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11 maio 2018

APPS para crianças aprenderem



Segue matéria interessante com dicas de Aplicativos para crianças. 

Deixar ou não as crianças usarem os aparelhos eletrônicos, seja celular, tablet ou computador, é um dilema de todos os dias de quem é pai ou mãe. Aqui no Tempojunto, eu (a Patcamargo) e a Patricia Marinho acreditamos que há apps que ajudam no desenvolvimento de lógica e raciocínio das crianças, por exemplo.
Mas é preciso escolher bem e sempre lembrar que o momento do eletrônico não é um momento da criança sozinha. Mas uma brincadeira para ser feita junto com seu filho. Continue lendo aqui

13 janeiro 2018

A escravidão da tecnologia


Os tempos  atuais estão bem representados nessas  imagens. Não podemos crucificar as tecnologias  pelo comportamento inadequado das pessoas. Lembro  de Frankenstein que criou um monstro em laboratório e depois o criador passou a ser perseguido pela sua criatura. Fazendo uma analogia, a tecnologia é objeto de criação do homem e parece que invés deste dominá-la, exercer controle sobre ela, ocorre muitas vezes o contrário. Cabe uma reflexão, para que saibamos ter o controle nas mãos , fazendo dessa maravilha, a tecnologia, uma aliada para aproximar , humanizar e não o contrário. 

14 junho 2016

Minha Participação na 1ª FLICIA, Festa Literária de Cianorte

No dia 9 de junho estive participando  da  I Festa Literária de Cianorte - FLICIA - no norte do Paraná. O evento ocorreu entre  os dias 07 e 10 junho, incluindo na programação apresentações artísticas e culturais, teatros, contação de histórias, exposição e venda de livros, relatos de experiências, trabalhos científicos e literários, mesas-redondas, homenagem aos escritores locais e premiação do V Concurso Municipal de Poesias. Minha participação ocorreu numa mesa redonda para discutir "Os desafios para incentivar a leitura na era digital", juntamente o com o jornalista mestre Rômulo Tondo, de Santa Maria, RS, mediada pelo jornalista Cléber Gonçalves, de Cianorte. Na minha exposição, abordei questões como as novas formas de leitura hipertextual, a necessidade de nos apropriamos das ferramentas digitais para incentivar nesse meio a leitura literária, porta de entrada para o gosto pela leitura e formação de leitores competentes e estratégias  para incentivar a leitura em ambos os suportes, livro digital ou físico. Compartilhei experiências como a Feira do Livro do Colégio Estadual Pe. Colbachini, onde trabalho e que nesse ano promove a 13ª edição , já somando 90 escritores presentes e mais de 12.400 livros dos mesmos adquiridos, lidos e trabalhados pelos alunos. Além disso compartilhei experiências e projetos colaborativos desenvolvidos por mim  no meio digital , incentivando  o gosto pela formação de leitores com o uso das tecnologias. Além disso, em outro momento realizei uma oficina de Blogs como Recursos Didáticos, para professores e acadêmicos. 
Foi uma experiência gratificante, que me proporcionou a alegria de vivenciar o primeiro evento literário do município, realizado com muito sucesso, repleto de público, infantil e adulto, circulando em meio à magia de personagens e  livros. Que essa seja a primeira de muitas edições da FLICIA!

Entrada da FLICIA,Centro Estadual de Educação Profissional - Escola Técnica
Eu e Rômulo Tondo, recepcionados pelo grupo Companhia Espaço Sou Arte, de Campo Mourão , que apresentou o espetáculo Num reino de príncipes e princesas
Durante a mesa redonda
Durante a mesa redonda
Durante a mesa redonda
Durante a mesa redonda
Público infantil recepcionado pelos personagens das histórias infantis
Público infantil recepcionados pelos personagens das histórias infantis
Companhia Espaço Sou Arte, de Campo Mourão
Companhia Espaço Sou Arte, de Campo Mourão
Com Rômulo Tondo, esperando conexão no Aeroporto de Guarulhos- SP
Com Cléber Gonçalves, de Cianorte, PR e  e Rômulo Tondo, de Santa Maria, RS

Mais informações e imagens  aqui. 

11 outubro 2015

Uso de Planilhas eletrônicas para gerenciar a sala de aula


Deixo aqui um excelente hangout com o meu amigo, professor José Carlos Antonio, do blog Professor Digital  sobre o uso de planilhas eletrônicas na Gestão da sala de aula. Vale a pena  aproveitar esses recursos que temos à disposição para facilitar a vida do professor. 

14 junho 2015

Sobre minhas impressões e memórias do VI EDUCOM e III EDUCOMSUL

Alguns amigos que  encontrei, reeencontrei ou desvirtualizei, pela ordem, Marta, colega do NTE de Bento Gonçalves; Cledenir, do NTE Uruguaiana; Ismar de Oliveira Soares, da USP, o grande ícone da Educomunicação; Cléber Machado, jornalista e professor de Maringá; Fernanda Duarte, jornalista educomunicadora de Brasília, Leila Silveira, do NTE Carazinho; Claudemir Viana, da USP, um dos organizadores do evento .
             
             Nos dias 10, 11 e 12  ocorreu o VI Encontro Brasileiro de Educomunicação e III EducomSul , na PUCRS , em Porto Alegre. Eu participei, como integrante do NTE da 16ª CRE, de Bento Gonçalves. Foi um evento com excelentes apresentações e participações versando sobre o tema dessa edição: Diversidade e Educomunicação, tecendo saberes e integrando práticas
Seria necessário mais tempo para compartilhar os muitos saberes  e emoções desses 3 dias, mas deixo registrado o que mais me marcou.  
            Encontrar, conhecer pessoas novas que vem agregar coisas boas à nossa vida , reeencontrar outras com que temos afinidades e reforçar laços, desvirtualizar aquelas que já faziam parte de nosso universo via mundo virtual, mas que carecia daquele abraço e olho no olho, tudo isso pude vivenciar nesses dias e recarregar minha alma de uma energia necessária para seguir a luta de educar de forma inovadora que os tempos atuais exigem. É por isso que tiramos fotos, colocamos nas redes sociais, fazemos questão de mostrar o lado bom dessa rede que pode unir em prol de uma boa causa. 
Sobre os temas abordados e práticas compartilhadas, foi tanta riqueza que senti pena de não poder estar em todos os espaços. Por várias vezes me emocionei e talvez a causa maior disso acontecer é percerber que não estou sozinha naquilo que penso, naquilo que busco, naquilo que é possível realizar com amor e afeto. 
              Educomunicação, como eu a entendo a partir do que sabia e do que vi por lá,  são ações que permitem aos membros das comunidades educativas desenvolverem habilidades de comunicação, através dos meios midiáticos, de forma democrática, protagonista  e autoral, para se sentirem representadas no meio em que vivem, empoderadas, incluídas. Nas palavras do precurssor da Educomunicação no Brasil, Ismar de Oliveira Soares, "Educomunicação serve para fazer as pessoas, cujos direitos o sistema infringe, serem felizes". Dentre essas, estão quase sempre as pessoas de raça negra, indígena ou com outra opção sexual, ignorados  pela grande mídia ou  aparecendo  como sulbalternos, baderneiros ou estereotipados, assunto debatido na Mesa Redonda Diversidade de Gênero e Etnias. Para o professor Ismar, "a educação formal não dá espaço para a pessoa se construir/reconstruir, se autoreconhecerem, por sua vez, a Educomunicação tem transformado a vida das crianças e jovens oprimidos."
             Segundo o cineasta  Joel Zitto Araújo , a TV brasileira trabalha pelo "branqueamento" do Brasil, haja visto que poucas foram as personagens negras atuando como protagonistas em novelas, só pra citar um exemplo e deixou no final de sua fala um questionamento: Como descolonizar nossas mentes?
               A liberdade de expressão é um direito humano, o ato de comunicar é político. Dar voz aos alunos, promover o protagonismo juvenil pode mudar vidas, como vimos em diversos depoimentos que emocionaram a todos. O processo de comunicação tem trazido mudanças nas políticas públicas. Basta ver o fenômeno das redes sociais e seu alto poder de dessiminação de ideias.
O uso das tecnologias no viés da educomunicação surge como um contraponto à grande mídia, que não dá espaço à diversidade.
                Dar voz aos alunos , só para citar alguns exemplos , pode ser através da rádio e jornal escolar, de  um blog, de redes sociais, de produções audiovisuais que representem o meio em que vivem. Dar voz aos alunos é abrir espaço para produções autoriais e autonomas. Segundo o professor Ismar, a autonomia, não no sentido de independência e marketing, mas no sentido de participação como sujeito social,  gera o protagonismo que  proporciona a solidariedade e a participação comunitária, conjunta.
                  Diversas pesquisas mostradas durante o evento revelam a maioria esmagadora de jovens que possuem celulares (smartphones)  mesmo nas comunidades mais pobres. O jornalista educomunicador Romolo Tondo, em sua pesquisa compara o celular ao cordão umbilical e revela as relações afetivas que estão relacionadas a ele , pois vem carregado de contatos, músicas, imagens. É preciso que os educadores levem isso em conta e utilizem o  potencial das ferramentas. Nesse mesmo relato,  foi realizada uma experiência com o celular fazendo o registro fotográfico da comunidade dos alunos. usando a câmera como uma "extensão do olhar".
                 É preciso que olhemos para as tecnologias como estratégias para envolver os alunos e dar a eles oportunidade de mostrar seus talentos, muitas vezes escondidos, para desfazer medos e revoltas, mostrando que é possivel, através das diversas formas de expressão, revelar os valores que cada um tem. Torna-se imprescindível realizar uma segunda alfabetização para tudo isso poder acontecer. Trata-se da  Leitura Crítica das Mídias.
               Da Mesa Redonda Educomunicação, Educação Integral e Políticas Públicas  destaco algumas falas.  A professora Jaqueline  Moll , da UFRGS, disse que "O exemplo do Mais Educação e a Educomunicação nos mostram que é possível transformar as práticas escolares. As práticas educomunicativas na escola integral ajudam na construção que tira os alunos da invisibilidade. É preciso reiventar o currículo; criar tempos, espaços e oportunidades educativas. Não é possível que a gente olhe para nossos estudantes e enxergue apenas futuros operários, eles podem ser poetas, artistas, empresários, a escola precisa ampliar o leque de oportunidades a oferecer"
             Lúcia Alvarez, da UFMG, lembrou que  "O desafio é romper com uma cultura escolar baseada no isolamento, fragmentação e passividade de seus sujeitos. A educação integral precisa promover a apropriação dos espaços e sua identidade, transformando os lugares,criando sentido de pertencimento. A cidade não pode ser vista apenas como espaço de violência, mas de encontro, troca, um território educativo"
               A Profa. Leila Schaan, do setor pedagógico da Secretaria de Educação do Estado do RS, falou  sobre práticas e projetos de institucionalização da educomunicação nas escolas do RS. A Seduc/RS lançará até o fim do ano o Portal do Educom Tchê, no intuito de oferecer formação aos professores. Isso de fato me agradou muito e espero que se concretize. Está na hora de "integrar" as tecnologias às práticas como estratégias de aprendizagem e comunicação, passou da hora de remodelar o currículo, tornando-o mais vivo

              Por tudo isso podemos perceber que o uso das tecnologias deve estar amparado por um projeto que vai além  perpetuação de velhas de práticas disfarçadas de modernidade.  As tecnologias estão aí para servirem de canal de expressão dos sujeitos, como um  direito de terem espaço e valorização, de poderem ser vistos pelo que melhor sabem fazer e contribuir na construção da sociedade plural e solidária.

Fiz um pouco da cobertura da forma possível, pelo meu twiter https://twitter.com/marlifiorentin e pelo facebook  https://www.facebook.com/marli.fiorentin usando a hastag do evento #6educom3sul

URLs do evento ou ligadas à Educomunicação:
Página no Facebook
Blog do evento
Site da ABPEducom
Viração
Guia Juventude e Comunicação
Portal do Jornal Escolar

Momentos da Mesas Redondas, com excelentes  reflexóes. 


Participação dos jovens educomunicadores.

Uma das salas de relatos de experiência do EDUCOM, essa sobre documentários e rádio escolar.  

Eu, com colegas da 16ª CRE, com representação dos vários setores da mesma.

Você que esteve lá ou não, quer contribuir agregando ideias a esse post? Fique à vontade!

16 fevereiro 2015

E-book: Turbine Suas Aulas

Fui citada como um dos 16 professores blogueiros de sucesso nesse E-book da amiga, colega Ana Paula Costa Souza, da qual fui tutora do Curso Blogs Educativos como recursos didáticos, no Portal Educarede, mantido pela Fundação Telefônica, há alguns anos atrás. É gratificante saber que podemos contribuir, compartilhando conhecimentos e aprendendo de forma colaborativa. Ana Paula tem feito um trabalho bacana que vale a pena conhecer e se inspirar. Acesse o site Minha Caixa Mágica e descubra uma série de possibilidades para o uso das tecnologias na educação

 

03 fevereiro 2014

Dicas Inovadoras

O site Porvir  reuniu conteúdo que pode ser uma dica para incrementar aulas, estudos, ideias e discussões sobre inovações em educação. São serviços, listas, sugestões de vídeos, palestras, passo a passos, cursos que estão abertos, Moocs que vale a pena conhecer etc. Conteúdos curtos, direto ao ponto, e que têm feito sucesso entre os leitores. Faça suas buscas pelas mais recentes, mais curtidas e mais tuitadas!

05 janeiro 2014

Tecnologia para a Inclusão


Eleito pela ONU o melhor aplicativo do mundo, o Hand Talk, permite converter conteúdos em áudio, textos digitais e fotografar para a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS. Um aplicativo social, idealizado para a inclusão social. Além de auxiliar a comunidade surda na comunicação através da tradução para a Libras, o app também ensina você a aprender novos sinais! Pode ser baixado gratuitamente na Google Play ou APP Store

17 abril 2013

Rede Social Educacional Brainly na versão português




Olha só, mais uma novidade em rede social, mas essa é específica para educação. Vale conferir!

Desde novembro os alunos brasileiros e portugueses podem se juntar a uma rede social educativa brainly.com.br – um portal que promove a compartilhação de conhecimento e ajuda mútua em estudos escolares 

Social learning, gamificação e apoio à educação - estes são os principais conceitos do Brainly que criando um ambiente de aprendizagem mútua e colaboração possibilita estudo fácil e rápido para os alunos de ensino fundamental e médio. Graças aos elementos de gamificação como rankings, níveis ou um sistema de atribuição de pontos, Brainly encoraja participação ativa na explicação de questões difíceis, porque os utilizadores – para serem ajudados – também têm de ajudar os outros. Os fundadores querem mostrar que a escola, trabalhos de casa e estudo podem dar prazer e satisfação pessoal. 
Como o Brainly funciona? 
Para cumprir as expectativas de ambos os mercados, o Brainly.com.br está disponível em português do Brasil e português europeu, enquanto o conteúdo é comum para que os alunos de Portugal e os do Brasil possam trabalhar e colaborar juntos. Cada usuário depois do cadastro recebe um certo número de pontos que precisa gastar cada vez que faz uma pergunta no portal. Para ganhar pontos os alunos devem ajudar as outras pessoas, não necessariamente na mesma matéria. Além disso, os melhores alunos recebem pontos adicionais por darem uma resposta clara, completa e com uma boa explicação. Da alta qualidade de todas as respostas cuidam os especialistas – os moderadores. O botão “Obrigado” possibilita agradecimento pessoal e pode ser um início de uma nova amizade que se pode desenvolver através de mensagens privadas ou bate-papo. Com esta ideia de ajuda mútua com os estudos em um ambiente de colaboração e amizade os fundadores querem chegar às crianças de todos os países no mundo. 
O que acham os alunos? 
Um dos usuários do Brainly.com.br, hbrennog (18 anos), disse: “Acho [o site] ótimo, porque sempre é melhor estudar em grupo, o aprendizado é mais descontraído e memorável, e os alunos aprendem de verdade!”
Sobre o Brainly.com 
É um grupo de serviços de social learning cujo objetivo é criar um espaço online onde os alunos podem estudar juntos, trocar ideias e ao mesmo tempo conhecer pessoas novas. O primeiro serviço foi criado em 2009 e rápidamente ganhou popularidade tanto entre os alunos como entre os professores. Neste momento ao grupo pertencem os seguintes portais: Zadane.pl (Polônia), Znanija.com (Rússia, Ucrânia e outros países russófonos), E-aufgabe.de (Alemanha), Misdeberes.es (Espanha, México e América do Sul), NosDevoirs.fr (França), Eodev.com (Turquía) e Brainly.com.br (Portugal e Brasil). Em conjunto, o portal é utilizado por mais do que 10 milhões de usuários únicos por mês em 19 países.
 Mais informações: www.brainly.com 

14 abril 2013

Avaliação para a aprendizagem


Disponibilizo aqui essa fala do professor Fernando Almeida  que aconteceu no evento presencial do Encontro Internacional de Educação da Fundação Telefônica / Vivo no RJ. Gostei muito da  palestra que, graças aos recursos da tecnologia, pude assistir  na íntegra da minha casa e agora vocês leitores que ainda não viram podem ter a oportunidade. 
Destaco alguns aspectos que  mais me chamaram atenção e quero reforçar. O professor enfatiza que hoje a palavra Mudança está na moda,mas é preciso ter clareza de qual mudança queremos e com qual finalidade , já que mudança também pode ser para pior. Concordo plenamente. Estar aberto ao novo é necessário, já que a vida se reinventa a todo instante, mas esse novo precisa ser canalizado para o nosso bem. Também não quer dizer que o novo seja a negação de tudo o que já é velho. Tudo a seu tempo e a seu modo tem o seu valor. 
Outra colocação que destaco é que nós educadores precisamos juntar o que há de melhor na educação tradicional e de melhor no uso da tecnologia para desenvolver nosso projeto pedagógico. De fato, o que ocorre muito são comparações impróprias que tentam excluir uma ou outra forma de se trabalhar com o conhecimento. A tecnologia não veio para acabar com o que até foi feito, mas para potencializar a forma de ensinar. 
Uma terceira ideia colocada, muito importante é em relação ao conceito de "nativo digital" atribuída aos jovens atuais, por terem nascido na era digital, o que segundo ele, não corresponde à realidade. Primeiro porque nativo vem de primitivo, não civilizado; depois porque essa geração que é colocada como expert em tecnologia, tem muito a aprender com os  considerados imigrantes digitais. Mais uma vez concordo com o professor Fernando.  Vejo muitos colegas professores que resistem a trabalhar incluindo tecnologias justificando que seus alunos não focam na proposta da aula e  se dispersam em atividades puramente lúdicas na rede. Na minha opinião, é justamente esse um dos motivos  pelo qual os educadores deveriam persistir, pois os jovens muitas vezes conhecem as tecnologias, mas as subutilizam, não conhecem as possibilidades que elas oferecem. 
O professor Fernando conceitua avaliação como um ato ético, que valoriza o que é bom. Fazer bem e bem fazer ou seja, associar o conhecimento com os valores. O senso  ético se dá através da mediação da aprendizagem através do diálogo. Segundo ele, a todo momento os adolescentes nos questionam com perguntas éticas. Lembrei de um fato acontecido dia desses, quando um de meus alunos , de 5 anos  me deixou pasma quando eu disse que a menina tinha a preferência na fila e ele : "Ela tem qualidade, não preferência". Fiquei por  muito tempo refletindo sobre essa frase filosófica.
Na visão do professor, não é possivel avaliar sem o registro  e a tecnologia contribui muito nesse aspecto. Valorizar e publicar  produções de alunos, dão significado à aprendizagem. Não se aprende só para ser avaliado, como muitas vezes ocorre.O registro facilita a análise do processo da aprendizagem, a avaliação. Sou muito favorável ao trabalho com blogs que funcionam também como portfólios. Também foi colocada a importância do professor dar condições do aluno se planejar e organizar seus estudos como orientação prévia da avaliação. Afinal o objetivo é destacar o que ele aprendeu e não o que não aprendeu. Geralmente o que acontece é  o contrário. A avaliação destaca o lado ruim. 
Por fim, destaco a ideia colocada de que " a  experiência da aprendizagem é a experiência de errar." Na busca, na tentativa de acerto e erro , nós aprendemos. Ainda precisamos refletir muito esse tema da avaliação, que segue sendo um ato classificatório e excludente. 
Recomendo que assistam ao vídeo. 

07 abril 2013

Educação no Século XXI: Novos Modos de Aprender e de Ensinar

A Fundação Telefônica/ Vivo nos presenteia com  uma excelente publicação que é o primeiro volume da coleção Educação no Século XXI: Novos Modos de Aprender e de Ensinar.  Veja aqui.

15 fevereiro 2013

Tecnologias digitais na escola: driblando inconvenientes


Reproduzo aqui excelente matéria de Priscila Gonsales , publicada no Jornal do Brasil. Dicas de como enfrentar e lidar com dificuldades  com o uso das tecnologias no dia a dia da escola. 

Com a proximidade do ano letivo, novamente os educadores estarão diante do desafio de incorporar tecnologias digitais em seu cotidiano pedagógico. Seja na tentativa de usar novos dispositivos como tablets, smartphones ou laptops em atividades educativas, seja na integração de mídias digitais e redes sociais no processo de ensino e de aprendizagem de conteúdos curriculares.
Nesse cenário, é bem comum surgirem mais questionamentos sobre os inconvenientes que as tecnologias podem trazer para o contexto pedagógico do que ênfase nos benefícios e potenciais a serem aproveitados. Pensando em como driblar tais inconvenientes, listo abaixo algumas dicas a partir das principais queixas que tenho acompanhado em 12 anos de atuação na área:
Distração e dispersão: estudantes jogam e navegam na web em vez de prestar atenção nas aulas e fazer as atividades sugeridas.
Que tal combinar com a classe 10 minutos de navegação livre antes de iniciar a atividade? Em vez de pensar em “aula”, que carrega uma conotação meramente expositiva, procure planejar atividades ou projetos. Preparar um roteiro em conjunto com os alunos sobre como será realizada a atividade, com os respectivos combinados, e levantando com eles perguntas e dúvidas prévias sobre determinado conteúdo pode ser uma estratégia interessante para envolver a turma desde o princípio, evitando a dispersão. Lance desafios cooperativos, formando equipes para busca de diferentes informações na internet em um determinado intervalo de tempo para que depois possam compartilhar as descobertas.
Informações não confiáveis: há muito conteúdo disponível na web sobre todos os assuntos mas nem todo conteúdo é de qualidade.
Uma das principais aprendizagens que o mundo digital potencializa é justamente a de como pesquisar na internet (selecionar, analisar, classificar). Nesse sentido, não é exagero dizer até que o fato de não ser confiável é uma vantagem, pois cabe a cada pessoa, sozinha ou em grupo, analisar e comparar as fontes e não apenas receber informações prontas tidas como verdade única e absoluta. A inteligência precisa estar no indivíduo diante da máquina e não ao contrário. Ao sugerir uma atividade de pesquisa na internet não é necessário delimitar os sites para consulta, mas sim preparar uma lista de sugestões sobre como analisar cada endereço web encontrado, desde a origem - se é comercial (.com), governamental (.gov) ou de alguma instituição (.org) – até o conteúdo em si, sempre comparando informações para poder encontrar o que se procura. Em alguns casos, a estratégia do “copiar e colar” citando a fonte pode ser indicada para facilitar a análise crítica, pois assim todos poderão salvar em um arquivo separadamente e ler com calma as várias informações selecionadas para depois preparar a sua própria versão a partir do que foi pesquisado.
Aprendizagem superficial: a livre interação dos alunos com conteúdos disponíveis na web ocasiona apreensão de conteúdos de forma simplista e pouco aprofundada, tornando os alunos resistentes a empenhar o tempo necessário para consolidar as aprendizagens.
Há um pouco de mito nessa afirmação, pois a superficialidade da aprendizagem não pode estar ligada ao meio em si, uma vez que uma simples leitura de um tópico no livro didático com definições prontas sobre um dado assunto pode levar ao mesmo resultado. Nesse caso, o segredo está no desafio que será lançado pelo educador. O ideal é que o educador planeje, ou seja, que defina com antecedência os objetivos da aula ou do projeto a ser desenvolvido. É importante que o educador estimule os estudantes não apenas a buscarem respostas, mas sim a formularem suas próprias perguntas a partir de algumas hipóteses que podem ser levantadas em conjunto com a turma. Para refletir sobre a importância da dedicação aos estudos, o educador pode criar um gincana que evidencie o tempo necessário para o estudo de um conteúdo ou mesmo relatar o tempo de dedicação de autores e profissionais famosos em torno de seu ofício. Na obra Minha Vida Entre Livros, o bibliófilo José Mindlin conta algumas histórias de escritores famosos, como Guimarães Rosa e seus vários rascunhos, em uma persistente busca pelo melhor texto até chegar ao livro de fato.
Copiar e colar: a internet estaria incentivando os alunos a copiar fotos, textos, músicas, ilustrações e outros arquivos de sites para fazer um trabalho escolar e além disso, tal atitude pode estar violando a lei de direitos autorais.
Muitos já devem ter ouvido a resposta padrão para esse inconveniente: “Quando não tinha internet a gente copiava da enciclopédia”. De fato. O que faz diferença nesse caso e evita o simples recorte e cola de informação é quão desafiadora a atividade proposta é, ou seja, qual foi o roteiro sugerido pelo educador e qual o objetivo da pesquisa. Além disso, há outro ponto fundamental nessa queixa relacionada a uma ação ilegal de apropriação de obra protegida pela lei brasileira de direitos autorais. Antes de utilizar qualquer arquivo disponível online, ainda que gratuito, é fundamental consultar os “termos de uso” do site e verificar se o material foi licenciado de maneira aberta, isto é, se o autor permite que sua obra seja copiada, remixada ou usada para fins comerciais. No site do Projeto Recursos Educacionais Abertos Brasil há uma lista de repositórios online para encontrar recursos licenciados abertamente (http://rea.net.br/site/rea-no-brasil-e-no-mundo/rea-no-brasil/).
Ansiedade, vícios e isolamento: a interação constante dos estudantes com as telas digitais estaria provocando maus hábitos e problemas de comportamento e de saúde.
Como em tudo na vida, é sempre importante buscar o equilíbrio e, nesse sentido, os pais devem ser envolvidos nas conversas e debates, evidenciando a importância de incentivar também atividades “offline” como esportes e passeios. Vale a pena debater com alunos e pais casos reais que evidenciam sintomas como esses. Podem ser criadas campanhas na escola lideradas pelos próprios alunos para “prevenir” tais comportamentos. Existem materiais disponíveis na internet  para usar como apoio: www.safernet.org.br;http://www.childhood.org.br/programas/navegar-com-seguranca;http://cartilha.cert.br/uso-seguro/;www.fundacaotelefonica.org.br/Uploads/book_telefonica_2_final.pdf.
Exposição da vida privada: redes sociais como Facebook, Foursquare, Instagram, entre outras, funcionam muitas vezes como uma agenda pública do cotidiano das pessoas, incluindo informações pessoais e fotografias.
Trata-se de um tema central que precisa ser debatido com os alunos, como por exemplo, o que pode ser público e o que deve ser privado na vida de cada indivíduo. Da mesma forma, postar fotos de amigos sem permissão também não é uma atitude responsável. Não adianta proibir na escola, pois os estudantes acessam em casa, na casa de amigos ou em centros públicos. Que tal criar um perfil ou um grupo tipo “fan page” nessas redes sobre algum tema do conteúdo estudado? Trata-se de uma forma de mostrar aos estudantes que é possível planejar outros usos além do compartilhamento de informações pessoais. Além disso, todos poderão vivenciar e debater na prática o que se deve ou não postar e para que público. Hoje em dia as redes permitem configurar permissões de visualização de forma que algumas postagens só possam ser vistas por quem realmente a pessoa conhecer ou familiares diretos. Anote na agenda a campanha pela Internet Segura que começa nesta terça-feira, 5 de fevereiro: http://www.diadainternetsegura.org.br/site/sid2012;
Tensão e estresse: pouca familiaridade com recursos da tecnologia digital constantemente lançados no mercado tem gerado desconforto entre educadores
Não é preciso estar em dia com todo e qualquer lançamento do mundo digital para ser um educador na cultura digital. O dispositivo em si não traz nenhuma melhoria ou inovação e nem o uso que se faz dele, muitas vezes uma mera reprodução de métodos ultrapassados. Em vez de querer utilizar a tecnologia na educação, procure refletir sobre como aproximar a educação da cultura digital. Ou seja, cada vez mais as pessoas estão mudando seus modos de ser e estar no mundo. Com a internet, distâncias geográficas são diminuídas, tornando possível, por exemplo, criar atividades colaborativas a distância. Reúna os professores da sua própria escola ou comunidade para discutir e trocar experiências sobre possibilidades e metodologias pedagógicas. Não existe uma receita pronta para usar, o importante é ousar e experimentar. Participe de grupos e fóruns online para trocar de experiências com outros educadores:
Problemas técnicos e de software: quem nunca vivenciou a situação de travamento de software, de pane no áudio, arquivo que não abre, de falta de conexão? São inúmeros os problemas técnicos de manutenção dos computadores.
O famoso “plano B” deve sempre ser considerado, ou seja, se possível grave arquivos que iria usar ou tenha uma atividade offline substitutiva. A maioria das propostas podem ser realizadas sem o uso do computador em uma eventualidade, portanto não é motivo de pânico. Dar preferência a softwares livres – programas de computador que podem ser utilizados, copiados, modificados e redistribuídos sem restrições – é uma questão importante em relação ao acesso à educação como um direito. Além disso, evita a perda de arquivos salvos em versões antigas de softwares proprietários, pois não podem mais ser abertos nas versões mais atualizadas. O Libre Office, por exemplo, é um pacote de aplicativos em formato aberto (documento de texto, planilha, apresentação, etc), facilmente baixado e instalado em qualquer sistema operacional e que pode abrir qualquer outro arquivo proprietário semelhante.
Celulares e tocadores de áudio: pensei nesse último tópico sobre os dois dispositivos, por ser um assunto polêmico e alguns Estados, como São Paulo, têm até uma lei que proíbe o uso em escolas.
Não será vetando o uso desse ou daquele aparelho que se vai “garantir” a atenção do aluno em aula. Conquistar e manter a atenção do aluno foi, é e sempre será o grande desafio de todo educador. Também não será a mera proibição que evitará que fotos e vídeos desrespeitosos sejam postados na internet. Hoje os celulares estão aí, mas no passado eram bilhetes, figurinhas e vários outros elementos “dispersivos”. Segundo pesquisa TIC Criança de 2010, 59% das crianças de 5 a 9 anos já tem seu número de celular. Portanto, considero importante considerar celulares e tocadores de áudio para problematizar os usos possíveis na escola e estabelecer combinados e linhas de conduta. Quanto mais explícita e menos velada for a abordagem do tema, maior probabilidade de que o uso seja de fato responsável. Os tocadores de áudio mais modernos podem ser usados na escola na função agenda e os celulares na captação de imagens e vídeos para compor atividades educativas propostas. Veja mais orientações sobre uso responsável do celular e de outras telas digitais no infográfico: www.educadigital.org.br/telasdigitais.
* PRISCILA GONSALES: Jornalista e educadora, máster em Educação, Família e Tecnologia pela Universidade Pontifícia de Salamanca (Espanha). Cofundadora do Instituto Educadigital, atua na área de educação e tecnologia desde 2001. Como pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), coordenou durante 6 anos o Programa EducaRede Brasil, uma iniciativa da Fundação Telefônica focada em projetos de formação de educadores para a integração da internet na educação. Em 2011, foi jurada da categoria Midia Digital do Prêmio Prix Jeunesse Iberoamericano (Produções Audiovisuais para Crianças e Adolescentes). Em 2012, integrou a delegação brasileira no Congresso Internacional de Recursos Educacionais Abertos da Unesco, em Paris. É uma das autoras do livro Recursos Educacionais Abertos: Práticas Colaborativas e Políticas Públicas (http://www.artigos.livrorea.net.br/2012/05/aberturas-e-rupturas-na-formacao-de-professores/).

18 janeiro 2013

Tablets para Professores




O Ministério da Educação iniciará a distribuição de tablets para professores do Ensino Médio , a partir do segundo semestre. Numa segunda etapa a intenção é que os contemplados sejam os professores de ensino fundamental. A promessa é a de  que junto, haverá cursos de formação presencial e on-line. 
Segundo o professor José Mauel Moran, no livro A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá, da editora Papirus, a formação do educador para o uso das tecnologias acontece da seguinte forma:
A primeira etapa da aprendizagem diz respeito a usar as tecnologias disponíveis para melhorar as suas aulas, ou seja utilizar os recursos tecnológicos para:
-Melhor apresentar e expor os conteúdos da sua aula; 
-Indicar aos alunos quais recursos utilizar para auxiliar seu processo de pesquisa e realização de tarefas;
-Disponibilizar seus materiais teóricos de diferentes forma, utilizando os recursos da Web 2.0.

A segunda etapa é aquela na qual o professor utiliza as tecnologias para realizar mudanças parcias na sua ação pedagógica em sala de aula:
-Criar novos espaços e atividades que vão além da sala de aula, por exemplo, blog ou comunidade no facebook da disciplina, utilizar o twitter para enviar avisos aos alunos;
-Criar novas formas de avaliação, por exemplo realizar uma produção de vídeo utilizando cameras fotográficas ou o próprio celular dos alunos, etc.

A terceira etapa é aquela que se fará uso das tecnologias para mudanças inovadoras. Esta etapa não depende só do professor, exige também uma completa reestruturação do ensino nos cursos de Pedagogia e Licenciaturas, principalmente no que diz respeito a flexibilização do currículo dos cursos e a estruturação de espaços com recusros tecnológicos diversos.
O professor poderá utilizar ambientes virtuais de aprendizagem para apoiar o ensino presencial, assim como utilizar os diversos recursos disponiveis na web 2.0 que combinam publicação e interação on-line.
Desta forma os alunos podem expressar e tornar ideias visíveis, conferindo assim uma dimensão mais significativa aos seus trabalhos acadêmicos. Isso possibilita ao professor acompanhar em diversos momentos o processo de aprendizagem deste futuro professor. Para isto os professores devem saber o que é e como se estrutura um Blog, um videolog, uma wiki, um podcast, etc.
Na minha opinião, melhor tarde do que nunca, mas espero que, se for nessa sequência de aprendizagem, que haja de fato essa evolução e não se fique estacionado na fase um. Por que afina lde conta o que conta mesmo nessa história e a aprendizagem do aluno.

Mais informações sobre os tablets aqui.

26 outubro 2012

Debate Imperdível

Tenho um convite muito especial para você que de alguma forma se interessa por educação. É imperdível! É dia 30, terça-feira, às 13h. Programe-se! Teremos debatedores de renome : José Pacheco, da escola da Ponte, Eduardo Chaves, da Escola Lumiar e Célia Senna. Depois me conte o que você achou.
A EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA NA ERA DIGITAL
Faça a inscrição no site do evento http://encuentro.educared.org

03 outubro 2012

Que e como ensinar e aprender na sociedade digital?

O Encontro Internacional de Educação Educarede - FT, está abrindo o tema 4 com a seguinte questão
Durante dois meses vamos dar resposta a essa pergunta. Com esse objetivo vamos ver como deve mudar  o paradigma educativo e procurar novas estratégias. Vamos ter em conta a globalização e a desigualdade. Nos dias 28 e 29 de novembro  serão os eventos presencias para recolher as conclusões do tema 4.

imagem enlace à atividadeRepresentantes do Colegio Base, Digital Text, Blinklearning e Vimartic
Modelos Conteúdos Educativos
O Tema 4 começa com um debate que reúne diferentes visões estratégicas no campo dos conteúdos educativos inovadores. Pensemos todos juntos o futuro próximo. Queremos ou não queremos livros de texto?


Participe! Se ainda não se cadastrou ainda é tempo. Cadastre-se no site! http://encuentro.educared.org/

Acompanhe via twitter pela hastag #EIE_FT

22 janeiro 2012

A história da Internet




As mudanças são tão rápidas que fica claro que o que vale hoje é a habilidade de estar aberto ao novo , adaptar-se a ele ou mesmo modificá-lo. Quem não se agiliza vive à margem da história. Temos a opção de ser sujeitos dela ou apenas ficar vendo o bonde passar.

Campus Party 2012

De 6 a 12 de fevereiro acontece em São Paulo, o maior evento mundial de tecnologia. a Campus Party, também  Educa Party, que será específico para a área de educação, onde haverá palestras, debates, oficinas e o encontro de educadores de todas as partes do país. Toda a programação Campus Party aqui e Educa Party aqui

05 janeiro 2012

Crônica para refletir

         Quando o genial Luís Fernando Veríssimo escreveu essa crônica abaixo, ainda não se falava em notebook, celular, ipad, tablets, etc, etc. No entanto, o cronista já tinha uma previsão do que viria a acontecer. Hoje, 2012, o mundo não acabou como prenunciado para o ano 2000. Mas a tecnologia tomou conta de nossas vidas e consequentemente das escolas. Se bem que, as escolas estão muito atrasadas se comparadas com o cotidiano dos  estudantes fora dela.
              Penso que uma reflexão partindo dessa crônica é bem oportuna nos dias em que estamos vivendo, com tanta polêmica levantada sobre o uso de recursos tecnológicos nas escolas. Talvez muitos professores ainda estejam vendo a máquina como uma concorrente, uma ameaça, quando na verdade ela é  um recurso para potencializar a aprendizagem. No meu ponto de vista, cada vez mais, o educador é  imprescindível no processo educativo, não apenas pela questão afetiva, que interfere , mas também para mediar , instigar, direcionar a busca e construção do conhecimento. 
             Com o acesso fácil a essa overdose de informação, ficou mais difícil selecionar e aprofundar o que é mais significativo. Aí entra o educador, precisando de flexibilidade e firmeza ao mesmo tempo. Deixar o educando andar com as próprias pernas, mas ficar à sua sombra, vigilante.
              A ideia de tecnologia como algo frio e impessoal me parece algo do passado, depois da web interativa, que conecta pessoas, que permite a troca , a colaboração, a aproximação. Tecnologia também serve para humanizar.
              O que vocês pensam a respeito?


RETROCESSO

               O visitante estranhou porque, quando o levaram para conhecer a sala de aula do futuro, não havia uma professora-robô, mas duas. A única diferença entre as duas era que uma era feita totalmente de plástico e fibra de vidro — fora, claro, a tela do seu visor e seus componentes eletrônicos —, e a outra era acolchoada. Uma falava com as crianças com sua voz metálica e mostrava figuras, números e cenas coloridas no seu visor, e a outra ficava quieta num canto. Uma comandava a sala, tinha resposta para tudo e centralizava toda a atenção dos alunos, que pareciam conviver muito bem com a sua presença dinâmica, a outra dava a impressão de estar esquecida ali, como uma experiência errada. 
               O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor. O entendimento entre a máquina e as crianças era perfeito. A máquina falava com clareza e estava programada de acordo com métodos pedagógicos cientificamente testados durante anos. Quando não entendiam qualquer coisa as crianças sabiam exatamente que botões apertar para que a professora-robô repetisse a lição ou, em rápidos segundos, a reformulasse, para melhor compreensão. (As crianças do futuro já nascerão sabendo que botões apertar.)
            — Fantástico! — comentou o visitante.
            — Não é? — concordou o técnico, sorrindo com satisfação. 
         Foi quando uma das crianças, errando o botão, prendeu o dedo no teclado da professora-robô. Nada grave. O teclado tinha sido cientificamente preparado para não oferecer qualquer risco aos dedos infantis. Mesmo assim, doeu, e a criança começou a chorar. Ao captar o som do choro nos seus sensores, a professora-robô desligou-se automaticamente. Exatamente ao mesmo tempo, o outro robô acendeu-se automaticamente. Dirigiu-se para a criança que chorava e a pegou no colo com os braços de imitação, embalando-a no seu colo acolchoado e dizendo palavras de carinho e conforto numa voz parecida com a do outro robô, só que bem menos metálica. Passada a crise, a criança, consolada e restabelecida, foi colocada no chão e retomou seu lugar entre as outras. A segunda professora-robô voltou para o seu canto e se desligou enquanto a primeira voltou à vida e à aula. 
             — Fantástico! — repetiu o visitante.
            — Não é? — concordou o técnico, ainda mais satisfeito.
            — Mas me diga uma coisa... — começou a dizer o visitante.
            — Sim? — Se entendi bem, o segundo robô só existe para fazer a parte mais, digamos, maternal do trabalho pedagógico, enquanto o primeiro faz a parte técnica. 
            — Exatamente. — Não seria mais prático — sugeriu o visitante — reunir as duas funções num mesmo robô? 
           Imediatamente o visitante viu que tinha dito uma bobagem. O técnico sorriu com condescendência             — Isso — explicou — seria um retrocesso.
           — Por quê?
           — Estaríamos de volta ao ser humano. 
           E o técnico sacudiu a cabeça, desanimado. Decididamente, o visitante não entendia de futuro.

           Luís Fernando Veríssimo. In Nova Escola. São Paulo. Abril, out. 1990. p. 19.

23 janeiro 2011

Minhas Economias

Que tal começar 2011 controlando um pouco mais as finanças? Encontrei uma dica de software online que contabiliza os gastos, mostra gráficos e outros detalhes interessantes. Pena que o tal programa não ensina dicas para ganhar um dinheirinho a mais, aquele que sempre falta no final do mês, por mais que a gente economize. Gostei da ideia, mas ainda não testei. Veja a matéria completa no Olhar Digital e faça bom proveito. Veja o vídeo com tutorial do software Minhas Economias, clicando na imagem.
Sem título

15 agosto 2010

Educação no Século XXI

No dia 4 de agosto estive no Fórum Educadores Inovadores, da Microsoft, em São Paulo, para o fechamento de um período de estudos e trocas entre colegas  educadores inovadores , que iniciou em março. No evento, onde também ocorreu o Concurso Microsoft 2010,  que contou com a presença de uma série de especialistas em educação e tecnologias, foram  levantados temas como inovação, projetos, competências e habilidades, entre outros. Quero destacar aqui alguns pontos que considerei mais relevantes.
O professor Eduardo Chaves lançou um questionamento: Como é possível  promover  a educação em larga escala,  de forma personalizada?  Segundo o educador, passamos por muitas fases em que novos recursos tecnológicos foram surgindo, sempre com perspectivas de  melhorar a educação. Hoje temos as chamadas novas tecnologias que revolucionaram os costumes da sociedade e prometem revolucionar a educação pelas muitas possibilidades de utilização pedagógica. Mas  o simples acesso às tecnologias pode fazer esse milagre? O professor Eduardo colocou seu receio de que um dia, futuramente possamos lamentar o fato de termos tantos recursos à mão e  mesmo assim a educação continuar sem a qualidade almejada.
Então fica a pergunta: o que fazer para que a educação seja de fato mais qualificada? O acesso à escola está praticamente garantido para a maioria dos brasileiros, portanto  a meta agora é atingirmos a qualidade. Então o momento é de discussão em relação à forma de educar. Fala-se em mudar o foco dos conteúdos trabalhados por  si mesmos , para  que estes  estejam em função da aquisição de competências e habilidades, que capacitem os sujeitos na resolução de problemas. E bota problemas nisso! 
Competências e habilidades são tratadas  nos  documentos da UNESCO que estabelecem padrões baseados nos 4 pilares de Delors: aprender a ser,  conviver,  fazer e conhecer. Todo educando precisa ter um mínimo de competências e habilidades comuns que devem ser desenvolvidas pela  e na escola, porém  é preciso considerar  as tendências pessoais, as individualidades. Como alcançar esse equilíbrio? Segundo o professor Eduardo Chaves, o uso adequado das tecnologias pode favorecer muito o desenvolvimento dessa educação mais personalizada, pois permite a autonomia, a criatividade , a autoria. 
O problema é que sem a mediação do professor, nenhuma tecnologia resolve nada. E para o professor se colocar como mediador é preciso de uma postura aberta, inovadora, de aprendiz juntamente com seus educandos, de orientador frente a tantas informações mais ou menos relevantes, de instigador diante dos problemas do cotidiano. Mas para atingir esse nível o professor precisa de apoio e formação. Segundo Mozart Ramos Neves, do Conselho Nacional de Educação,  nada pode dar certo em educação, se  o professor  não for valorizado em todos os sentidos, se  não tiver uma carreira atraente, que estimule os melhores a investir nela. O que fico me perguntando é até quando isso ficará só nos discursos. Se mesmo as leis não são cumpridas pelos próprios governos, como é o caso do piso mínimo nacional, então o que fazer? Nós professores estamos acostumados a aceitar qualquer migalha e arregaçar a mangas, enfrentando qualquer dificuldade pelo amor à causa. E formação, especialmente no uso de tecnologias, ainda está muito longe de acontecer de fato nas escolas. Ainda vemos muito a tecnologia como algo separado e não integrado à pratica. Como lembrou a professora Elisabete de Almeida, também presente no encontro, não basta um laboratório de informática, onde os alunos vão eventualmente, quando conseguem uma vaga, sem que seja uma rotina no seu dia a dia na escola.
Enquanto tivermos apenas iniciativas isoladas, fica difícil uma mudança real. É preciso que se repense o currículo como algo mais vivo e parte da realidade do aluno. Isso está começando a acontecer, mas de forma insuficiente ainda na prática. E , se levarmos em conta a realidade, devemos saber que as tecnologias estão enraizadas em praticamente todas as atividades da sociedade e  no dia a dia dos jovens e crianças. No entanto todos precisam pegar juntos na escola, usando-as como recursos e estratégias de aprendizagem e não simples complementos das aulas que no fundo só perpetuam as velhas práticas centralizadoras. 
O evento foi emocionante na hora da premiação  e levou às lágrimas muitos dos educadores presentes, pois o reconhecimento do trabalho dos professores inovadores não é tão comum. Na maioria das vezes ele fica anônimo e  é preciso muita força de vontade para levá-lo adiante  sem o incentivo necessário. Veja as palestras  aqui.