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03 setembro 2020

Metodologias ativas alinhadas à tecnologia em educação

Autora: Dra Flávia S Belham

Bio: PhD em Neurociências pela University College London, Professora de Ciências e Cientista Chefe da Seneca Learning - a plataforma online gratuita com mais de 4 milhões de usuários.

 

A quarentena fez com que milhares de educadores tivessem que se adaptar ao uso de tecnologia na educação. Por exemplo, uma pesquisa no nosso grupo do Facebook mostrou que ⅔ dos professores usando Google Classroom só começaram a utilizar essa ferramenta após o início da quarentena.

Muitos ainda estão com dúvidas sobre como usar as tecnologias e como passar atividades aos alunos, principalmente atividades que usem metodologias ativas. Por isso, eu e meus colegas criamos uma plataforma gratuita com atividades de todas as disciplinas, usando metodologias ativas e com possibilidade de integração ao Google Classroom!

As atividades são todas interativas e compostas por perguntas e exercícios, para que os alunos estudem de forma ativa, respondendo a desafios e solucionando problemas. Além disso, a plataforma tem um algorítmo que personaliza as atividades para cada aluno, dependendo de como ele vem respondendo. Por fim, todas as atividades são corrigidas automaticamente e os professores recebem um relatório detalhado sobre o progresso de cada aluno.

Conheça mais sobre nosso projeto no nosso site: www.senecalearning.com e se junte aos mais de 200 mil professores que já usam as atividades Seneca com seus alunos de graça. A ideia é nos ajudar durante a pandemia e continuar nos ajudando quando voltarmos à sala de aula.

  





29 outubro 2019

Educar é semear


O que mais um professor pode querer do que ver brotar a semente que semeou, na esperança de que encontrasse terreno fértil ? É assim que me sinto , realizada, feliz, sempre que me deparo com ex-alunos que conseguem desenvolver suas potencialidades, reveladas e percebidas na sala de aula. Assim acontece com a Hyara, que  conheci ainda na educação infantil e depois reencontrei no 4º ano. Uma menina com grande energia que precisava  ser bem canalizada. A curiosidade e o empenho sempre foram suas marcas.  As palavras ditas  na entrevista do vídeo  acima me  alegram por ver a evolução, a maturidade que muita  gente grande nem tem, o gosto pela literatura   e  saber que pude contribuir  na formação dessa excelente leitora, já ensaiando seus primeiros passos como escritora . Mais que isso, na formação de uma apreciadora da poesia, um gênero textual  que muitos relegam a um segundo plano ou ignoram. 

A importância da poesia dentro das escolas deveria ser repensada. O grande pensador e filósofo Edgar Morin , lembra bem que não apenas através das ciências formais se aprende , mas que a literatura, a poesia podem contribuir em muito para compreender a complexidade humana. "A vida, a meu ver, é polarizada entre a prosa – as coisas que fazermos por obrigação e não nos interessam para sobreviver - e  a poesia – o que nos faz florescer, o que nos faz amar, comunicar." Para ele a felicidade consiste em viver poeticamente. " Felicidade é tentar favorecer tudo o que permita a cada um viver poeticamente sua vida e, se você vive poeticamente você encontra momentos de felicidade, momentos de êxtase, momentos de alegria" Também entendo que poesia não seja apenas um gênero textual, mas um jeito de olhar a vida com mais sensibilidade. E tudo o que precisamos no mundo é de mais  sensibilidade, empatia, educação do olhar que a poesia pode proporcionar. 

Fico pensando sempre na importância do professor mediador . Não basta dizer "faça, leia" , é preciso contagiar com o amor pela leitura, colocando um livro debaixo do braço e compartilhando esse prazer com os alunos. Sempre amei literatura e tenho um amor especial pela poesia. É uma alegria enorme ver as crianças, os jovens compartilhando comigo esse prazer pela poesia. Precisamos de poemas, precisamos de poesia, precisamos de sentimento. 

"Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intacta. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de silêncio." Carlos Drummond de Andrade


Nem sempre somos capazes  de traduzir a poesia em forma de poemas, mas o sentimento que temos, quase sempre pode ser lido por algum poema, de algum poeta conhecido.  Mário Quintana disse: 

"Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente ... e não a gente a ele!"

Então pego emprestadas as palavras do poeta para expressar meu sentimento. Afinal, ainda como diz o anjo poeta, 

                                                                                                      
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

                                                                         Mario Quintana 


Parabéns, Hyara, pelas premiações conquistadas, pelas publicações nas três antologias. Obrigada por me proporcionar essa felicidade!


02 março 2018

Tecnologia, Educação e Professores no Palco



 Hoje acordei e sentei para ler essa obra do professor, amigo, Jarbas Novelino. Antes da leitura eu sabia que não conseguiria parar de ler até chegar ao final, pois conheço de muito tempo o seu jeito cativante de se comunicar, sua sensibilidade, sabedoria e ideias com as quais comungo. Como eu, o professor Jarbas iniciou no ano de 2005 o uso de blogs (na educação) e aprendi muito em seu "Boteco Escola", cujo nome já traduz a filosofia do tipo de educação na qual acreditamos. Destaco, para instigar a curiosidade de vocês esse trecho : "Amigos da Ca­ta­lunha me pe­di­ram, em 2008, um texto sobre tec­no­logia edu­ca­ci­onal para a re­vista ele­trô­nica Qua­derns Di­gi­tals. Tive li­ber­dade para es­co­lher o as­sunto que gos­taria de abor­dar. Es­colhi então es­crever sobre ima­gi­nação e tec­no­logia edu­ca­ci­o­nal.                                                       .................................................................. 
Eu não que­ria, po­rém, pu­blicar um texto com cheiro de pan­fleto. Pre­ci­sava re­digir um texto que seria aceito por uma re­vista quase aca­dê­mica. Pro­curei então en­tender qual era a con­tri­buição es­sen­cial dos pro­fes­sores em em­pre­en­di­mentos de usos de novas tec­no­lo­gias da in­for­mação e co­mu­ni­ca­ção. E no ca­minho des­cobri que essa con­tri­buição pode ser des­crita como ima­gi­nação pe­da­gó­gica. Para não me es­tender muito, re­sumo tudo as­sim: “a tec­no­logia são os pro­fes­so­res”. Recomendo enfaticamente a leitura dessa obra essencial para qualquer professor do século XXI. Não é apenas "um livrinho digital" como o Jarbas modestamente o define. É uma reflexão profunda, necessária e absolutamente inteligente para o uso da tecnologia a favor da humanização.


Faça o cadastro  e acesse aqui. 

24 agosto 2017

Homenagem à aluna Hyara




Na noite do dia 21 de agosto aconteceu uma homenagem do Poder Legislativo para Hyara Brum Frata, minha aluna em 2016, da última turma para quem lecionei na escola pública. A mesma foi premiada no IV Concurso Nacional Literário Infantil Espantaxim  e o Castelinho Mágico, com um poema publicado na antologia , selecionado entre 3.400 textos. A cerimônia de premiação ocorreu em maio de 2017, no MASP, em São Paulo. Como professora, quem se sente premiada sou eu, assim como todos os demais colegas que passaram pela vida escolar da nossa pequena escritora.  Nada pode ser mais gratificante do que ver brotar sementes lançadas, sonhos que ajudamos a acalentar se tornando realidade. Por isso estou imensamente feliz e orgulhosa pelas conquistas da Hyara. Quero parabenizar os pais Milena e Ricardo por serem presentes e incentivarem sua filha no desenvolvimento de seus talentos e por estarem caminhando junto à escola, na difícil tarefa de educar.
Na ocasião exibi o vídeo acima com uma  mensagem à Hyara, registrando momentos importantes desde a Educação Infantil, quando a conheci e tive o privilégio de ser sua primeira professora no Colégio E. Pe. Colbachini.
Difícil para uma educadora apaixonada conter a emoção. A Hyara participou desse concurso que eu descobri por acaso e de última hora. Desde o início do ano, ela  me mostrava o seu caderno com textos que vinha escrevendo, no formato de livro. Ao terminar as atividades,  lá estava ela concentrada numa leitura ou  produzindo algum poema.  Desde a educação infantil, a Hyara vem demonstrando um potencial  muito bom. Foi preciso apenas dar oportunidade para que ela  se descobrisse e tivesse a liberdade de desenvolver os seus talentos. E isso acontece quando a escola e a família andam juntas.
A educação na escola deve ter no educador  alguém que ajude o educando a construir conhecimento através do ensino, mas esse ensino na verdade é “aprendido” na vivência de situações do cotidiano. O professor deve  ser um mediador que seja capaz de ajudar o educando a descobrir dentro de si o que  dá sentido à própria vida. Para isso é preciso dar voz aos alunos, dar autonomia na sua aprendizagem. Só assim podemos perceber os talentos e sonhos que há em cada um e oportunizar que se desenvolvam. A escola é um espaço em que se oportuniza a construção de um ser sensível, generoso, solidário, confiante, sonhador, mais humano. Por isso tenho muito a agradecer por todas as oportunidades que tive enquanto educadora , pelas mudanças percebidas em cada criança e jovem. Por essa conquista da Hyara. Por estar  aposentada da escola pública, mas não da educação.
Solicitei um espaço também para divulgar um projeto que desenvolvi com a turmA 42, do qual a Hyara faz parte  pois julguei ser uma boa oportunidade, já que diz respeito ao Poder Legislativo. Ano passado, ao abordar o tema , utilizei com a turma a gravação  de uma das sessões da Câmara de Vereadores. Escutamos em sala de aula, através da internet, conversamos sobre a função dos vereadores e após solicitei que se colocassem na situação hipotética de um candidato a vereador  elaborando propostas  a serem implementadas, caso fossem eleitos. Cada um elaborou e depois produzimos um vídeo simulando a gravação de um programa de campanha eleitoral.  As crianças todas demonstraram serem inteligentes e criativas.Dessa forma, envolvendo-as em situações do seu contexto, elas aprendem os conteúdos necessários  de forma que seja significativa para a vida delas e se tornam desde já cidadãs, que promovem um mundo mais humano.


Agradeço à iniciativa do Poder Legislativo, valorizando a educação com iniciativas como essa e à oportunidade de poder me pronunciar.

03 agosto 2017

Banco de Jogos Educacionais


Vou deixar uma dica  que peguei com o professor Ivan Scotelari. Ele é professor  de ensino fundamental  e autor de softwares educacionais. No seu site Professor Interativo, você encontra muito conteúdo interessante. Clicando na imagem abaixo você vai se deparar com um banco de jogos educacionais que ele organizou para facilitar a vida dos educadores. Façam bom proveito!


15 outubro 2016

OS PRIVILÉGIOS DO PROFESSOR



        Dia desses li na internet que o governo federal comentou que os professores tem muitos privilégios e que isso seria um dos fatores que agrava a crise econômica do país. Não cheguei a perder meu tempo buscando a veracidade da declaração, mas supondo que seja verdadeira, concordo “em parte”.
        Sim, os professores tem privilégios que nenhuma outra profissão tem. Eu disse “profissão”. Não nascemos professores. Nos “formamos” professores com muito estudo e preparação diários. Temos privilégios, sim senhor. O maior deles é o “poder” que temos de construir pessoas através do conhecimento e da esperança que plantamos nos corações. Temos o privilégio de ter uma plateia todos os dias que nos recebe com sorrisos, beijos, abraços. Recebemos bilhetinhos amorosos, com desenhos de corações, com dizeres do tipo: te adoro, você é linda.  Temos o privilégio de sermos recebidos na porta do carro quando chegamos à escola e de termos nossa bolsa carregada até a sala de aula. Somos os confidentes. Ouvimos segredos, piadas, descobrimos talentos que ninguém ainda viu: futuros poetas, médicos, jogadores de futebol, artesãos, cientistas, engenheiros e por aí vai... Somos contaminados com a alegria e energia das crianças e jovens que enche a escola e a nossa alma, nos fazendo também jovens de espírito. Somos cumprimentados na rua, na loja, na Igreja, na padaria, por onde passarmos,  simplesmente com um carinhoso “Oi, profe”. Uma vez profe, somos profe para toda a vida, jamais esquecidos. Temos o privilégio, senhores governantes, de educar o olhar e ensinar a ver a verdade das coisas. De formar pensadores, livres e protagonistas.
    Mas também temos junto com os ônus, os bônus. Não basta um diploma da faculdade. Precisamos constantemente de atualização. Precisamos estudar, pesquisar novas ferramentas e metodologias. Preparar as aulas muitas vezes de madrugada, caindo de cansaço, sacrificar finais de semana, abrir mão de festas ou de ver um filme, comendo pipoca. Muitas vezes temos que deixar de dar atenção maior a nossos próprios filhos porque o tempo é sempre curto para tantas atividades. Sentimos dores terríveis nos pés, na cabeça, desenvolvemos tendinites. Lidamos com situações que muitas vezes nos levam ao stress e à depressão. E quando precisamos ir ao médico não é fácil achar quem nos substitua. Precisamos fazer malabarismos com o salário (que nos últimos tempos vem parcelado). Professor precisa estar bem vestido, bem informado, viajar e adquirir cultura constantemente. Isso custa. Professor precisa de férias, sim. Descansar a cabeça e o corpo para retomar com muita energia um novo ano escolar. Será que tem alguém que acha que é demais as férias do professor? Será que também acham que é demais o trabalho que levamos para fazer em casa, além das horas remuneradas?

    Somos professores. Formamos todas as profissões. Ensinamos a pensar e lutamos para ensinar pessoas  a transformar, principalmente uma sociedade excludente, onde apenas uma minoria desfruta de “certos privilégios” e teme perdê-los. 

26 julho 2016

Quebrando Paradigmas



 No dia 20 de junho tive a oportunidade de  participar, na minha cidade,  de uma palestra com o professor José Pacheco, criador da Escola da Ponte, em Portugal . Segundo o professor Pacheco, na escola tradicional, o aluno não aprende porque os professores dão aula. Com isso, ele quer mostrar que o centro do processo deve ser o aluno, que só aprende quando parte de suas próprias curiosidades e perguntas, tornando-se protagonista. Quanto ao uso das novas tecnologias, o mesmo diz que não há volta, mas eles devem servir para "humanizar"  e não reproduzir velhas práticas. 
A videoconferência acima, reproduz os mesmos temas tratados na palestra que presenciei e foi  realizada  com um professor de Portugal , no dia de hoje, 26/07.

21 abril 2016

A Liberdade Digital de Aprender - 4º SENID


         O 4º SENID, ocorrido  nos dias 18, 19 e 20, na UPF,  Passo Fundo, teve como tema a Liberdade Digital de Aprender. Durante os três dias, a programação teve mesas redondas, apresentação de artigos, relatos de experiência, oficinas, entre outras atrações. Uma delas foi o Laboratório de Cultura Digital, que aconteceu de madrugada, no prédio Mundo da Leitura. O objetivo foi refletir sobre as contribuições da cultura geek para a educação. Assim os participantes passaram a noite  jogando video game e aprendendo mais sobre RPG, mangás e o mundo nerd.  
        Durante o  SENID aconteceu o 2º Encontro de NTEs do RS, em que  foram feitos relatos sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido com a formação de professores e alunos. o NTE da 16ª CRE, de Bento Gonçalves, foi representado pela mim e Marcos Azambuja, o qual  apresentou o projeto que vem desenvolvendo com o software BibLivre, Biblioteca Livre, informatizando algumas da escolas da região. 


     Também ocorreu o 1º Encontro Encontro Gaúcho de Grupos de  Educadores Google, com a presença de Ricardo Nunes  Todo educador pode atuar como um líder, bastando ser indicado por outro e  aprovado pela equipe responsável e assim estimular ações, realizar formações.  Recentemente o Governo do Estado do RS assinou um acordo com a empresa e nos próximos meses  os professores estaduais deverão receber formação para uso dos aplicativos google em sala de aula, entre eles a Plataforma Classroom, exclusiva para escolas que aderirem ao programa. Quer saber mais, ingresse na comunidade GEG Brasil .

           Foram muitas oficinas oferecidas, dentre as quais as de programação como o Scratch. O software pode ser utilizado online ou ser baixado para uso offline. Existe também a versão Scratch Júnior, porém  disponível apenas para Android. Com esse software é possível criar animações usando códigos de programação. Outra oficina realizada foi a de Redes Sociais na Internet para Educadores , durante a qual foram criadas fan pages   e os participantes socializaram os links  no Grupo da Oficina no Facebook.  Uma terceira oficina a ser destacada é a Tela Cidadã, que orientou  os participantes  para a utilização do Portal que disponibiliza informações políticas e dados governamentais, como despesas dos políticos, valores de arrecadações, projetos e órgãos que utilizam dinheiro público, além de orientações sobre política.
             

 Uma das principais mesas redondas, que abriu o SENID,  teve o professor Nelson Pretto , da Universidade Federal da Bahia como palestrante. Em sua fala, destacou que a internet oferece duas possibilidade entre as quais vivemos um dilema: criar, produzir ou reproduzir, consumir. A escolha é nossa, dependendo do modelo de mundo que queremos , ser protagonistas ou submissos aos interesses de grandes empresas. Você é o que compartilha. O trabalho em rede, a colaboração, os softwares livres, uma nova engenharia na escola com espaços mais acolhedores e um currículo menos engessado foram ideias que Nelson Pretto pregou  aos educadores. Segundo ele, nenhuma tecnologia é eficaz por si mesma. Quem faz a tecnologia pedagógica é tão e somente um professor qualificado. Esse professor deve ser um autor e incentivar a autoria de seus alunos. Veja ou reveja aqui a   mesa redonda com Nelson Pretto. Outra mesa redonda que aconteceu foi "A APRENDIZAGEM NA ERA DOS MOOCS" com profa Dra Mari Jane Carvalho Soares . Mooc  é um tipo de curso aberto ofertado por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, ferramentas da Web 2.0 ou redes sociais que visam oferecer para um grande número de alunos a oportunidade de ampliar seus conhecimentos num processo de co-produção.(wikipédia) . 
           


Segundo o professor  da UPF, Adriano Canabarro Teixeira, coordenador do SENID, a edição 2018 já começou a ser pensada.  Até lá!



08 março 2016

Dez mandamentos do professor

Leandro Karnal, publicou na Revista Pazes uma excelente matéria que reproduzo em parte diretamente aqui. Mas recomendo  a leitura na íntegra no link acima. Eu adoço e endoço essas ideias. Como educadora, eu me enxerguei nesses mandamentos. Pelo menos  eu procuro andar nessa linha. 

-PRIMEIRO MANDAMENTO: CORTAR O PROGRAMA!
Quase todas as disciplinas foram perdendo aulas ao longo das décadas anteriores. Não obstante, os programas nem sempre acompanharam estes cortes. Pergunte-se: isto é realmente importante? Este conteúdo é essencial? Não seria melhor aprofundar mais tais tópicos e menos outros? Se a justificativa é a pressão do vestibular, ela não pode ocupar 11 anos de Ensino Médio e Fundamental. Se a justificativa é uma regra da escola ou um coordenador obsessivo, lembre-se: o Diário de Classe sempre foi o documento por excelência do estelionato. A coragem da grande tesoura é essencial. Dar tudo equivale a dar nada. Ensinar a pensar não implica esgotar o conhecimento humano.
-SEGUNDO MANDAMENTO: SEMPRE PARTIR DO ALUNO!
Chega de lamentar o aluno que não temos! Chega de lamentar que eles não lêem, a partir de uma nebulosa memória do aluno perfeito que teríamos sido (nebulosa e duvidosa). Este é o meu aluno real. Se, para ele, Paulo Coelho é superior a Machado de Assis e baile Funk é superior a Mozart, eu preciso saber desta realidade para transformá-la. Se ele é analfabeto devo começar a alfabetizá-lo. Se ele está no Ensino Médio e ainda não domina soma de frações de denominadores diferentes devo estar atento: esta é minha realidade. A partir do zero eu posso sonhar com o cinco ou seis. A partir do imaginário da perfeição é difícil produzir algo. A Utopia, desde Platão e Thomas Morus, tem a finalidade de transformar o real, nunca de impossibilitá-lo.
-TERCEIRO MANDAMENTO: PERDER O FETICHE DO TEXTO!
Em todas as áreas, em especial nas humanas, os alunos são instigados quase que exclusivamente ao texto. Num mundo imerso na imagem e dominado por sons e cores, tornamos o texto central na sala de aula. Devemos estar atentos ao uso de imagens, música, sensorialidades variadas. O texto é muito importante, nunca deve ser abandonado. Porém, se o objetivo é fazer pensar, o texto é apenas um instrumento deste objetivo maior. Há pessoas que pensam e nunca leram Camões e há quem saiba Os Lusíadas de cor e não pense…Lembre-se de que há outros instrumentos. A sedução das imagens deve ser uma alavanca a nosso favor, nunca contra. Usar filmes, propagandas, caricaturas, desenhos, mapas: tudo pode servir ao único grande objetivo da escola: ajudar a ler o mundo, não apenas a ler letras.
-QUARTO MANDAMENTO: POSSIBILITAR O CAOS CRIATIVO.
Fomos educados a um ideal de ordem com carteiras emparelhadas e, mesmo no fundo do nosso inconsciente, este ideal persiste. Qual professor já não teve o pesadelo de perder o controle total de uma sala, especialmente na noite mal dormida que antecede o primeiro dia de aula? Devemos estar preparados para o caos criador e para o lúdico. Alunos andando pela sala, trocando fragmentos de textos ou imagens dados pelo professor, discussões, encenações, o professor recitando uma poesia ou mandando realizar um desenho: tudo pode ser canal deste lúdico que detona o caos criativo. Surpreenda seus alunos com uma encenação, com um silêncio, com um grito, com uma máscara. Uma sala pode estar em ordem e ninguém aprendendo e pode estar com muitas vozes e criando ambiente de aprendizado. Lembre-se o silêncio absoluto é mais importante para nós do que para os alunos. É difícil vencer a resistência dos colegas e da própria escola a isto. Lógico que o silêncio também deve ser um espaço de reflexão, mas é possível pensar que há valor num solo gentil de flauta, numa pausa ou num toque retumbante de 200 instrumentos.
-QUINTO MANDAMENTO: INTERDISCIPLINAR!
Assim mesmo, entendido o princípio como um verbo, como uma ação deliberada. É fundamental fazer trabalhos com todas as áreas. Elaborar temas transversais como o MEC pede e, ao mesmo tempo, libertar o aluno da idéia didática das gavetas de conhecimento. Não apenas áreas afins (como História e Geografia) mas também Literatura e Educação Física, Matemática e Artes, Química e Filosofia. É preciso restaurar o sentido original de conhecimento, que nasceu único e foi sendo fragmentado até perder a noção de todo. O profissional do futuro é muito mais holístico do que nós temos sido até hoje.
-SEXTO MANDAMENTO: PROBLEMATIZAR O CONHECIMENTO.
Oferecer ao aluno o cerne da ciência e da arte: o problema. Não o problema artificial clássico na área de exatas, mas os problemas que geraram a inquietude que produziu este mesmo conhecimento A chama que vivou os cientistas e artistas é transmitida como um monumento inerte e petrificado. Mostrem as incoerências, as dúvidas, as questões estruturais de cada matéria. Mostrem textos opostos, visões distintas, críticas de um autor ao outro. Nunca fazer um trabalho como: “O Feudalismo” ou “O Relevo do Amapá”; mas problemas para serem resolvidos. Todo animal (e, por extensão, o aluno) é curioso. Porém, é difícil ser curioso com o que está pronto. Sejamos francos: se é tedioso ler um trabalho destes, qual terá sido o tédio em fazê-lo?
-SÉTIMO MANDAMENTO: VARIAR AVALIAÇÕES.
Provas escritas são válidas, como a vitamina A é válida para o corpo humano. Porém, avaliações variadas ampliam a chance de explorar outros tipos de inteligência na sala. As outras avaliações não devem ser vistas como um trabalhinho para dar nota e ajudar na prova, mas como um processo orgânico de diminuir um pouco a eterna subjetividade da avaliação.
-OITAVO MANDAMENTO: USAR O MUNDO NA SALA DE AULA!
O mundo está permeado pela televisão, pela Internet, pelos jornais, pelas revistas, pelas músicas de sucesso. A escola e a sala de aula precisam dialogar com este mundo. Os alunos em geral não gostam do espaço da sala porque ele tem muito de artificial, de deslocado, de fora do seu interesse. Usar o mundo da comunicação contemporânea não significa repetir o mundo da comunicação contemporânea; mas estabelecer um gancho com a percepção do meu aluno.
-NONO MANDAMENTO: ANALISAR-SE PESSOALMENTE!
A primeira pessoa que deve responder aos questionamentos da educação é o professor. Somos nós que devemos saber qual o motivo de dar tal coisa, qual a relevância, qual a utilidade de tal leitura. O professor é o primeiro que deve saber como tal ciência transformou a sua vida. Isto implica fazer toda espécie de questão, mesmo as incômodas. Se eu não fico lendo tal autor por prazer e nem o levo aos meus passeios como posso exigir que um jovem ou uma criança o façam? Qual a coerência do meu trabalho? Minha irritação com a turma indisciplinada é uma espécie de raiva por saber que eles estão certos? Minha formação permanente me indica novos caminhos? Estou repetindo fórmulas que deram certo quando eu era aluno há 20 ou mais anos? É necessário um exercício analítico-crítico muito denso para que eu enfrente o mais duro olhar do planeta: o do meu aluno.
-DÉCIMO MANDAMENTO: SER PACIENTE!
Hoje eu acho que ser paciente é a maior virtude do professor. Não a clássica paciência de não esganar um adolescente numa última aula de sexta-feira, mas a paciência de saber que, como dizia Rubem Alves, plantamos carvalhos e não eucaliptos. Nossa tarefa é constante, difícil, com resultados pouco visíveis a médio prazo. Porém, se você está lendo este texto, lembre-se: houve uma professora ou um professor que o alfabetizou, que pegou na sua mão e ensinou, dezenas de vezes, a fazer a simples curva da letra O. Graças a estas paciências, somos o que somos. O modelo da paciência pedagógica é a recomendação materna para escovar os dentes: foi repetida quatro vezes ao dia, durante mais de uma década, com erros diários e recaídas diárias. As mães poderiam dizer: já que vocês não querem nada com o que é melhor para vocês, permaneçam do jeito que estão que eu não vou mais gritar sobre isto (típica frase de sala de aula…) . Sem estas paciências, seríamos analfabetos e banguelas. Não devamos oferecer menos ao nosso aluno, especialmente ao aluno que não merece nem quer esta paciência este é o que necessita urgentemente dela. O doente precisa do médico, não o sadio. O aluno-problema precisa de nós, não o brilhante e limpo discípulo da primeira carteira.

24 julho 2015

Palestras com Educadores na Semana Pedagógica

         Durante a Semana de Formação Pedagógica ministrei palestras para os educadores em Nova Bassano  e em Bento Gonçalves, que envolveu escolas de toda a 16ª Coordenadoria de Educação. O tema desenvolvido  foi a relação entre a Prática Educativa e a Educomunicação, Durante o encontro, socializei práticas educomunicativas, que serviram de inspiração e reflexão sobre os  objetivos da Educomunicação , que tem como meta educar através da comunicação mediada pelas mídias. Ensinar a ler criticamente os meios de comunicação de massa, dar voz aos alunos, permitir a autonomia, autoria, protagonismo, foram alguns itens refletidos através de experiências mostradas com rádio escola, blogs, jornal escolar, produção de audiovisuais e redes sociais. Para abrilhantar e contextualizar ainda mais o tema, os alunos da Escola de Ensino Médio Mestre Santa Bárbara estiveram presentes mostrando o talento e potencial dos jovens.Os alunos do Colégio Colbachini gravaram  um vídeo com depoimentos sobre experiências realizadas na escola Os professores demonstraram muito interesse, sede de aprender e avaliaram positivamente o encontro. 
           Foi um desafio selecionar entre tantas boas experiências realizadas para socializar e a intenção foi provocar, instigar, desafiar para a mudança. Tenho motivos para me preocupar, mas também para comemorar. Primeiro porque pude confirmar que ainda não é  corriqueiro o uso dos recursos tecnológicos de forma adequada  e até mesmo há desconhecimento em geral das possibilidades que os mesmos oferecem, no que se refere às questões metodológicas. Mas o meu otimismo se justifica pela reação dos colegas, demonstrando  sede de aprender e se encantando com as práticas mostradas. 
            Durante muitos  anos venho me debruçando na pesquisa  dentro dessa área e colocando em prática em sala de aula  o uso dos recursos midiáticos com o intuito de dar voz aos meus alunos, fortalecendo habilidades de aprender a aprender. e mais que isso, sempre que posso compartilho essas experiências para colaborar com outros educadores na construção de mudanças na educação.Essas foram oportunidades que eu espero que  resultem em mais  iniciativas nas salas de aula. 
             No final da palestra uma professora se aproximou e entregou-me um bilhete com três citações bíblicas, dizendo que viu isso em mim: "Tudo é possível ao que crê"; "Sê forte e corajoso";" Outra vez  vereis a diferença entre os que servem a Deus e os que não..." Fiquei surpreendida  e emocionada. Creio que consegui passar o meu recado de diferentes maneiras, mas enfim, sim, de fato, é preciso coragem, força, esperança , foco e objetivo . É preciso defender um projeto de mundo antes de qualquer coisa para ser um educador consciente e que haja com planejamento , coerência e seriedade.  Agora, vamos às férias, que ninguém é de ferro. 

Palestra em Nova Bassano, com professores municipais e estaduais 
Na UCS, FERVI em Bento Gonçalves, com professores de cidades pertencentes à 16ª CRE


Com o coordenador e a coordenadora adjunta da 16ª CRE, Leonir Razador , Marinês Tomansini, a diretora do Colégio Colbachini, Firleia Guadagnin Radin e a professora e amiga Neiva Morello Michelin

Deixo aqui uma video aula do professor Ismar de Oliveira Soares, muito esclarecedora sobre Educomunicação. Assistam!

28 abril 2015

Hoje é Dia Internacional da Educação



Hojé é o Dia Internacional da Educação. Bom, eu acho que educação não tem que "ter"dia, tem que "ser sempre pauta e prioridade". Mas tudo o que vemos é uma carência enorme de educação, que se reflete na falta de conhecimentos(não de informações, que é bem diferente) e na distorção de valores que afeta a vida das pessoas e do planeta Terra. Ser um educador é tarefa cada vez mais desafiadora e necessária, pois igual ao Frankenstein, o homem está sendo engolido e massacrado pelas próprias invenções e atitudes. Criamos nossos próprios monstros. Para onde estamos marchando? Contra o que estamos brigando? Nessa guerra da intolerância, em que não se dá espaço para o outro, paga-se com a violência, a depressão, o stress, e por aí vai. Queremos que tipo de mundo? Queremos quantidade ou qualidade de vida? Queremos ter ou ser ? Bem, são alguns pensamentos que deixo para que não passe em branco esse dia. Namastê!

27 março 2015

Tecnologia no Ensino Infantil

 Algum tempo atrás  dei meu pitaco nessa matéria que só agora encontro via Google.

As crianças das novas gerações já nasceram "plugadas" no universo digital. Desde pequenas sabem usar o computador, acessar a internet, manusear uma câmera digital ou um telefone celular. Além de serem instrumentos de comunicação e entretenimento, essas ferramentas tecnológicas também são importantes aliadas do ensino, desde a educação infantil.


"Se o papel da escola é preparar para a vida e a tecnologia faz parte da vida, a escola precisa preparar os alunos para lidar com ela desde cedo", afirma Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional. Mas, para ser eficiente no ensino, a tecnologia precisa ser usada com objetivos pedagógicos bem definidos. De nada vale a escola ter salas equipadas com telão para a projeção de vídeos se os filmes exibidos não tiverem relação com o conteúdo estudado. Da mesma forma, em casa, o computador pode ser usado para aprender, mas também pode ser um perigo caso a criança seja deixada sozinha navegando pela internet, sem supervisão. Veja abaixo as dicas dos especialistas e saiba como usar a tecnologia em favor do aprendizado do seu filho.
Mesmo quando as crianças são bem pequenas e ainda não sabem ler ou escrever, o computador já pode ser utilizado como ferramenta de ensino, tanto na escola como em casa. "Jogos no computador, desenvolvidos para essa faixa etária, podem ser úteis para o exercício de estratégias e da imaginação. Também no computador as crianças podem desenhar, colorir, assistir histórias animadas, fazer pesquisas, etc", diz Maria Elizabeth Almeida, professora de tecnologias na educação e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Vai precisar sim. "O uso de tecnologias não vem para substituir materiais concretos, como o papel, mas para trazer novas contribuições. Jogos ao ar livre e atividades como recortar, colar e desenhar continuam sendo importantíssimas para a educação infantil", diz Maria Elizabeth Almeida, professora de tecnologias na educação e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Nessa faixa etária as crianças não conseguem reter por muito tempo a atenção nem no computador e nem em atividades de outra natureza, conforme explica Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional no Colégio Dante Alighieri, de São Paulo. Uma sugestão para que as crianças não se cansem das atividades, seja no computador ou fora dele, é dividir as turmas em grupos e realizar rodízios de atividades. Se a classe está estudando sobre cores, por exemplo, um grupo pode ir para o computador para colorir enquanto outro grupo vai fazer pintura com tintas no chão e outro grupo vai desenhar no papel. "Depois de algum tempo, é realizado rodízio, para que todos tenham a oportunidade de ir ao computador, pintar no chão e desenhar", explica Valdenice.
O aprendizado por meio da tecnologia vai além o uso do computador. Desde que haja um objetivo pedagógico bem definido, as crianças podem, por exemplo, aprender quando assistem a filmes, quando tiram fotografias ou participam da produção de vídeos. Mas atenção: para que a atividade tenha a função de ensinar, não basta exibir aleatoriamente um desenho animado ou filme. Ele deve trazer um contexto que sirva depois para uma discussão ou reflexão. Pedir que a criança fale sobre o que acabou de assistir a ajuda a exercitar sua capacidade de análise, argumentação e compreensão de conteúdos. "Quando aconteceu a Rio + 20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho, no Rio de Janeiro), a gente trabalhou em sala de aula questões ambientais como a do lixo. Depois produzimos um vídeo em que as crianças foram convidadas a falar sobre o futuro que elas querem, de forma bem espontânea. O vídeo foi divulgado no blog que temos e que pode ser visto pelos pais. Dessa forma, a tecnologia se transformou também em um meio de comunicação da escola com os pais, para que eles também possam participar da vida escolar dos filhos", conta Marli Lenir Dagnese Fiorentin, professora de educação infantil e orientadora no uso das tecnologias do Colégio Estadual Pe. Colbachini, de Nova Bassano, no Rio Grande do Sul.
Sim. Pesquisar junto com seu filho um assunto no computador, por exemplo, pode tanto ajudá-lo a aprender como proporcionar um momento de convivência importante para a criança. "As crianças dessa faixa etária estão descobrindo o mundo e qualquer coisa, qualquer objeto pode se transformar em um assunto de investigação importante para elas", diz Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional no Colégio Dante Alighieri, de São Paulo.
Mesmo que a criança ainda seja pequena e não saiba ler ou escrever, vale desde cedo dar a ela orientações de como usar o computador e a internet com segurança. "Os mesmos valores que passamos a nossas crianças no mundo real devem valer para o mundo virtual", explica Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional no Colégio Dante Alighieri, de São Paulo. "Assim como a criança não deve falar com estranhos na rua, não deve falar com estranhos no mundo virtual. Da mesma forma que não dá informações da família a estranhos no mundo real, não deve dar no mundo virtual", diz Valdenice. As atividades das crianças no computador devem ser sempre monitoradas, em qualquer faixa etária.



Fonte: Educar para Crescer 

16 fevereiro 2015

E-book: Turbine Suas Aulas

Fui citada como um dos 16 professores blogueiros de sucesso nesse E-book da amiga, colega Ana Paula Costa Souza, da qual fui tutora do Curso Blogs Educativos como recursos didáticos, no Portal Educarede, mantido pela Fundação Telefônica, há alguns anos atrás. É gratificante saber que podemos contribuir, compartilhando conhecimentos e aprendendo de forma colaborativa. Ana Paula tem feito um trabalho bacana que vale a pena conhecer e se inspirar. Acesse o site Minha Caixa Mágica e descubra uma série de possibilidades para o uso das tecnologias na educação

 

03 novembro 2014

Google Drive - Computação e armazenamento da nuvem


Participei de um Hangout  On Air sobre o uso do Google Drive  para armazenamento e colaboração na Nuvem organizado pelo querido José Carlos ou JC como é mais conhecido. Pedi aos professores do Curso Tecnologias na Educação: Ensinando e Aprendendo com as TIC, do PROINFO, do qual sou formadora, que acompanhassem. Alguns conseguiram em tempo real ver pelo you tube, os outros verão  a gravação, que será ponto de partida para discussão num fórum que abri  na plataforma do E- PROINFO. Apesar de utilizar o Google Drive há bastante tempo  para os mais diversos fins, ainda assim pude aprender muitos detalhes ainda não percebidos por mim, o que reforça a ideia de que quando estamos em rede, nunca paramos de aprender em colaboração. Agradeço ao JC pela excelente iniciativa que, além de mostrar  as possibilidades da computação em nuvem, nos brindou também oportunizando  a possibilidade de conhecer mais o hangout. Novas descobertas a cada clique. Valeuuuuu!

17 maio 2014

Socializando um pouco do FISL 15



O Fórum Internacional de Software Livre- FISL- na sua 15ª edição ocorrida na PUC-RS, foi um grande evento de tecnologia. Vale esclarecer que Software Livre não se limita ao sistema operacional Linux . O Linux é um software livre, assim como todo software que tem código aberto e permite que os usuários o modifiquem ou criem novas possibilidades de uso a partir dele. É possível utilizar softwares livres também com sistemas proprietários. A filosofia do software livre , que é gratuito, é a colaboração , a liberdade de criação. 
Eu utilizo softwares proprietários e livres. Minha filosofia é sempre incentivar a autoria, a colaboração, a criatividade, aproveitando os recursos possíveis  e viáveis que  temos em mãos. Esse evento  me instigou a conhecer outras possibilidades do software livre, além das que já conheço e utilizo. Na escola, recebemos do governo estadual e federal laboratórios com Linux e Windows.  Temos enfrentado algumas dificuldades com o Linux, algumas de ordem técnica (travamento, falta de inicialização, etc)  e  por falta de  uma familiaridade maior com o sistema operacional e aplicativos. Descobri com a equipe da Secretaria de Educação de Porto Alegre, que essas dificuldades são comuns e que lá estão desenvolvendo um projeto "Linux Compartilhando" , buscando achar soluções colaborativas para resolver essas dificuldades. Vários tutoriais estão compartilhados no blog FORMAÇÃO EM SOFTWARE LIVRE para solucionar os problemas mais comuns com os laboratórios Linux. Também foi indicado essa URL http://sleducacional.org/ , em que há possibilidade de se cadastrar e interagir com usuários do SL Educacional para tirar dúvidas do uso de aplicativos, com tutoriais, lista de discussão, etc. Algumas ações são realizadas pela SMED e uma delas é a oferta de cursos livres EAD aos Professores sobre o uso do SL na educação, sendo utilizado o Ambiente Virtual de Aprendizagem EDModo, muito similiar a uma rede social. Qualquer pessoa pode criar o seu curso nesse ambiente. Vale a pena ir lá e conhecer.
Realizei uma oficina de STRATCH, um software de programação muito interessante que permite criar animações. O STRATCH  pode ser baixado e instalado aqui no windows, linux ou Mac OS X Depois é ir mexendo, testando e buscando ajuda em tutoriais como esses do  link ou muitos outros que  podemos encontrar na web. Com certeza é  um desafio que todo jovem  ou criança adoram, pois instiga a criatividade, autoria, iniciativa.
Outra oficina que realizei foi a de Libre Office Writer, editor de texto, em que foram enfocadas as facilidades de formatação do texto através da opção "Estilos" . São muitas funções que o programa oferece e a oficina instigou a explorar mais a ferramenta. O LibreOffice é uma suite de escritório livre compatível com as principais suítes de escritório do mercado. Oferece todas as funções esperadas de uma suite profissional: editor de textos, planilha, apresentação, editor de desenhos e banco de dados. Visite os seguintes endereços http://www.libreoffice.org/ e http://pt-br.libreoffice.org/ para saber muito mais, contribuir, interagir. Clique no link para ver o GUIA doWRITER..
Conheci a experiência da Rádio Maleta, muito bacana. Usando recursos simples e software audacity (livre), os alunos e professores montaram todo o equipamento necessário em uma maleta(computador, mesa de som, placa de captura de áudio  de baixa latência, microfone, cabo P2 XLR.). O relato da experiência mostrou que para fazer uma rádio é preciso antes de tudo vontade e criatividade. 
Gostei muito também das palestras que mostraram o uso colaborativo de mapas. O OpenStreetMap http://www.openstreetmap.org é uma espécie de Wikipédia. É possível colaborar com o mapeamento do mapa do mundo Os mapas são criados usando dados de receptores GPS portatéis, fotografias aéreas e outras fontes livres.
 Fotografia Panorâmica Imersiva 360x180º com o software livre  e as possibilidades do  GIMP foram conhecimentos adquiridos a respeito do trabalho com imagens. Ambas as oficinas foram ministradas por Cartola que mantém o Blog http://cartola.org/360 com imagens panorâmicas. A ferramenta livre usada para criar as panorâmicas é o HUGIN que pode ser baixada aqui http://hugin.sourceforge.net  O manual completo do Cartola contém conceitos, dicas e passo a passo. A edição de imagens com o software GIMP faz milagres. Cartola fez fotografias de participantes do evento e demonstrou como modificar a aparência dos mesmos.
Outra aprendizagem bem bacana foi sobre apresentações feitas com o SOZI, plugin utilizado associado ao INKSCAPE - editor profissional de gráficos vetoriais para Windows, Mac OSX e Linux. É gratuito e de código aberto. É uma alternativa ao PREZZI. Uma  vantagem é que, uma vez criada a apresentação, abre em qualquer navegador , sem necessidade de estar online, nem de outro programa qualquer. Veja aqui um tutorial. 
WEBMAKER é uma coleção de ferramentas inovadoras e currículo para uma comunidade global que está ensinando a web a qualquer pessoa, funcionando como uma espécie de alfabetização. Para interagir com outros usuários, participe da lista webmaker@list.mozilla.org  ou siga no twitter @webmaker , #webmaker . Veja mais clicando na imagem.


https://webmaker.org/pt-BR/

Também participei  da palestra do Reabilitarte e conheci o projeto Mapas de Acessibilidade,  para quem necessita de reabilitação neurolocomotoraUtilizando o conceito de inteligência coletiva proposto por Pierre Levy, o mapa da acessibilidade só poderá se concretizar se a ideia mobilizar uma rede de pessoas que contribuem para alimentar as camadas de conhecimento do mapa com suas experiências, obstáculos e soluções para uma cidade acessível a todos. 
Participei também da palestra Cidades Digitais, construção de um ecossistema de colaboração e inovação, pois fiquei curiosa, já que minha cidade, Nova Bassano, foi contemplada com o projeto.  Essa iniciativa visa a melhoria da gestão pública e serviços à população, transparência, democratização no acesso à internet, construção do conhecimento e informação. Os aplicativos serão software livre e contemplarão as áreas : Portal da Cidade, gestão financeira e tributária, educação, saúde e ouvidoria. Os aplicativos serão hospedados na nuvem do SERPRO, estando em segurança e sem gerar custos. O que muda:



Uma boa reflexão foi feita na palestra Hacker ou Nativo Digital? Você escolhe. O desafio apresentado é ensinar a cultura hacker na escola. O conceito de hacker consiste no indivíduo que se dedica intensamente a conhecer e modificar dispositivos , programas e redes de computadores, encontrando soluções e efeitos extraordinários, que extrapolam os limites de funcionamento dos seus criadores. Os princípios da ética hacker são : compartilhamento, abertura, descentralização,livre acesso aos computadores e melhoria do mundo.
Essas foram algumas das aprendizagens que destaco do evento. Foi  difícil optar entre tantos assuntos interessantes. Foi um encontro muito legal, de gente interessante, entusiasmada, apaixonada pelo uso inteligente da tecnologia nos mais diferentes setores da sociedade.


Que venham outros FISL!