hifens em palavras compostas desaparece. Assim, pára-quedas vira paraquedas, co-autor vira coautor, contra-regra, contrarregra, anti-semita, antissemita. Mas circunavegação ganha um hífen e torna-se circum-navegação. Além disso, será mantido o hífen em palavras compostas cujo segundo componente começa com h, como pré-história. Nesse caso, a exceção são os prefixos des e in: desumano, inábil, inumano ficam como são. Em substantivos compostos onde a última letra da primeira palavra e a primeira letra da segunda palavra são as mesmas, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas. A exceção é co: cooperar, coordenar, por exemplo, continuam do mesmo jeito.
Fonte: O Estadão

11 outubro 2008