No dia 7 de maio fiz a postagem Blogs, interatividade , na qual falo sobre a questão dos comentários. Na ocasião recebi a visita de Sinthia, do blog Palavras por Mim, que agora criou esse poema, inspirada no tema e deixo registrado aqui. Beijo, Sinthia!
Sem Comentários
Jogadas à revelia
Palavras gravadas
Marcadas
Sentidas
Grandes idéias
Soltas
Perdidas
Inutilizadas
Pensamentos
Sentimentos
Largados
Abandonados
Fantasia
Arte
Emoções
Em toda parte
Ao vento
No relento
Às traças
Sem eira nem beira
02 julho 2007
19 junho 2007
Pausa
Estarei um pouco ausente, postando menos, pois preciso priorizar algumas coisas. A sobrecarga de atividades me rendeu uma estafa e preciso desacelerar um pouco até recuperar o fôlego. Até já!
13 junho 2007
Lançamento de livro do professor Moran

O professor José Manuel Moran acaba de lançar o livro "A educação que desejamos" pela Editora Papirus. Ainda não li, mas com certeza deve ter grandes contribuições sobre as formas de inovar as metodologias de encino-aprendizagem integrando as tecnologias de forma inteligente. O autor do livro, já nosso conhecido pela riqueza de sua obra nessa área, convida para a participação na discussão das idéias do livro no blog que criou Educação Inovadora- Moran . Vale a pena!
03 junho 2007
Internet e Fraude
No caderno Donna do Jornal Zero Hora de hoje, Moacir Scliar, nosso escritor gaúcho da Academia Brasileira de Letras, coloca em sua crônica uma afirmação intrigante . Há um lugar em que a Internet está causando problemas: a sala de aula
Em alguns trechos diz:
"Alguém duvida que a Internet mudou a vida das pessoas? Não, ninguém pode duvidar disso. A Internet não é apenas um meio de comunicação ou de informação; é um jeito de viver, um novo jeito de viver, e a história do mundo vai se dividir em duas fases: AI (antes da Internet) e DI (depois da Internet). "
...
"Em primeiro lugar, precisamos nos dar conta de que, como foi dito antes, copiar os alunos sempre copiaram, só que antes faziam isso à mão. Pode-se alegar que, desta forma, aprendiam alguma coisa, mas trata-se de uma afirmação questionável: copiar pode ser simplesmente uma coisa mecânica. O melhor é perguntar: qual deve, afinal, ser o característico de um trabalho de aluno? A mim a resposta parece óbvia. O trabalho do aluno, como o trabalho de qualquer pessoa - como este texto que vocês estão lendo - deve refletir o pensamento e as emoções de quem o elabora. Ou seja: o trabalho deve ser eminentemente pessoal. Deixem-me dar um exemplo tirado do ensino de medicina. Podemos pedir a um aluno que escreva sobre as relações médico-paciente, e aí, sem dúvida, ele encontrará na Internet montes de textos copiáveis. Ou podemos pedir que descreva um episódio de sua própria vida: uma doença que teve e o papel que o médico desempenhou então, com sua avaliação a respeito. Aí não tem como colar. Só a autenticidade resolve. E esta autenticidade será extremamente educativa para o aluno."
"Em primeiro lugar, precisamos nos dar conta de que, como foi dito antes, copiar os alunos sempre copiaram, só que antes faziam isso à mão. Pode-se alegar que, desta forma, aprendiam alguma coisa, mas trata-se de uma afirmação questionável: copiar pode ser simplesmente uma coisa mecânica. O melhor é perguntar: qual deve, afinal, ser o característico de um trabalho de aluno? A mim a resposta parece óbvia. O trabalho do aluno, como o trabalho de qualquer pessoa - como este texto que vocês estão lendo - deve refletir o pensamento e as emoções de quem o elabora. Ou seja: o trabalho deve ser eminentemente pessoal. Deixem-me dar um exemplo tirado do ensino de medicina. Podemos pedir a um aluno que escreva sobre as relações médico-paciente, e aí, sem dúvida, ele encontrará na Internet montes de textos copiáveis. Ou podemos pedir que descreva um episódio de sua própria vida: uma doença que teve e o papel que o médico desempenhou então, com sua avaliação a respeito. Aí não tem como colar. Só a autenticidade resolve. E esta autenticidade será extremamente educativa para o aluno."
"Ou seja: a Internet nos ensina coisas, sim. Inclusive quando temos de pensar a respeito das armadilhas da Internet e de como evitá-las. " Veja a crônica na íntegra aqui.
Moacir levanta nesse texto uma questão importante. Onde está a causa do problema? Que tipo de propostas os educadores, fazem aos alunos ao levá-los para a internet para pesquisar? Será que muitas vezes não estamos estimulando simplesmente cópias? Onde fica a reflexão sobre as informações encontradas? Quantos educadores ajudam os educandos a centrarem sua atenção em algo, lançando propostas desafiadoras, em que precisem relacionar as informações com seu contexto a fim de transformá-las em conhecimentos? Que formação estão recebendo os docentes para enfrentar essa situação? Ficam aqui essas questões para a gente pensar e discutir, concordar ou discordar.
29 maio 2007
0º Graus

Vista do campo de futebol, que fica ao lado da minha escola.
Nada como a tecnologia para registrar esses momentos.
26 maio 2007
Internet na Educação
A propósito do questionamento do post anterior, por coincidência, na matéria A Internet no Banco Escolar(indicada na lista de discussão blogs educativos) , especialistas, entre eles Armando Valente, discorrem sobre o mesmo tema, aprofundando alguns aspectos que destaquei no meu depoimento. Sugiro a leitura , no site da Revista Pesquisa.
"Dez anos depois do início da massificação da internet, alguns educadores consideram que a influência ou presença da internet na educação escolar não se faz notar com destaque. Os usos existentes são ainda muito limitados, não exploram os verdadeiros potenciais da internet, como ressalta José Armando Valente. Em muitas escolas o uso tem sido restrito à procura de informação em portais disponibilizados pela instituição. Para conter distorções e mau uso dessa ferramenta, ele sugere que a mesma tem de estar a serviço de processo de resolução de problemas, desenvolvimento de projetos e meio de interação entre aprendizes e entre o aprendiz e especialistas."
"Dez anos depois do início da massificação da internet, alguns educadores consideram que a influência ou presença da internet na educação escolar não se faz notar com destaque. Os usos existentes são ainda muito limitados, não exploram os verdadeiros potenciais da internet, como ressalta José Armando Valente. Em muitas escolas o uso tem sido restrito à procura de informação em portais disponibilizados pela instituição. Para conter distorções e mau uso dessa ferramenta, ele sugere que a mesma tem de estar a serviço de processo de resolução de problemas, desenvolvimento de projetos e meio de interação entre aprendizes e entre o aprendiz e especialistas."
22 maio 2007
Revista Aprende Brasil

Na edição abril/maio da revista da Positivo, na sessão Sala de Professor, há o seguinte questionamento feito a mim, Gládis e Mary Grace:
MUDA ALGUMA COISA NA HORA DE ENSINAR O CONTEÚDO TRADICIONAL POR MEIO DE UM COMPUTADOR?
MOTIVAÇÃO
“As mudanças começam pela relação aluno-professor. Os alunos sentem-se naturalmente motivados diante do computador. O interesse é espontâneo. Tenho desenvolvido alguns trabalhos em colaboração com outros professores via internet utilizando blogs e editores de textos coletivos. O envolvimento dos alunos é impressionante. Para eles é muito mais motivador escrever num blog, por exemplo, onde muita gente vai ler e comentar, do que entregar seu trabalho apenas para o professor. A visão de mundo é ampliada e a sala de aula ultrapassa os limites da escola. Mas não podemos esquecer de que o computador é mais um recurso a ser utilizado. Ele não é um fim, é um meio e como meio deve ser bem aproveitado. Não há sentido usá-lo em atividades que podem ser desenvolvidas sem ele, apenas para dar a impressão de que o professor é “antenado” no uso das tecnologias.”
Gládis Leal dos Santos, professora do Centro de Atendimento Integral à Criança Mariano Costa, em Joinville (SC).
----------
ROMPIMENTO
"A utilização de mídias na prática pedagógica é uma forma de romper paradigmas, embora nem sempre todo o potencial que elas ofereçam seja bem aproveitado. O uso adequado implica em mudança de postura do educador, que passa de detentor do saber a mediador, oportunizando ao educando a possibilidade de interagir, construindo seu próprio conhecimento. O computador proporciona principalmente mudanças metodológicas. Os recursos multimídia de áudio e imagem, somados aos hipertextos oferecem novos caminhos e atrativos que envolvem o aluno, estimulando o aprendizado. Além disso, a Internet apresenta uma forma não linear de leitura. Navegando pelos links, o aluno envereda por diferentes atalhos, o que pode tornar uma aula imprevisível e exigir do professor mais abertura e uma postura interdisciplinar, aproveitando as situações criadas por novas descobertas."
Marli Fiorentin, professora do Colégio Estadual Pe. Colbachini, em Nova Bassano (RS).
----------------
Especialista
“O computador pode contribuir tanto para ensinar os conteúdos tradicionais de maneira convencional, como também de maneira inovadora. Na forma tradicional, o professor é o centro do processo de ensino, é ele quem apresenta o "conteúdo" aos alunos, neste caso, enriquecido com imagens, sons, simulações, animações e possibilidades que vão muito além do que o material didático impresso permite. Porém, o grande diferencial do computador e da Internet é justamente poder trabalhar de maneira desafiadora e colaborativa com os alunos, de modo que eles não sejam meros receptores de informação, mas sim autores, produtores de conhecimento. Ao criar um blog, podcast, vídeo, História em Quadrinhos, dentre outras possibilidades, os alunos aprendem muito mais tanto o conteúdo motivador destas publicações, como também como trabalhar em equipe e o sentido social do que fazem. Neste contexto, os alunos são protagonistas, conseguem perceber maior valor em suas produções e a avaliação deixa de ser apenas do professor, uma vez que podem contar com opiniões que ultrapassam os muros da escola .”
Mary Grace Martins
Pedagoga, Especialista em Design Instrucional para cursos on-line (UFJF), Mestranda em Educação (USP), Docente na disciplina de Didática (Uniban), Consultora Microsoft Educação, Editora do Blog Vivência Pedagógica - www.vivenciapedagogica.com.br
“As mudanças começam pela relação aluno-professor. Os alunos sentem-se naturalmente motivados diante do computador. O interesse é espontâneo. Tenho desenvolvido alguns trabalhos em colaboração com outros professores via internet utilizando blogs e editores de textos coletivos. O envolvimento dos alunos é impressionante. Para eles é muito mais motivador escrever num blog, por exemplo, onde muita gente vai ler e comentar, do que entregar seu trabalho apenas para o professor. A visão de mundo é ampliada e a sala de aula ultrapassa os limites da escola. Mas não podemos esquecer de que o computador é mais um recurso a ser utilizado. Ele não é um fim, é um meio e como meio deve ser bem aproveitado. Não há sentido usá-lo em atividades que podem ser desenvolvidas sem ele, apenas para dar a impressão de que o professor é “antenado” no uso das tecnologias.”
Gládis Leal dos Santos, professora do Centro de Atendimento Integral à Criança Mariano Costa, em Joinville (SC).
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ROMPIMENTO
"A utilização de mídias na prática pedagógica é uma forma de romper paradigmas, embora nem sempre todo o potencial que elas ofereçam seja bem aproveitado. O uso adequado implica em mudança de postura do educador, que passa de detentor do saber a mediador, oportunizando ao educando a possibilidade de interagir, construindo seu próprio conhecimento. O computador proporciona principalmente mudanças metodológicas. Os recursos multimídia de áudio e imagem, somados aos hipertextos oferecem novos caminhos e atrativos que envolvem o aluno, estimulando o aprendizado. Além disso, a Internet apresenta uma forma não linear de leitura. Navegando pelos links, o aluno envereda por diferentes atalhos, o que pode tornar uma aula imprevisível e exigir do professor mais abertura e uma postura interdisciplinar, aproveitando as situações criadas por novas descobertas."
Marli Fiorentin, professora do Colégio Estadual Pe. Colbachini, em Nova Bassano (RS).
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Especialista
“O computador pode contribuir tanto para ensinar os conteúdos tradicionais de maneira convencional, como também de maneira inovadora. Na forma tradicional, o professor é o centro do processo de ensino, é ele quem apresenta o "conteúdo" aos alunos, neste caso, enriquecido com imagens, sons, simulações, animações e possibilidades que vão muito além do que o material didático impresso permite. Porém, o grande diferencial do computador e da Internet é justamente poder trabalhar de maneira desafiadora e colaborativa com os alunos, de modo que eles não sejam meros receptores de informação, mas sim autores, produtores de conhecimento. Ao criar um blog, podcast, vídeo, História em Quadrinhos, dentre outras possibilidades, os alunos aprendem muito mais tanto o conteúdo motivador destas publicações, como também como trabalhar em equipe e o sentido social do que fazem. Neste contexto, os alunos são protagonistas, conseguem perceber maior valor em suas produções e a avaliação deixa de ser apenas do professor, uma vez que podem contar com opiniões que ultrapassam os muros da escola .”
Mary Grace Martins
Pedagoga, Especialista em Design Instrucional para cursos on-line (UFJF), Mestranda em Educação (USP), Docente na disciplina de Didática (Uniban), Consultora Microsoft Educação, Editora do Blog Vivência Pedagógica - www.vivenciapedagogica.com.br

E você o que acha?
17 maio 2007
Puc Rio CCEAD é destaque
Tenho a satisfação de ser aluna do Curso de especialização à distância Tecnologias em Educação, pela PUC Rio CCEAD, uma das instituições referência em e-learning . Parabéns pelo empenho de todos os profissionais!
13 maio 2007
07 maio 2007
Blogs, interatividade
A professora Miriam Sales publicou a seguinte postagem.
Um levantamento, feito pelo Technorati, revelou que o português é o idioma de apenas 2% dos blogs da blogosfera. Para o professor da área de internet do Senac São Paulo, Fábio Flaschart, uma explicação seria:
“O consumo da web aqui é muito mais pacivo. Uma coisa é ter acesso, outra é usar o ciberespaço como ferramenta da expressão. Apesar da popularização do PC e da internet, o aprofundamento ainda é muito superficial.”
Penso que as escolas contribuem muito para esse uso pasivo da web. Poucos são os educadores que utilizam a web como algo maior do que um repositório de informações…
Fonte: G1 (uma dica da Fernanda Vilarim na lista Blogs Educativos)
Este é um bom tema para ser investigado. Que causas haveria por trás da gritante diferença numérica entre os que visitam e os que deixam comentário nos blogs? Estou satisfeita com a interação que acontece no meu , já com mais de 15.000 visitas, mas os comentários são muito menos que isso. Seria falta de hábito em escrever, falta de conhecimento de como comentar, indiferença, pouca valorização das próprias idéias, falta de tempo? Pois vou dizer que a última alternativa tem sido o meu caso. Não que eu tenha deixado de comentar pelos blogs que navego, mas tenho tido dificuldades para conseguir acompanhar toda a produção das redes virtuais que vamos criando, a qual cada vez engrosa mais. São mil idéias que vamos juntando aqui e acolá, descobertas que vamos fazendo, mas que nem sempre conseguem sair da cabeça, porque é humanamente impossível esticar as 24 horas do dia. Queria dizer aos visitantes do meu blog, que fico imensamente satisfeita, agradecida com as visitas e que não tenho tido o tempo que gostaria de retribuir com mais freqüência , envolvida que estou com as 40h de aula e especialização. Estou louca para tirar um tempo e nada fazer.Ou então simplesmente fazer coisas que todo mundo faz como ver um filme, ler um livro, jogar conversa fora, ir a um show.
Um levantamento, feito pelo Technorati, revelou que o português é o idioma de apenas 2% dos blogs da blogosfera. Para o professor da área de internet do Senac São Paulo, Fábio Flaschart, uma explicação seria:
“O consumo da web aqui é muito mais pacivo. Uma coisa é ter acesso, outra é usar o ciberespaço como ferramenta da expressão. Apesar da popularização do PC e da internet, o aprofundamento ainda é muito superficial.”
Penso que as escolas contribuem muito para esse uso pasivo da web. Poucos são os educadores que utilizam a web como algo maior do que um repositório de informações…
Fonte: G1 (uma dica da Fernanda Vilarim na lista Blogs Educativos)
Este é um bom tema para ser investigado. Que causas haveria por trás da gritante diferença numérica entre os que visitam e os que deixam comentário nos blogs? Estou satisfeita com a interação que acontece no meu , já com mais de 15.000 visitas, mas os comentários são muito menos que isso. Seria falta de hábito em escrever, falta de conhecimento de como comentar, indiferença, pouca valorização das próprias idéias, falta de tempo? Pois vou dizer que a última alternativa tem sido o meu caso. Não que eu tenha deixado de comentar pelos blogs que navego, mas tenho tido dificuldades para conseguir acompanhar toda a produção das redes virtuais que vamos criando, a qual cada vez engrosa mais. São mil idéias que vamos juntando aqui e acolá, descobertas que vamos fazendo, mas que nem sempre conseguem sair da cabeça, porque é humanamente impossível esticar as 24 horas do dia. Queria dizer aos visitantes do meu blog, que fico imensamente satisfeita, agradecida com as visitas e que não tenho tido o tempo que gostaria de retribuir com mais freqüência , envolvida que estou com as 40h de aula e especialização. Estou louca para tirar um tempo e nada fazer.Ou então simplesmente fazer coisas que todo mundo faz como ver um filme, ler um livro, jogar conversa fora, ir a um show.
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